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quinta-feira, 30 de julho de 2015

CONTRACANTO: A FAVOR DO VENTO

Em abril deste ano, Shirley sofreu um assalto! 
Naturalmente - sabe como é poeta - apesar de toda a violência, 
foi um assalto poético e o 'criminoso' foi o vento! 

Seu poema semanal descreve as diabruras praticadas pelo 
'marginal' e, ao término, sua irritação crescente. Na verdade, 
Shirley enfureceu-se a ponto de deixar afluir à pele sua ira e 
planejar um assassinato! 

Parece mesmo decidida a uma ação de extermínio e... 
Mas não quero influenciar seu voto, desvirtuando os fatos com 
minha interpretação. 
Veja a descrição do episódio por ela mesma: 

ATITUDE PERIGOSA
Shirley
(2015.04.04)

"O vento passa 
roubando o verde do jardim 
o amarelo do sol 
o vermelho do meu batom. 
O vento volta 
com pompa de arauto 
diz coisas sem sentido 
estremece meus alicerces. 
Ele vem 
espia pela incauta janela 
brinca com a minha saia 
pisoteia minha tolerância 
e depois 
levando as cores da manhã 
vai embora rindo 
feito rio caudaloso 
em direção ao futuro... 
Os minutos 
e o omisso relógio viram tudo 
nada fizeram para proteger-me. 
Fico brava em silêncio 
sem sonho sem nada 
e não importa minha sina 
posso tornar-me assassina... 
É isso mesmo 
hoje vou matar o tempo!" 

   *   *   *   

Está aí o depoimento da vítima, assinado por ela, e contendo 
a confissão de premeditação de um crime. 

Se você está antenado, e apoia as recentes manifestações de 
'justiça pelas próprias mãos' praticadas por alguns setores da 
população, incentivará a Shirley  e dirá: 
- É isso mesmo, Shirley, amarre esse bandido num poste e o 
surre até deixá-lo morto! 

Eu sou veementemente contrário a isso! 
E explico: 

Primeiramente, num estado de direito, normal e regular, como 
o que estamos vivendo aqui e agora, justiça pelas próprias mãos 
não é lícita, nem legal nem moralmente; 
segundamente, a pena proposta não é proporcional ao crime; 
e terceiramente, a vítima visada não é o 'criminoso'. 

Excetuada a primeira circunstância, de não haver base legal 
ou moral para a pena proposta, meu comentário ressaltou os 
dois argumetos seguintes e, propôs a absolvição do réu. 
Confira abaixo: 

PERDOANDO
tesco
(2015.04.04)

"Sofreste um vento ladrão 
Que - marginal desalmado - 
Tão solto na amplidão 
Veio fazer o narrado 

E zombando do assaltado 
Puxa a perna e ouve o baque 
E o relógio, coitado! 
Só sabe fazer 'tic-tac' 

Certo é fazer justiça 
Condenando o 'condenado' 
Mas não se tornar 'puliça' 
Matando o 'cliente' errado 

De tudo que o vento fez 
Se o paraíso é mostrado 
- Levante a saia de vez -
E de pronto é perdoado!

   ***   ***   ***   

Considero pois, se a arruaça promovida pelo vento culmina 
com o levantamento dessa "cortina pudicícia", encaminhando 
a maioria dos homens a uma 'espiada revigorante', o réu, na 
verdade, merece mais uma condecoração, em vez de uma 
punição. 

Venta, vento! 

Abraço do tesco. 

4 comentários:

ॐ Shirley ॐ disse...

Saluton!
Ah! tesco, tesco, você não tem jeito mesmo rsrs... Você pega pelo pescoço o poema, suga o sangue do coitado, extirpa as suas arestas, vira o pobre pelo avesso e tira ...acertadas conclusões,concordo rs.
Você produz um filme com as suas considerações e sempre fica muito legal.
Parabéns, granda amiko!
Kisojn!

CÉU disse...

Olá, tesco!

Depois de mto me rir com seu post, passo a comentá-lo.
Você é incrível e impecável! Consegue transformar um "delito/talento poético", o poema da Shirley, que está, primoroso, como sempre, e k é dirigido a um elemento ou fator climático, já não me lembro bem, o vento, numa culpa, ou seja, tem capacidade pra "virar o feitiço contra o feiticeiro" (risos).
A incógnita da equação, por "lei", é o levantamento da saia, pelo o vento (feito homem, personificado).

AMEI, SIMPLESMENTE! PARABÉNS!

Beijos, meu estimado amigo.

CÉU disse...

ENCANTADOR DE SERPENTES

Que és homem, também o sei
já senti toda tua pujança
tive desejos e devaneios
que me ficaram na lembrança.

És aquele que me enfeitiça
aguçando minhas vontades
e és muito melhor que Apolo
e por isso, tanto te olho.

Fantástica e divina realidade
que condiz com a luz e o amor
tens gestos e dons de Condor
que só me envolvem na verdade.

Possuis na alma um furacão
que não sou capaz de dominar
portanto, sê menos durão
e verás que só tens a ganhar.

És tu sim quem me prende
de cima a baixo, te juro
e como sou muito inocente
tudo te dou, tudo se consente.

Apaixonadíssima, sem trama
digo-te com toda a firmeza
que terás mulher na cama
e senhora, sempre, na mesa.

CÉU

Hecta disse...


Tesco, ta muito romântico e magico..
Elementos do fogo, depois do vento..
Vem por ai uma ondina também?
hiscla