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domingo, 3 de abril de 2016

FRANGAMENTE!

Que a cidade de Aracaju já atingiu um estágio evolutivo que 
apresenta grandes profissionaais na área da saúde, não resta 
dúvida. 
No enanto, a representatividade no setor hospitalar, ainda 
deixa muito a desejar. Não conseguem apresentar um trabalho 
razoável nem para condições de "terceiro mundo"! 

Não sei que grande serviço eu prestei à cultura sergipana para 
que, pela quarta vez, eu seja agraciado com o apanágio da 
culinária sergipana, e requinte da cozinha nacional: 
A "SOPA DE FRANGO PARA VEGETARIANOS"! 

Esta mais recente edição ocorreu no Hospital Renascença, 
a anterior foi no Hospital Primavera. Mas não adianta apelar 
pra santos, já havia recebido a 'homenagem' no São José e no 
São Lucas. 

Por sorte, em meio ao sofrimento, não nos lembramos de 
fotografar a efeméride, o que poderia fazer com que nossa 
querida sobrinha Cynthia Mendes, corasse até à raizdos 
cabelos. 

Portanto, o título do post não é um erro ortográfico, apenas um 
equívoco culinário! 

Abraço do tesco. 

sábado, 26 de março de 2016

AGORA VAI!


- Impixa de Dilma? 

Não, o mais importante pra mim, neste momento, é a cirurgia! 
Depois de muitas contramarchas, chegamos a um consenso: 
Segunda, 28, às 14 h. 

- Beleza, né? 

Bem, do jeito que tenho aguardado isso, só posso concordar. 
Afinal, sete meses com uma sonda se intrometendo onde não 
devia, já tá de bom tamanho. 

Vamos lá, nada de 'Fora Dilma' nem 'Fora PT', a palavra de 
ordem é "FORA SONDA!". 

Lembrem-se de mim nas orações e vamos lá! 

Abraço do tesco. 

terça-feira, 8 de março de 2016

UM DIÁLOGO POSSÍVEL

Pois é, novamente antibióticos porque as bacteriazinhas não 
assinaram o acordo de trégua. Vamos abrir nova rodada de 
negociações no dia 10, com outra urocultura, se no dia 14 
houver um 'cessar-fogo', imediatamente a gente marca a 
data da cirurgia. 

Enquanto isso, transcrevo um diálogo que ouvi, captado por 
minhas anteninhas psicofrênicas, digo, psíquicas. 

Os dois estão sentados numa varandinha, depois de um dia 
de labuta: 

- Cumpade, cê viu que injustiça fizero agora? 

- Com o Lula, cumpade? 

- Não, né disso queu quero falá não. É dos nome que dero 
pra essas febre nova. Mai repare, foro logo mexê cum Dona 
Zica! Logo uma veinha que num faz mar a ninguém! 

- Apois, cumpade, num faz mar e pelo contraro, só faz o bem, 
pruque é benzedeira. E diz que é 'esprita', dá de graça o que 
recebeu de graça. Num cobra nada de seu ninguém! 

- E num é, cumpade. Agora, veja só a otra febre, chamaro de 
'Chico Cunha'! Onde já se viu isso, cumpade, uma pessoa tão 
boa, tão caridosa! 

- É mermo, cumpade. Ói, onte mermo,  o Robscreisso, aquele 
minino de dona Creuza, dixe que ele é muito 'pão de Erardo'. 
Eu num sei o qué isso não, mai deve de sê uma coisa boa, né? 

- Deve de sê o contraro de 'pão duro', qui é cuma os minino 
de oje tão chamano os 'unha de fome'. 

- Deve de sê isso mermo, cumpade, pruque nunca vi ôme pra 
distribuí tanta cesta bazca cos probe. É véi, é minino, é 
dizimpregado, ele num faz deferença. 

- Agora, cumpade, se chamasse a febre cum nome do primo 
dele, tava bem impregado: Ô bicho ruim esse tar de Tião 
Galego! 

- Ah, cumpade, agora vosmicê falô dereito! Aquilo é ruim! 
Pra batê im mulé buchuda, cuma Lica de Sordado... Tava de 
cinco mêis, né cumpade? 

- Isso. Num sei cuma o bruguelo nasceu tão dereitim. 

- E mai, né cumpade? Todo dia si izibino cum aquela moto, 
pa riba e pa baixo, fazeno zuada! 

- Deus que me castigue se eu dezejá argum mar pra um 
cristão, mai uma peste dessa... 

- É, cummpade, ele hái de se encontrá cum que é dele. 
Mai, cumpade, sabe pruquê butaro os nome das febre Zica e 
Chico Cunha? 

- Sei não, cumpade. 

- Apois pra mim, é pruquê Dona Zica é preta e seu Chico é 
um tanto tostado. Num reparô? 

- Vige! É mermo, ôme! Eles nunca gostaro de preto mermo. 

- Purisso queu tava pensano... E se Lula fosse preto? 

- ArMaria! Aí a coisa ficava preta mermo! 

   *    *   *   

Não sei se o diálogo continuou e como terminou. 
Minhas anteninhas não registraram. 
Mas já temos muita confusão no balaio, não precisamos 
complicar. 

Abraço do tesco. 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

AINDA INFECÇÃO

A urocultura solicitada no dia 08 mostrou que as bactérias não 
se foram, reiniciei antibiótico ontem. Mais seis dias com ele. 
Mas o pior foi na sexta-feira: Mais de dez horas no hospital. 

As danadinhas arranjaram uma obstrução no caminho 
urinário e o negócio tava doendo pra... peste! 

Troca de sonda - na ocasião, com injeção de soro pra auxiliar 
a drenagem - resolveu provisoriamente o problema. 

Esperamos que não se metam a fazer novas construções neste 
período. Estou bebendo bastante água pra dificultar novos 
projetos. 

Novos exames pedidos para revalidar os antigos - radiografia 
dos pulmões, ECG e hemograma - já foram realizados e está 
tudo positivo. Só falta nos 'desbacteralizarmos', para seguir 
com o processo. Tô louco por uma cirurgiazinha!  

Abraço do tesco. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SAIU!

- Mangueira ou Portela?

Nada disso. O atestado liberatório da glicemia!

- Ah...

Porém...

- "Ai, porém!
Há um caso diferente
que marcou em breve tempo
Meu coração para sempre...
Era dia de caranaval!"
("Foi um rio que passou em minha vida", Paulinho da vola).

Gosto muito, mas não é isso. É que falta ainda verificar se
a infecção foi superada. Terminou a ingestão de antibiótico
hoje, Testaremos em cinco dias. Se não houver bactéria,
haverá bisturi.

- Muito bom!

Bom, né? Bisturi na próstata dos outros é refresco!

- Carma, muita carma! Carma é essenciar pra arma!
Afinal, é isso que você queria, não?

É sim. A próstata aumentada tá incomodando muito.
E ainda tem essa sonda que não larga do meu pé!

- Pé? Pensava que era mais em cima.

E é. Mas, finalmente: Faquinha, aqui vou eu!

Abraço do tesco. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ZÉ MANÉ

Ainda sem cirurgia marcada, ainda por regularizar a glicemia, 
ainda comendo pouco (porque o olho é maior que a cara), 
ainda lendo muito e ainda sem wi-fi regularizada. 

Mesmo assim, deu-me vontade de contar uma historinha. 
Totalmente fictícia, claro, mas para mim, contendo o germe 
de uma tendência humana: 
A "arte" de se engambelar por títulos! 

   *   *   *   

Imagine que nosso caro amigo José Manoel, naturalmente 
conhecido por todos como Zé Mané, faleceu, isto é, bateu as 
botas, bateu a caçuleta, finou-se, passou dessa pra melhor, 
empacotou, virou presunto, 'mórreu', ou, mais propriamente, 
desencarnou. 

Não cabe aqui dizer por quais méritos ou deméritos, viu-se 
jogado num lugar escuro, mal-cheiroso, frio, onde sofria fome 
e sede. Imediatamente resolveu fazer valer sua devoção e 
apelou para "seu padim Pade Ciço Romão Batista" e, como 
este não lhe fez ver os seus préstimos, clamou por 'JesusCristo', 
que também demorou a se fazer ouvir. 

Passado algum tempo, chamava por Deus e pedia para vir 
tirá-lo "desse lugar orrive"'. Eis que, não demora muito, vê 
surgir ao longe uma luz, que vem se aproximando. 

Vem chegando, vem chegando e ainda não vê perfeitamente, 
mas já distingue a forma de uma pessoa. Então exclama: 

- Meu Deus, já vem o Sinhô sarvá esse pobre miseráve! 

Aí ouve uma voz lhe respondendo: 

- Eu não sou Deus! 

Replica então: 

- Mas o Sinhô num é Jesus? É a merma coisa! 

A voz rebate: 

- Eu não sou Jesus! 

Sem distinguir semblante, vendo apenas o vulto luminoso, 
arrisca um palpite: 

- São Pedo? 

- Nada de São Pedro, responde a voz. 

Baixando a suposta hierarquia, arrisca outro santo: 

- São Binidito? 
Um santo negro é naturalmente um santo menor, na sua 
concepção, mas ainda é um 'Santo'. 

- Não sou santo nenhum. 

"Eita, um home luminoso desse e num é um santo? 
Deve de ser argum esprito de luz, cuma dizia Dona Glora, 
lá do centro esprita". 
Pensando assim, arrisca mais um nome, que se lembrava
de 
ter ouvido "Dona Glora" falar. 

- Bezerra de Meneze? 

- Não, meu irmão - esclarece o vulto - eu sou Zé da Farinha, 
que toda semana você encontrava lá na feira. 

- Ôxe! Zé da Farinha? Qué qui tu tá fazendo aqui, home? 

- Vim lhe resgatar, meu irmão, quero levar você para um lugar 
melhor.

- Vôte! Vou nada! Tô isperano um santo quarqué pra me levá 
pro céu, e me aparece um Zé da Farinha? Tu tá lá no céu? 

- Não, no céu não, mas comparado com isso aqui, qualquer 
um ia querer se mudar. 

- Apois eu num quero i não. Prefiro isperá um pôco mais, 
Quarqué hora chega um santo aqui e pregunta: Cadê o Zé 
Mané? E eu num tô. E aí? 

- Mas meu irmão... 

- Não, num quero cunvelsa, daqui num saio, daqui ninhum
Zé 
da Farinha me tira. Sei lá se é o capeta disfalçado... 

   *   *   *   

E lá ficou o Zé Mané. 
Sem nenhum discernimento, sem raciocínio claro, sempre se 
deixando guiar pelos "dotô", se maravilhando com os títulos 
terrestres. São os Zés Manés que votam num "Chiquinho do 
Coronel Fabrício" apenas porque o Prefeito mandou. 

É triste e lamentável que, mesmo depois de ultrapassado o 
portal denominado morte, esses nossos amigos se recusem a 
exercitar o raciocínio, só se curvando perante títulos  que não 
têm valor real. 

Dizem que Zé Mané ainda está por lá... 

Abraço do tesco. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

EM G-O-T-I-N-H-A-S...

Queridas amigas (os homens não frequentam mais o blog), 
desculpem o pobre paciente aqui. Desde o dia 21 estou sem 
Wi-Fi (já fiz novo pacto com a Oi), e pra ligação com fio tenho 
que vir aqui pra sala. 

Não houve cirurgia, pois ainda estou batalhando pra reduzir 
a glicemia.  Já está bem próxima do ideal, mas parece que 
tem nova infecção pra debelar. Faz parte da rotina. 

A nutricionista não alterou muita coisa na minha dieta, 
apenas dois pontos fundamentais: 

1. Não juntar os cereais numa mesma refeição. Costumava 
comer arroz, macarrão e purê de batatas, tudo misturado. 

2. Diminuir as quantidades ingeridas. Aí a maior diferença! 
Volta a velha questão das 'porções', dos '150g', das 'meia 
unidade'. Ah! Ver o tigela cheia de peras, mas só poder 
consumir 'uma fruta'. Cruel! 

A intercalação de lanches entre as refeições principais não 
causou rebuliço, já fazia isso. A diferença é que eu não saía 
do quarto para comer 10 uvas, ou 10 seringuelas, ou uma 
manga. Vinha disposto a arrasar com a cesta de caquis 
(quatro  ou cinco) por exemplo, ou comer dois kiwis, três 
ameixas  e um sapoti. Não comerciava 'a granel', minhas 
compras eram 'em grosso'. 

Bem, tudo tem um começo (ou recomeço). Cá estou eu de 
novo na homeopatia alimentar, tudo em gotinhas. 
Coisas da vida! Quem não aprende, tem que repetir. 

No mais tudo é festa! Não pude lhes desejar Feliz Natal, mas 
tudo foi bem, mesmo sem meus votos, né? 
Agora já vem aí um novo ano, espero e desejo que seja um 
dos melhores anos de suas vidas! 
No meu caso, há de ser também, embora eu não reclame de 
2015, como muitos estão fazendo, pra mim foi um ano normal. 
De qualquer forma, 

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS! 

Abraço do tesco.