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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

BOBAGENS LINGUÍSTICAS-25

A LÍNGUA DA PÁTRIA 

"De que vale amar a própria língua se não se a estuda?' 
Este é o questionamento de Edmondo De Amicis em "L'idioma 
gentile", publicado em 1905, onde trata do melhor modo de 
alguém se expressar em sua língua materna, convidando 
insistentemente a estudá-la. E diz: 

"Não só quem não a estuda, mas quem o faz pouco e mal, 
quase como uma língua estrangeira, pode amá-la 
verdadeiramente?" (tradução tescal). 

A questão de amar a língua pode parecer secundária, ao se 
nascer em determinado país não se tem muita escolha, já se 
pega o bonde andando. No entanto, a partir da idade em que 
se tome consciência do mundo, de nosso papel no mundo, de 
quando se tenha que se expressar o próprio pensamento, nos 
damos conta de que a linguagem faz parte de nós, do nosso
modo de pensar. 


Diz o professor Mário Perini em "A língua do Brasil amanhã e 
outros mistérios", no primeiro artigo do livro: 

"O ser humano tem um apego muito especial à sua língua, e 
mudar de língua é assim como mudar de sexo: uma opção de 
muito poucos." 

Apenas esse conceito do Perini bastaria para fazer entender 
o que se quer dizer com "amor à língua", mas ele continua, 
com muita propriedade: 

"Quantos brasileiros veriam com entusiasmo a ideia de passar 
a falar, escrever, pensar, sentir em inglês ou espanhol?" 

Aí está, não se trata apenas de falar ou escrever, a língua pede 
dedicação exclusiva para uma perfeita integração. Pensar e 
sentir fazem parte de nosso eu mais profundo, não são coisas 
superficiais que flutuem em nosso ser. 

Por isso eu encampo a ideia de De Amicis de amar o idioma 
materno e estudá-lo sempre. Se faz parte de mim devo bem 
conhecê-lo, pois é o mesmo que conhecer-me. Assim, quando 
ele afirma: 

"Se diz que o homem vale por aquilo que sabe; mas vale 
também em grande parte por como sabe dizer aquilo que sabe. 
O conhecimento da língua é necessário. Não é apenas um 
ornamento intelectual, é arma na luta pela vida, é força e 
liberdade do espírito, é chave para corações e consciências 
alheias, é instrumento de trabalho e de destino na vida." 
(tradução tescal). 

Eu deponho fé e me alinho com ele. 

Abraço do tesco. 

Um comentário:

ॐ Shirley ॐ disse...

Não saber expressar-se oralmente, é lamentável... Quando se escreve, então, a atenção deve ser redobrada.
A tradução tescal, está bastante aceitável rs.
Kisojn!