Na semana retrasada, Shirley publicou...
- Peraí, tesco, poesia não é nas quintas-feiras?
Sim, mas o que vai ser analisado não é poesia romântica, o
que é o normal das quintas. O poema publicado foi sobre um
tema ético-moral, de alcance social.
- Ah! A corrupção, Petrobrás, PT, mídia partidária que sonega
informação sobre a desgraceira que seus partidos fazem, essas
coisas?
Não, nada disso, também é vergonhoso mas é sobre outros
aspectos da sociedade. É sobre a exploração do sofrimeto dos
animais para divertimento público. O poema publicado tem o
título de "Rodeio", mas a crítica abrange as touradas e as
vaquejadas.
Quando se torna necessário buscar o auxílio dos animais para
conseguir executar as diversas tarefas humanas, não é coisa
reprovável utilizár sua força muscular. Mesmo nessa faceta do
caso, os excessos tendem a ser coibidos pela sociedade.
Mas utilizar-se do esforço e das peculiaridades dos animais,
com a exclusiva finalidade de divertimento é, simplesmente,
odioso!
Veja a comoção e revolta expressadas no poema da Shirley:
RODEIO
Shirley
(2015.08.22)
Na fronteira da vida
um portal sinistro se abre
e o nosso irmão menor
indefeso e inocente
depara-se com a imensidão
da crueldade humana.
À sua frente está o homem
exibindo pseudo coragem
e evidente ignorância
sem saber que semeia e aduba
sua futura colheita.
É incompreensível
que por ganância
criaturas se vendam e soneguem
a própria consciência.
Rodeio
tourada
vaquejada
são palavras
carregadas de terror.
Diante de tanta covardia
de tanto primitivismo
meu coração angustiado emerge
de singular perplexidade.
Nessas horas abissais
eu daria minha vida
para acabar com essa maldade
e salvar os animais."
*** *** ***
Despreza-se a integridade psicológica dos animais, assim
como seus direitos elementares. Psicológica sim, podem negar
porque lhes apraz, mas sua individualidade, sensibilidade e
capacidades cognitiva e de memória são irrefutáveis.
Somando-me ao pensamento e à intenção da Shirley, lanço
também meu grito de revolta contra essa insensibilidade e
essa crueldade humana:
APELO AO RACIONAL
tesco
(2015.08.25)
Pretexto de diversão,
Com alma que enegrece,
A humanidade tece
Tortura de nosso irmão
Bem na fronteira da vida
Ele sofre desamor
Carregado de terror
Procura e não vê saída
Daquele portal sinistro
Daquele triste portão
Não entendendo a razão
De semelhante registro
Fugir de leão - quem dera -
Correndo pela savana
A ignorância humana
É pior do que a fera
Taxar de primitivismo
É pouco pr'essa maldade
Dosagem de crueldade
Em meio a muito sadismo
Por certo erraram seu nome
Puseram em um chacal
Grande recheio fecal
E o chamaram de "ôme"!
*** *** ***
Nem faço menção a outras manifestações de selvageria, ainda
típicas de nossa sociedade atual, como exterminar animais
para roubar-lhes as peles (focas, martas, arminhos), ou presas
(elefantes), ou seu órgão de defesa natural (rinocerontes).
Essas abominações que envergonham a espécie humana.
Também não faço alusão ao abate de animais para consumo
em alimentação. Não é uma necessidade fisiológica, como
muitos alegam, mas ainda é uma necessidade psicológica.
Aí é obrigatório esperar pelo despertar das mentalidades.
Mas para a exploração do sacrifício animal unicamente como
divertimento, não existe mais justificativa. É fato que avilta a
consciência humana!
Abraço do tesco.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
domingo, 30 de agosto de 2015
SORTESCO 360
STALKER
ARKADI e BORIS STRUGATSKI
Nada a ver com a série televisiva, este foi a base para a
adaptação cinematográfica de Andrei Tarkovski e para o
vídeo game homônimos.
Após breve visita de uma raça alienígena, estranhos objetos
especiais são encontrados em locais isolados da Terra.
Nessas áreas, então chamadas de Zonas de Visitação,
fenômenos paranormais são frequentes, permanentemente
modificando aqueles que ousam atravessá-las.
Red Schuhart, um 'stalker' – caçador desses estranhos objetos
para venda no mercado negro - busca as respostas para os
mistérios que rondam a visita dos extraterrestres.
Tem 186 páginas.
INSCREVA -SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 05/09/2015.
sábado, 29 de agosto de 2015
SORTESCO 359 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 55,
e a opção vencedora é de:
CLARA LUCIA!
Parabéns!
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
CONTRACANTO: TEMPO DE ESQUECER
Será que foi por isso que eu esqueci de visitar o blog da
Shirley durante a semana de 15 a 22 deste mês?
O poema postado foi o "Tempo de esquecer"!
Esclareço: Foi por isso não! Eu estava em meio a exames
médicos e isso me é muito estressante, nem tanto pelos
resultados, mas pela simples rotina de fazer os exames.
Esse negócio de acordar cedo já não está nos meus planos.
Mas o poema, cheio de melancolia, é nostálgico, refletindo as
reminiscências que passeiam pela mente da autora. Ela não
conta quais são, mas, nesse mundo da recordação, a poeta
parece perambular sem rumo definido, colhendo flores aqui,
espinhos ali, aromas acolá, saudades em todo lugar...
Quem sabe, amores malfadados cruzam sua mente, e a sua
intenção era, justamente, esquecê-los?
Veja, a seguir, a poeta declarando que é 'tempo de esquecer':
TEMPO DE ESQUECER
Shirley
(2015.08.15)
"Fecho os olhos
cruzo distâncias
sobre o abismo do peito
e lembranças
fustigam-me a mente.
Guardo do passado
o som de tempestades
cheias de sementes e de ossos.
Esmago com os pés a solidão
e caminho com passos largos
como se eu tivesse para onde ir..."
*** *** ***
Eu, pelo contrário, assumo o papel do amante despezado que,
talvez, a 'lembradora' tenta esquecer: Suplico-lhe que não me
atire no labirinto do esquecimento e me dê mais uma chance.
Parece que já houve um tempo de bonança, o tempo em que
ele foi feliz, se regozijando nos braços da sua amada. Existem
(muitos) casos assim, em que a parceira não suporta mais os
desatinos do 'jovem' e lhe dá o bilhete azul. Tristemente, uns
deles são os casos que chegam às manchetes, pois o 'demitido'
era mesmo desatinado.
O 'heroi' enfocado aqui parece estar mesmo apaixonado e se
lamenta bastante. Veja o que ele diz:
NÃO ME ESQUEÇAS
tesco
(2015.08.25)
"Sei que solidão mais triste
É não ter pra onde ir
O passado não existe
Ainda não há porvir
Os amigos se esconderam
Os amores pereceram
Nenhum motivo pra rir
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Sobre o abismo do peito
As dores ergueram ponte
Só se encontram os defeitos
Parece que somos fonte
Nem o som de tempestades
Nem todas as potestades
Nos fazem erguer a fronte
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Sem antever horizontes
Eu caminho a passos largos
Supero rios e montes
Só colho frutos amargos
Nesse meu itineráro
Não tenho nenhum salário
Mas sim todos os encargos
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Comigo tristeza trago
E a nostalgia avança
Sujeira do tempo drago
Mas não me sai da lembrança
A era em que fui feliz
Que desse tempo haja bis
Sempre cultivo esperança!
Ai meu amor, "Credo em cruz"!
Vem trazer-me tua luz!"
** *** ***
Este soluço apaixonado traz como inovação um arcaísmo, que
é um dístico repetido entre as estrofes, uma feição típica da
Idade Média. Não tenho visto isso nem nos poemas do século
19. Que é que me atacou o juízo? Arcaísmo nesse tempo de
versos brancos?
Sabe-se lá! O fato é que a última elocução do dístico 'resgata'
uma fala popular que também anda sumida. Data da época
(não sei quando) em que o latim das missas era misturado
com o português corrente, formando hibridismos, em que a
forma latina é preservada ao lado do termo comum em vez do
latim. Credo em cruz é uma mistura de 'credo in crux' com
'creio na cruz'.
Apesar dos arcaísmos vamos seguindo com a poesia. O mais
importante é que poesia não nos falte em nosso cotidiano, que
é muito duro de encarar sem a visão poética.
Abraço do tesco.
Shirley durante a semana de 15 a 22 deste mês?
O poema postado foi o "Tempo de esquecer"!
Esclareço: Foi por isso não! Eu estava em meio a exames
médicos e isso me é muito estressante, nem tanto pelos
resultados, mas pela simples rotina de fazer os exames.
Esse negócio de acordar cedo já não está nos meus planos.
Mas o poema, cheio de melancolia, é nostálgico, refletindo as
reminiscências que passeiam pela mente da autora. Ela não
conta quais são, mas, nesse mundo da recordação, a poeta
parece perambular sem rumo definido, colhendo flores aqui,
espinhos ali, aromas acolá, saudades em todo lugar...
Quem sabe, amores malfadados cruzam sua mente, e a sua
intenção era, justamente, esquecê-los?
Veja, a seguir, a poeta declarando que é 'tempo de esquecer':
TEMPO DE ESQUECER
Shirley
(2015.08.15)
"Fecho os olhos
cruzo distâncias
sobre o abismo do peito
e lembranças
fustigam-me a mente.
Guardo do passado
o som de tempestades
cheias de sementes e de ossos.
Esmago com os pés a solidão
e caminho com passos largos
como se eu tivesse para onde ir..."
*** *** ***
Eu, pelo contrário, assumo o papel do amante despezado que,
talvez, a 'lembradora' tenta esquecer: Suplico-lhe que não me
atire no labirinto do esquecimento e me dê mais uma chance.
Parece que já houve um tempo de bonança, o tempo em que
ele foi feliz, se regozijando nos braços da sua amada. Existem
(muitos) casos assim, em que a parceira não suporta mais os
desatinos do 'jovem' e lhe dá o bilhete azul. Tristemente, uns
deles são os casos que chegam às manchetes, pois o 'demitido'
era mesmo desatinado.
O 'heroi' enfocado aqui parece estar mesmo apaixonado e se
lamenta bastante. Veja o que ele diz:
NÃO ME ESQUEÇAS
tesco
(2015.08.25)
"Sei que solidão mais triste
É não ter pra onde ir
O passado não existe
Ainda não há porvir
Os amigos se esconderam
Os amores pereceram
Nenhum motivo pra rir
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Sobre o abismo do peito
As dores ergueram ponte
Só se encontram os defeitos
Parece que somos fonte
Nem o som de tempestades
Nem todas as potestades
Nos fazem erguer a fronte
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Sem antever horizontes
Eu caminho a passos largos
Supero rios e montes
Só colho frutos amargos
Nesse meu itineráro
Não tenho nenhum salário
Mas sim todos os encargos
Ai meu amor tenhas dó
Não me deixa assim tão só!
Comigo tristeza trago
E a nostalgia avança
Sujeira do tempo drago
Mas não me sai da lembrança
A era em que fui feliz
Que desse tempo haja bis
Sempre cultivo esperança!
Ai meu amor, "Credo em cruz"!
Vem trazer-me tua luz!"
** *** ***
Este soluço apaixonado traz como inovação um arcaísmo, que
é um dístico repetido entre as estrofes, uma feição típica da
Idade Média. Não tenho visto isso nem nos poemas do século
19. Que é que me atacou o juízo? Arcaísmo nesse tempo de
versos brancos?
Sabe-se lá! O fato é que a última elocução do dístico 'resgata'
uma fala popular que também anda sumida. Data da época
(não sei quando) em que o latim das missas era misturado
com o português corrente, formando hibridismos, em que a
forma latina é preservada ao lado do termo comum em vez do
latim. Credo em cruz é uma mistura de 'credo in crux' com
'creio na cruz'.
Apesar dos arcaísmos vamos seguindo com a poesia. O mais
importante é que poesia não nos falte em nosso cotidiano, que
é muito duro de encarar sem a visão poética.
Abraço do tesco.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
SORTESCO D 11
CD SUCESSOS DOS ANOS 60
JOVEM GUARDA
Pequena seleção (apenas 12 faixas) de músicas dos anos 60
e ligadas ao movimento Jovem Guarda. Ressalte-se que há
uma pequena distorção nesse título: 'Tell me once again', 'Hey
girl' e 'Summer holliday' nem são anos 60 nem jovem guarda,
são anos 70 e fazem parte da época dos "Brazilian singers",
quando muitos cantores brasileiros cantavam em inglês, com
pseudônimos. A seleção é boae tem coisa que não se ouve
mais, como 'Adeus ingrata' e 'Eu te amo mesmo assim'.
Lista das faixas:
1. Let me once again - Light Reflections
2. Adeus (goodbye) - Nalva Aguiar
3. No dia em que parti - Paulo Sérgio
4. Estúpido Cupido (Stupid Cupid) - Suely
5. Adeus ingrata - Cláudio Fontana
6. Summer holiday - Terry Winter
7. O bom rapaz - Wanderley Cardoso
8. A primeira namorada - Ângelo Máximo
9. Hey girl - Lee Jackson
10. Eu te amo mesmo assim - Martinha
11. Tema de Lara (Lara's theme from Dr. Jivago) - The Jordans
12. Olhando as estrelas (Look for a star) - Os Carbonos
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
VAMPIROS
Em abril deste ano eu estava lendo o relatório do Congresso
Internacional Esperantista de Universidades, na edição 2005,
para tentar ampliar meu vocabulário e, pelo menos, fluência
na leitura do Esperanto.
Na palestra sobre vampiros procurava, além da prática de
leitura, algum indício de que os pesquisadores universitários
estivessem se aproximando do conhecimento da realidade
espiritual.
Qual!
Durante todo o artigo nada é citado sobre alguma coisa
transdimensional, que lembre sequer, o mundo pós-morte.
Faço uma tradução 'tescal' dos dois primeiros parágrafos
da introdução da palestra, para se ter uma ideia da base
sobre a qual trabalhará a conferencista:
VAMPIROS
Jane Edwards, Harvard University, USA
"O conceito vampiro não é universal: muitas sociedades
não acham nenhuma utilidade em homens mortos que se
tornam "não-mortos'” e obtêm sua imortalidade de sugar
o sangue daqueles que vivem.
Mas essa construção ficcional (“fantasmas sgadores de
sangue" ou "corpo reanimado do morto”) permanece
notavelmente duradoura, pelo menos, no mundo ocidental,
onde existe já há dois mil anos."
*** *** ***
Ou seja, a palestrante trata apenas da "construção ficcional",
não vislumbrando jamais a distorção de uma realidade factual:
A visita de espíritos desencarnados, sejam eles ignorantes ou
mal intencionados.
E procura, o tempo todo, saber de onde vem tal pensamento:
"Por que então se imaginar, e acabar por acreditar, que esse
estado de «não-morto» exista realmente?"
Aliás, ali ninguém é espírito, apenas os vampiros conseguem
tal proeza de firmar-se 'imortais', nessa infeliz e restrita visão
materialista.
É uma restrição muito grande de visualização para pesquisa e,
consequentemente, a ciência em seu todo é quem sofre esse
atraso inexplicável em relação aos avanços tecnológicos.
A filosofia da ciência está muitos passos atrás da tecnologia.
Seria muito mais simples e produtivo tomar, pelo menos como
hipótese de trabalho, a premissa de que uma dimensão extra,
invisível aos nossos instrumentos e à nossa visão normal,
permeia as dimensões que reconhecemos normalmente.
Isso explicaria, como de fato explica, os casos de lugares "mal
assombrados", os "poltergeists", a origem dos contos de fada,
as histórias de lobisomens, as lendas sobre gênios, etc..
Alguém poderá contrapor:
- Peraí, você tá dizendo que o espiritismo é que é a filosofia
da ciência?
Exatamente! Sem a noção de dimensão espiritual, todo nosso
conhecimento se torna falho, deficiente como os que sofreram
os efeitos da talidomida, às vezes sem braços, às vezes sem
pernas, muitas vezes sem olhos. Em resumo, é trabalhar com
um corpo incompleto!
Para tristeza nossa, essa visão ainda prevalece em muitos dos
mundos acadêmicos. Porém, mais uns 400 anos e tudo mudará.
Não é, Galileu?
Abraço do tesco.
Internacional Esperantista de Universidades, na edição 2005,
para tentar ampliar meu vocabulário e, pelo menos, fluência
na leitura do Esperanto.
Na palestra sobre vampiros procurava, além da prática de
leitura, algum indício de que os pesquisadores universitários
estivessem se aproximando do conhecimento da realidade
espiritual.
Qual!
Durante todo o artigo nada é citado sobre alguma coisa
transdimensional, que lembre sequer, o mundo pós-morte.
Faço uma tradução 'tescal' dos dois primeiros parágrafos
da introdução da palestra, para se ter uma ideia da base
sobre a qual trabalhará a conferencista:
VAMPIROS
Jane Edwards, Harvard University, USA
"O conceito vampiro não é universal: muitas sociedades
não acham nenhuma utilidade em homens mortos que se
tornam "não-mortos'” e obtêm sua imortalidade de sugar
o sangue daqueles que vivem.
Mas essa construção ficcional (“fantasmas sgadores de
sangue" ou "corpo reanimado do morto”) permanece
notavelmente duradoura, pelo menos, no mundo ocidental,
onde existe já há dois mil anos."
*** *** ***
Ou seja, a palestrante trata apenas da "construção ficcional",
não vislumbrando jamais a distorção de uma realidade factual:
A visita de espíritos desencarnados, sejam eles ignorantes ou
mal intencionados.
E procura, o tempo todo, saber de onde vem tal pensamento:
"Por que então se imaginar, e acabar por acreditar, que esse
estado de «não-morto» exista realmente?"
Aliás, ali ninguém é espírito, apenas os vampiros conseguem
tal proeza de firmar-se 'imortais', nessa infeliz e restrita visão
materialista.
É uma restrição muito grande de visualização para pesquisa e,
consequentemente, a ciência em seu todo é quem sofre esse
atraso inexplicável em relação aos avanços tecnológicos.
A filosofia da ciência está muitos passos atrás da tecnologia.
Seria muito mais simples e produtivo tomar, pelo menos como
hipótese de trabalho, a premissa de que uma dimensão extra,
invisível aos nossos instrumentos e à nossa visão normal,
permeia as dimensões que reconhecemos normalmente.
Isso explicaria, como de fato explica, os casos de lugares "mal
assombrados", os "poltergeists", a origem dos contos de fada,
as histórias de lobisomens, as lendas sobre gênios, etc..
Alguém poderá contrapor:
- Peraí, você tá dizendo que o espiritismo é que é a filosofia
da ciência?
Exatamente! Sem a noção de dimensão espiritual, todo nosso
conhecimento se torna falho, deficiente como os que sofreram
os efeitos da talidomida, às vezes sem braços, às vezes sem
pernas, muitas vezes sem olhos. Em resumo, é trabalhar com
um corpo incompleto!
Para tristeza nossa, essa visão ainda prevalece em muitos dos
mundos acadêmicos. Porém, mais uns 400 anos e tudo mudará.
Não é, Galileu?
Abraço do tesco.
SORTESCO 359
COMPAIXÃO
EMMANUEL
psicografia CHICO XAVIER
Mais um livrinho (9x13 cm, 72páginas)
trazendo as iluminadas advertências do
mentor, como essa:
"Compadece-te dos animais,
Eles te auxiliam a viver.
A abelha faz o mel.
A vaca oferta o leite."
ESPERA SERVINDO
EMMANUEL
psicografia CHICO XAVIER
Outro livrinho (9x13 cm, 90 páginas) com
avisos importantes para vivermos bem.
Por exemplo:
CLARO REGISTRO
"As oportunidades para a construção do
bem procedem de Deus.
O aproveitamento está em nós."
INSCREVA -SE ASSIM:
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entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 29/08/2015.
EMMANUEL
psicografia CHICO XAVIER

trazendo as iluminadas advertências do
mentor, como essa:
"Compadece-te dos animais,
Eles te auxiliam a viver.
A abelha faz o mel.
A vaca oferta o leite."
ESPERA SERVINDO
EMMANUEL
psicografia CHICO XAVIER

avisos importantes para vivermos bem.
Por exemplo:
CLARO REGISTRO
"As oportunidades para a construção do
bem procedem de Deus.
O aproveitamento está em nós."
INSCREVA -SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 29/08/2015.
sábado, 22 de agosto de 2015
SORTESCO 358 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 20,
e a opção vencedora é de:
CYNTHIA!
Parabéns!
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
CONTRACANTO: ARREBOL
Originalmente este soneto tinha por título "Grilhões partidos",
pois foi inspirado no caso de divórcio de uma das senhoras
que frequentavam o chat Terra em 2002. Optei por mudar o
título pois o conjunto não transmite a ideia de separação,
mas antes a de nascimento.
Depois de uma noite tenebrosa, sempre vem o dia, seja ele
nublado, chuvoso, poeirento, frio, quente, ou até um pouco
escuro. De todo modo, normalmente, o raciocínio fica mais
claro e mais lógico.
O "terrível" no primeiro verso se refere à escuridão da noite,
que pode ter sido ruim por diversos motivos: Insônia, doença,
dores físicas, dores emocionais... Ou nem ter sido ruim, porém,
de toda maneira, mesmo uma noite enluarada não rivaliza
com a claridade do dia.
O poema faz analogia entre o nascer do Sol após uma noite
particularmente escura e o desabrochar de um sentimento
terno no coração. Não é visado, necessariamente, um romance,
um evento qalquer, como a conversão a uma doutrina religiosa,
o nascimento de um filho, a superação de uma deficiência
física, ou mesmo, a conscientização de que somos todos uma
só humanidade e o consequente amor por todo o pessoal do
mundo.
Observe:
ARREBOL
tesco
(2002)
"Após terrível noite aclara o dia
Qual fogo em palha ascende o sol em flama
Assim de alguém a vida se alumia
Quando em seu coração se acende a chama
E qual um sol raiando vai o amor
Vai aquecendo a vida que se leva
Até brotar a planta em fulgor,
Que rompendo o chão ao céu se eleva
Bendito o sol do amor, a poesia!
Bendito o coração que tem amor!
Bendita a vida, coração e sol!
E vai o amor gerando a alegria
E vai a alegria superando a dor
Até tornar-se a vida um arrebol."
* * *
Muitos dirão:
- Como amar um assassino, um celerado, um terrorista?
Eles são muito diferentes de mim!
Na verdade. a diferença é pouca, estamos a milimetros de um
tipo desses, enquanto a distância que nos separa de um São
Francisco de Assis, de um Mohandas Gandhi, de uma Madre
Tereza, pode alcançar quilômetros.
- E daí?
Daí que a vida não para e e a continuidade dela é irrefutável.
Desses que a gente quer distância, pode-se dizer:
Eu sou você ontem!
Tudo evolui, amemos!
Abraço do tesco.
pois foi inspirado no caso de divórcio de uma das senhoras
que frequentavam o chat Terra em 2002. Optei por mudar o
título pois o conjunto não transmite a ideia de separação,
mas antes a de nascimento.
Depois de uma noite tenebrosa, sempre vem o dia, seja ele
nublado, chuvoso, poeirento, frio, quente, ou até um pouco
escuro. De todo modo, normalmente, o raciocínio fica mais
claro e mais lógico.
O "terrível" no primeiro verso se refere à escuridão da noite,
que pode ter sido ruim por diversos motivos: Insônia, doença,
dores físicas, dores emocionais... Ou nem ter sido ruim, porém,
de toda maneira, mesmo uma noite enluarada não rivaliza
com a claridade do dia.
O poema faz analogia entre o nascer do Sol após uma noite
particularmente escura e o desabrochar de um sentimento
terno no coração. Não é visado, necessariamente, um romance,
um evento qalquer, como a conversão a uma doutrina religiosa,
o nascimento de um filho, a superação de uma deficiência
física, ou mesmo, a conscientização de que somos todos uma
só humanidade e o consequente amor por todo o pessoal do
mundo.
Observe:
ARREBOL
tesco
(2002)
"Após terrível noite aclara o dia
Qual fogo em palha ascende o sol em flama
Assim de alguém a vida se alumia
Quando em seu coração se acende a chama
E qual um sol raiando vai o amor
Vai aquecendo a vida que se leva
Até brotar a planta em fulgor,
Que rompendo o chão ao céu se eleva
Bendito o sol do amor, a poesia!
Bendito o coração que tem amor!
Bendita a vida, coração e sol!
E vai o amor gerando a alegria
E vai a alegria superando a dor
Até tornar-se a vida um arrebol."
* * *
Muitos dirão:
- Como amar um assassino, um celerado, um terrorista?
Eles são muito diferentes de mim!
Na verdade. a diferença é pouca, estamos a milimetros de um
tipo desses, enquanto a distância que nos separa de um São
Francisco de Assis, de um Mohandas Gandhi, de uma Madre
Tereza, pode alcançar quilômetros.
- E daí?
Daí que a vida não para e e a continuidade dela é irrefutável.
Desses que a gente quer distância, pode-se dizer:
Eu sou você ontem!
Tudo evolui, amemos!
Abraço do tesco.
SORTESCO D 10
DVD RINGO STARR ESPECIAL
ALL STARR BAND
Desde o final dos anos 80, o ex-Beatle Ringo Starr comanda
a All Starr Band, onde divide o palco com vários astros do
rock. Aqui esta registrado um show da primeira turnê da banda,
realizada em 1989. As faixas do DVD são:
1 - It don't come easy_Ringo Starr
2 - The no no song_Ringo Starr
3 - Iko iko_Dr. John
4 - Yellow Submarine_Ringo Starr
5 - The weight_Levon Helm
6 - Will it go round in circles_Billy Preston
8 - Honey don`t_Ringo Starr
9 - You are friend of mine_Clarence Clemons & Billy Preston
10 - Shape I'm in_Rick Danko
11 - I wanna be your man_Ringo Starr
12 - Life in the fast lane_Joe Walsh
13 - Up on a cripple creek_Levon Helm
14 - Boys_Ringo Starr
15 - Bein angry_Nils Lofgren
16 - Right place, wrong time_Dr. John
17 - Quarter to three_clarence clemons
18 - Rocky mountain way_Joe Walsh
19 - Photograph_Ringo Starr
20 - With a little help from my friends_Ringo Starr
* * *
Provavelmente você nunca oviu falar desses 'astros', além
de billy Preston e Joe Walsh, mas não se preocupe, todos
têm boa 'cancha', pois não deixam cair a animação.
Show com cerca de 90 minutos.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 26/08/2015.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
SORTESCO D 09 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 63,
e a opção vencedora é de:
CLARA LUCIA!
Parabéns!
domingo, 16 de agosto de 2015
BOBAGENS LINGUÍSTICAS 32
ENQUANTO
Apenas como curiosidade, pinçamos um pequeno trecho de
"O castelo", de Franz Kafka. Em certa altura do romance,
Kafka faz um personagem falar assim:
"...naturalmente exagero um pouco porque posso exprimi-lo
enquanto exagero".
Naturalmente, digo eu agora, o segundo 'exagero é verbo,
pois a moda do 'enquanto' ainda não tinha surgido, mas hoje,
esse modo de escrever encerraria uma dubiedade. Seguindo
o esquisito modo de falar atual, o segundo 'exagero' poderia
ser, perfeitamente, um substantivo, o que redundaria em não
significar nada.
Mas é esse o "espírito da época", falar não significa dizer, e
parece que é essa mesmo a intenção: Falar muito e dizer pouco.
MUDANÇAS NA LÍNGUA
Em "Tales of space and time", escrito em 1900, . G. Wells, no
conto "A story of the days to come", faz a seguinte previsão
para 200 anos no futuro:
"In spite of the intervening space of time, the English
language was still almost exactly the same as it had been
in England under Victoria the Good. The invention of the
phonograph and suchlike means of recording sound, and
the gradual replacement of books by such contrivances,
had not only saved the human eyesight from decay, but
had also by the establishment of a sure standard arrested
the process of change in accent that had hitherto been so
inevitable."
O que se lê, pela tradução 'tescal':
"A despeito do intervalo de tempo decorrido, a língua inglesa
era ainda quase exatamente a mesma que tinha sido na
Inglaterra no tempo da Rainha Victoria. A invenção do
fonógrafo e meios similares de gravação de sons, e a gradual
substituição dos livros por essas contribuições, tinha não
somente salvo a visão humana do declínio, mas tinha também,
pelo estabelecimento de um efetivo padrão, detido o processo
de alterações de pronúncia que até então tinha sido inevitável."
A ficção científica ganhou fama de fazer previsões acertadas,
mormente devido às obras de Jules Verne, embora não seja
esse o objetivo visado. Porém, vemos aqui uma ocorrência
completamente oposta: Nem se concretizou e parece que não
se concretizará nunca.
As línguas são organismos vivos (as faladas) e, assim sendo,
nenhuma simples regulamentação vai parar seu movimento.
Continuarão em seu processo de mudanças enquanto forem
utilizadas, permanecer estático é característica do que está
morto.
Abraço do tesco.
Apenas como curiosidade, pinçamos um pequeno trecho de
"O castelo", de Franz Kafka. Em certa altura do romance,
Kafka faz um personagem falar assim:
"...naturalmente exagero um pouco porque posso exprimi-lo
enquanto exagero".
Naturalmente, digo eu agora, o segundo 'exagero é verbo,
pois a moda do 'enquanto' ainda não tinha surgido, mas hoje,
esse modo de escrever encerraria uma dubiedade. Seguindo
o esquisito modo de falar atual, o segundo 'exagero' poderia
ser, perfeitamente, um substantivo, o que redundaria em não
significar nada.
Mas é esse o "espírito da época", falar não significa dizer, e
parece que é essa mesmo a intenção: Falar muito e dizer pouco.
MUDANÇAS NA LÍNGUA
Em "Tales of space and time", escrito em 1900, . G. Wells, no
conto "A story of the days to come", faz a seguinte previsão
para 200 anos no futuro:
"In spite of the intervening space of time, the English
language was still almost exactly the same as it had been
in England under Victoria the Good. The invention of the
phonograph and suchlike means of recording sound, and
the gradual replacement of books by such contrivances,
had not only saved the human eyesight from decay, but
had also by the establishment of a sure standard arrested
the process of change in accent that had hitherto been so
inevitable."
O que se lê, pela tradução 'tescal':
"A despeito do intervalo de tempo decorrido, a língua inglesa
era ainda quase exatamente a mesma que tinha sido na
Inglaterra no tempo da Rainha Victoria. A invenção do
fonógrafo e meios similares de gravação de sons, e a gradual
substituição dos livros por essas contribuições, tinha não
somente salvo a visão humana do declínio, mas tinha também,
pelo estabelecimento de um efetivo padrão, detido o processo
de alterações de pronúncia que até então tinha sido inevitável."
A ficção científica ganhou fama de fazer previsões acertadas,
mormente devido às obras de Jules Verne, embora não seja
esse o objetivo visado. Porém, vemos aqui uma ocorrência
completamente oposta: Nem se concretizou e parece que não
se concretizará nunca.
As línguas são organismos vivos (as faladas) e, assim sendo,
nenhuma simples regulamentação vai parar seu movimento.
Continuarão em seu processo de mudanças enquanto forem
utilizadas, permanecer estático é característica do que está
morto.
Abraço do tesco.
sábado, 15 de agosto de 2015
SORTESCO 358
CRÔNICAS MARCIANAS
de RAY BRADBURY
Este é o grande clássico de Ray Bradbury. E Bradbury, quem é?
Apenas um escritor de ficção científica? Não. Embora se rotule
a obra dele como ficção científica, é apenas uma rotulação.
Seus textos transcendem qualquer rótulo, embora ambientados,
frequentemente, em exploração espacial e, neste caso, em
outro planeta. Além da parte tecnológica e uma dose de fantasia,
enfoca os sentimentos humanos com sensibilidade e uma pitada
de poesia. Ler Bradbury nos transporta facilmente a outras
dimensões, mesmo tocando apenas assuntos terra-a-terra.
Volume um tanto manchado e endurecido, com 190 páginas.
INSCREVA -SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 22/08/2015.
SORTESCO 357 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 57,
e a opção vencedora é de:
GLEIDSON MENESES!
Parabéns!
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
CONTRACANTO: AIS DA TARDE
Sábado passado Shirley invectivou contra a tarde: A tarde
estava demorando muito a passar. Tudo bem, às vezes ocorre
isso mesmo, alguma coisa que ansiamos não chega e o tempo
se arrasta.
Não chovia, não fazia frio nem calor excessivos, não havia um
ruído irritante. Não, Shirley não se queixou de nada disso.
Apenas o tempo demorava a passar. O que há por trás disso?
A espera.
Não foi especificado o objeto da espera, mas a espera de
algum evento que mude nosso destino é sempre exasperante.
E quando tudo depende de alguém que tarda, a aflição toma
conta.
Pode ser um juiz, um advogado, uma testemunha, o diretor
da empresa, um professor... Não importa quem, há sempre
um reboliço em nossas emoções.
Mas quando se trata do ser amado... Ah!
Aí é quando qualquer formiga se transmuta em um dragão!
Contamos os nós num pingo d'água, vamos até onde o vento
faz a curva e voltamos num segundo, o mundo se acaba
várias vezes... E ele/ela não aparece!
Nesses momentos não é aconselhável passar perto da Shirley,
ela pode errar o alvo. Leia o poema:
TARDE
Shirley
(2015.08.08)
"Estaciono o carro
no meio-fio do silêncio
e o vento audacioso de agosto
desafia um gato que passa
se esgueirando pelo muro rebocado
pintado de cores sujas.
Nada é definitivo
nem essa espera
nem essas horas de asas trincadas.
Eu só preciso
de um nutriente essencial
para dar um ponta-pé
nessa tarde que custa a passar..."
*** *** ***
Ocupado em exames médicos, somente ontem pude atentar
ao poema, e minha focalização caiu exatamente nessa espera
do ser amado. Incorporei imediatamente o personagem que o
poema da Shirley sugere, e eis-me esperando Godot não, digo
melhor, Godeia.
Nessa situação, os macaquinhos brincam livremente no sótão,
e fantasmas e sombras diversas se aproveitam pra soprar suas
infaustas e nefastas sugestões. As perspectivas para o futuro
se enegrecem rapidamente e
"nada é divino, nada é maravilhoso".
Vejam a confusão instalada:
AIS
tesco
(2015.08.12)
Nada é definitivo
Nem mesmo essa longa espera
Se fosse amena, quem dera!
Porém tudo é aflitivo
Quando eu voltava ela ia
E não a encontro jamais
A sanha de saber tudo
Que duramente me assanha
Faz renascer velha manha
Que vai me deixando mudo
Em meio a formas sombrias
E proezas fantasmais
Ando todo estonteado
Não acho uma rota certa
Ao destino de poeta
Já me vejo condenado
Sem topar com alegrias
Mas recheado de ais
E em meio ao vento forte
Onde o sol jamais me brilha
A devassar uma trilha
Não encontro sul nem norte
Somente pausa queria
Nessas penas colossais."
*** *** ***
O consolo é justamente a realidade do primeiro verso:
Nada é definitivo!
Pois sabemos que "não há mal que sempre dure,
nem bem que nunca se acabe".
Abraço do tesco.
estava demorando muito a passar. Tudo bem, às vezes ocorre
isso mesmo, alguma coisa que ansiamos não chega e o tempo
se arrasta.
Não chovia, não fazia frio nem calor excessivos, não havia um
ruído irritante. Não, Shirley não se queixou de nada disso.
Apenas o tempo demorava a passar. O que há por trás disso?
A espera.
Não foi especificado o objeto da espera, mas a espera de
algum evento que mude nosso destino é sempre exasperante.
E quando tudo depende de alguém que tarda, a aflição toma
conta.
Pode ser um juiz, um advogado, uma testemunha, o diretor
da empresa, um professor... Não importa quem, há sempre
um reboliço em nossas emoções.
Mas quando se trata do ser amado... Ah!
Aí é quando qualquer formiga se transmuta em um dragão!
Contamos os nós num pingo d'água, vamos até onde o vento
faz a curva e voltamos num segundo, o mundo se acaba
várias vezes... E ele/ela não aparece!
Nesses momentos não é aconselhável passar perto da Shirley,
ela pode errar o alvo. Leia o poema:
TARDE
Shirley
(2015.08.08)
"Estaciono o carro
no meio-fio do silêncio
e o vento audacioso de agosto
desafia um gato que passa
se esgueirando pelo muro rebocado
pintado de cores sujas.
Nada é definitivo
nem essa espera
nem essas horas de asas trincadas.
Eu só preciso
de um nutriente essencial
para dar um ponta-pé
nessa tarde que custa a passar..."
*** *** ***
Ocupado em exames médicos, somente ontem pude atentar
ao poema, e minha focalização caiu exatamente nessa espera
do ser amado. Incorporei imediatamente o personagem que o
poema da Shirley sugere, e eis-me esperando Godot não, digo
melhor, Godeia.
Nessa situação, os macaquinhos brincam livremente no sótão,
e fantasmas e sombras diversas se aproveitam pra soprar suas
infaustas e nefastas sugestões. As perspectivas para o futuro
se enegrecem rapidamente e
"nada é divino, nada é maravilhoso".
Vejam a confusão instalada:
AIS
tesco
(2015.08.12)
Nada é definitivo
Nem mesmo essa longa espera
Se fosse amena, quem dera!
Porém tudo é aflitivo
Quando eu voltava ela ia
E não a encontro jamais
A sanha de saber tudo
Que duramente me assanha
Faz renascer velha manha
Que vai me deixando mudo
Em meio a formas sombrias
E proezas fantasmais
Ando todo estonteado
Não acho uma rota certa
Ao destino de poeta
Já me vejo condenado
Sem topar com alegrias
Mas recheado de ais
E em meio ao vento forte
Onde o sol jamais me brilha
A devassar uma trilha
Não encontro sul nem norte
Somente pausa queria
Nessas penas colossais."
*** *** ***
O consolo é justamente a realidade do primeiro verso:
Nada é definitivo!
Pois sabemos que "não há mal que sempre dure,
nem bem que nunca se acabe".
Abraço do tesco.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
SORTESCO D 09
CD MEIO SÉCULO DE MÚSICA vol. 7
COLETÂNEA EDITORA EUROPA
Nesta coleção oferecida pela revista Natureza (ano 2000?),
como acontece em todas as coleções do tipo, preponderam
as músicas norte-americanas. Acredito que nem tanto por sua
qualidade musical, mas pela força da mídia e pela vendagem
de discos. Se não, como explicar a presença de 'Mony, mony',
'Da doo ron ron' ou 'Wooly bully' por aqui? Afora estas, não
tão grandes excrescencias, o repertório apresenta boas
músicas como se pode ver na lista de faixas:
1. Earth Angel (Belvin)
The Penguins - 2:54
2. Something (George Harrison)
Shirley Bassey - 3:28
3. Bilits (Francis Lai)
The London Starlight Orchestra - 3:42
4. All I Ask Of You (Andrew Lloyd Webber)
London Philharmonic Orchestra & Singers - 4:13
5. Ne Me Ouite Pas (Jacques Brel)
Bernard - 3:45
6. I Am What I Am (Herman)
Shirley Bassey - 3:07
7. Careless Love (Ray Charles)
Ray Charles -2:58
8. Da Doo Ron Ron (Greenwhich/Barry/Spector)
The Crystals - 2:20
9. Oh Girl (Paul Young)
The Chi-Lites - 3:30
10. If I Had a Hammer (L. Hays / P. Seeger)
Trini Lopez - 2:59
11. Wooly BulIy (Domingo Samudio)
Sam The Sham and The Pharaohs - 2:21
12. Mony Mony (B. Gentry / B. Bloom / R. Cordell / T. James)
Tommy James & The Shondells - 2:52
13. Oh, Carol! (Greenfield / Sedaka)
The Diamonds - 2:04
14. Bom To Be WIId (Mars Bonfire)
Steppenwolf - 3:28
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 19/08/2015.
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