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domingo, 12 de julho de 2015

CHAGRIN D'AMOUR

Apesar de longo para o padrão de meus posts, apresento-lhes 
este conto que Herman Hesse incluiu no "Livro das fábulas". 
É inteiramente ficção, o canto atribuído ao herói é, na verdade, 
uma composição de Jean-Paul-Égide Martini (1741–1816), que 
utilizou como letra, um poema de Jean-Pierre Claris de Florian 
(1755–1794), que aparece em sua novela "Célestine". 

Publico porque (creio) a obra de Hesse não está em alta no 
momento (estava na década de 70), não sendo provável que o 
conto seja lido tanto quanto poderia. É um conto romântico e 
muito bem concatenado, e considero que vale a pena a leitura. 

"CHAGRIN D'AMOUR"

"Com suas belas e multicoloridas tendas, os nobres senhores 
estavam acampados há algum tempo às portas de Canvoleis, a 
antiga capital do Valois. Todos os dias se realizavam torneios, 
cujo prêmio era a mão da rainha Herzeloyde, jovem viúva de 
Kastis e formosa filha de Frimutel, o rei do Santo Gral. 

Entre os participantes das sucessivas justas havia destacadas 
figuras das cortes européias, incluindo os reis Pendragon, da 
Inglaterra, Lot, da Noruega, o rei de Aragão, o grão-duque de 
Brabante, condes e duques famosos, cavaleiros e paladinos 
como Morholt e Riwaiin, ambos citados no segundo canto do 
Parsifal de Wolfran von Eschenbach. 

Alguns interessavam-se tão-só em granjear fama pelas armas, 
a outros só importavam os belos olhos azuis da jovem rainha-
viúva; a maioria, porém, era atraída pelas suas terras férteis, 
suas cidades e castelos. 

Além dos numerosos fidalgos e heróis famosos, tinham afluído 
igualmente incontáveis cavaleiros andantes, aventureiros e 
andarilhos, e muitos outros pobrcs-diabos cm busca da grande 
aventura. 

Alguns deles, sem possuírem tenda própria, nem escudeiros, 
servos e cavalariços para servi-los, acampavam ao relento, aqui 
e ali, tendo por único abrigo suas próprias capas. Deixavam os 
cavalos pastarem nos gramados, arranjavam alguma comida, 
com ou sem convite, e todos esperavam que um rasgo de sorte 
ou um acaso lhes permitisse participar dos torneios. Entretanto, 
suas perspectivas eram ínfimas: não dispunham de belos e 
fogosos corcéis de batalha e, montado num decrépito rocinante, 
até o mais valente cavaleiro pouca coisa pode conseguir numa 
justa. Por isso, muitos deles não sonhavam sequer em lutar, 
contentando-se em assistir aos duelos alheios e, se possível, 
participar da festa para tirarem dela o máximo proveito. 

Estavam todos muito animados nesses propósitos; todos os 
dias havia banquetes e saraus, ora no castelo da rainha ora 
nas suntuosas tendas dos nobres senhores. Na verdade, os 
cavaleiros pobres sentiam-se muito felizes pelo fato do resultado 
do torneio estar demorando tanto. Entrementes, passeava-se a 
cavalo, caçava-se, conversava-se, bebia-se e jogava-se, assistia-
se às renhidas justas, admirava-se a opulencia dos grandes, 
enfim, não se perdia um detalhe desses agradáveis e animados 
dias. 

Entre os pobres e obscuros cavaleiros havia um, de nome 
Marcel, enteado de um baronete do sul; um jovem e esbelto 
aventureiro, bonito de rosto e gestos donairosos, um tanto 
faminto, metido numa armadura velha e desluzida, e com um 
não menos velho pangaré que atendia pelo nome de Melissa. 
Marcel, porém, adquirira uma certa fama não como cavaleiro 
mas como trovador, pois sabia compor versos e acompanhar 
suas cantigas ao alaúde. Sentia-se bem no meio de tanta 
agitação e não pedia outra coisa senão que o grande 
acampamento durasse a vida toda, com suas diversões, 
banquetes e folganças. 

Ora, certa noite, um dos grandes senhores, o duque de Brabante, 
que se empenhara em ser o protetor do moço trovador, pediu a 
Marcel que o acompanhasse como membro do seu séquito, a 
uma ceia que a rainha ia oferecer aos nobres cavaleiros. Marcel, 
exultante, acompanhou o duque à capital e ao castelo. O salão 
do banquete estava maravilhosamente iluminado e as longas 
mesas pareciam vergar ao peso de bandejas carregadas das 
mais apetitosas iguarias. Mas o pobre moço, nessa noite, tinha 
seu coração triste. 

Vira a rainha Herzeloyde, escutado sua voz cristalina e bebido 
seu suave olhar. E seu coração passara a bater de veemente 
paixão pela nobre dama, que parecia tão meiga e modesta 
quanto as suas mais humildes aias e, no entanto, se encontrava 
tão acima dele, tão inatingível. 

Bem que poderia, como qualquer outro cavaleiro, lutar por ela. 
Tinha liberdade de tentar sua sorte numa justa. Porém, nem 
suas armas, nem seu cavalo estavam em condições propícias 
ao empreendimento e tampouco poderia ser considerado um 
famoso herói. O temor do ridículo pesava melancolicamente 
em seu espírito. 

Jamais soubera o que era medo e de bom grado arriscaria a vida 
num duelo pela rainha amada. Mas como comparar sua força à 
de Morholt, ou do Rei Lot, ou de Riwalin e tantos outros 
paladinos afamados, cujas proezas corriam de boca em boca! 
Não estava disposto, entretanto, a desistir de uma competição 
que era a sua única esperança. Alimentou seu cavalo a pão e 
bom feno, que ia mendigar pelas granjas das redondezas; cuidou 
de sua própria alimentação e procurou dormir com regularidade; 
limpou e lustrou.sua armadura, pondo em tudo um desesperado 
empenho. E, dias depois, cavalgou cedo para o acampamento e 
apresentou-se para o torneio. Foi desafiado por um cavaleiro 
espanhol e aprestaram-se à luta. No primeiro entrechoque com 
lanças compridas, Marcel foi derrubado juntamente com o 
cavalo. O sangue jorrou de sua boca e doíam-lhe todos os ossos, 
mas levantou-se sem ajuda, pegou o cavalo pelo bridão e foi 
lavar-se num riacho retirado, onde passou o resto do dia, 
solitário e humilhado. 

Quando, já de noite, regressou ao acampamento, iluminado pela 
luz dos archotes, foi chamado à parte pelo seu protetor, o duque 
de Brabante, que lhe dis,se, benevolente: 
— Hoje experimentaste a tua sorte no terreno das armas. 
A próxima vez, quando sentires que estás em condições de 
tentar de novo, escolhe um de meus corcéis, querido amigo, e, 
se ganhares, ele te pertencerá. Mas ofereça-nos algo de bom, 
canta para nós uma bela canção para terminarmos o dia. 

Depois do que lhe acontecera, Marcel não estava com muita 
vontade de cantar e participar de folguedos. Mas acedeu ao 
pedido, pensando no prometido cavalo. Entrou na tenda do 
duque, bebeu um cálice de vinho e pediu o alaúde. Cantou 
uma canção e outra, e mais outra, e os nobres circunstantes 
elogiaram-no e brindaram por ele. 

— Deus te abençoe, trovador! — exclamou o duque alegremente. 
— Abandona a lança e a espada e acompanha-me ao meu paço. 
Verás como nâo te faltarão dias felizes. 

— Sois bondoso, senhor — respondeu Marcel. — Mas 
prometeste-me um cavalo e, antes de pensar em outras coisas, 
quero uma vez mais tentar a minha sorte. De que me 
adiantariam dias felizes e belas canções, se outros cavaleiros 
estão lutando pela glória e o amor de uma dama? 

Um deles riu: 
— Queres conquistar a rainha, Marcel? 

— Quero o que todos vós quereis — replicou ele, irritado. — 
se não puder conquistá-la, pobre cavaleiro que sou, terei 
ao menos lutado e derramado por ela o meu sangue, por ela 
sofrido a derrota e suportado a dor! Seria mais doce para mim 
morrer por ela do que viver prosperamente sem ela. E quem de 
mim rir por isso, garanto que minha espada está bem afiada 
para responder-lhe!

O duque pediu calma e aconselhou cada um a retirar-se a seus 
aposentos. Quando todos se recolheram, o duque acenou ao 
cavaleiro-trovador, que também já se retirava, ordenando-lhe 
que ficasse. 
Encarou-o nos olhos e disse: 
— Tens sangue novo e arrebatado, meu rapaz. Queres a todo o 
custo arrostar perigos e dores, derramar teu sangue generoso, 
por causa de uma ilusão? Não poderás ser príncipe de Valois, 
nem poderás ter a rainha Herzeloyde como tua amante, bem o 
sabes. 
Que te adianta enfrentar um cavaleiro insignificante, ou dois, ou 
três, derrubando-os de suas montarias? Terás de derrotar depois 
os reis, os grandes cavaleiros, a mim, para alcançares o teu 
objetivo. Por isso te digo: se desejas lutar, começa já por mim e 
se não me venceres abandona a tua ilusão de vez e recebe o 
soldo que já te ofereci. 

Marcel corou mas respondeu sem hesitação: 
— Agradeço-vos, senhor duque, e amanhã vos enfrentarei. 

Marcel retirou-se e foi buscar seu cavalo. O animal relinchava 
satisfeito, comendo pão na palma da mão de seu dono, e 
esfregando-lhe o focinho pelo ombro. 

— É, Melissa... — murmurou ele, baixinho, acariciando a cabeça 
do animal. — Tu gostas de mim, pobre Melissa, mas bem 
melhor teria sido para ambos perecermos no bosque, antes de 
chegarmos a este acampamento. Dorme bem, Melissa, meu 
pobre e fiel cavalo. 

No dia seguinte, de madrugada, partiu para a cidade de 
Canvoleis e, no caminho, trocou com um mercador seu cavalo 
Melissa por um par de botas e elmo novos em folha. Quando se 
afastava, Melissa esticou o pescoço para trás e relinchou, mas 
Marcel continuou andando e não voltou a cabeça uma só vez. 

Um cavalariço do duque trouxe-lhe um garanhão ruço, fogoso 
e de focinho vibrante, que escarvava impaciente a terra solta do 
picadeiro. Uma hora depois, o duque chegava pronto para o 
duelo. Na primeira investida, nenhum deles destacou-se, pois 
o duque queria poupar o jovem. 

Mas logo se enfureceu com o primarismo do seu antagonista e 
avançou contra ele com tamanha violência que Marcel tombou 
para trás, arrancado da sela e, preso num estribo, foi arrastado 
pelo garanhão ruço. 

Enquanto o desventurado Marcel, coberto de feridas e 
inchações, era levado para a tenda dos criados do duque e aí 
tratado, anunciava-se na cidade a chegada de Gachmuret, o 
famoso cavaleiro, para participar no torneio. Fez sua entrada 
com ostentação, a fama brilhando em sua fronte como uma 
estrela de imperecivel fulgor, enquanto os demais cavaleiros 
famosos franziam a testa, apreensivos, os mais modestos 
exultavam na simples visão de seu ídolo, e a formosa 
Herzeloyde seguia-o com olhos enlevados e faces ruborizadas. 

No dia seguinte, Gachmuret dirigiu-se tranqüilamente ao prado 
e começou desafiando, um após outro, os cavaleiros mais 
famosos, a todos arrancando da sela. Só se falava dele, era o 
grande vencedor, o que merecia a mão e as terras da rainha. 

Marcel também escutava os comentários que circulavam em 
todo o acampamento e eram o assunto do dia. Tudo fazia crer 
que, para Marcel, Herzeloyde estava irremediavelmente perdida. 
Ao ouvir os elogios e louvores à intrepidez e força do galante 
campeão, voltava-se silencioso para a parede da tenda, 
rílhando os dentes e desejando a morte. 

Porém, saberia ainda mais: ao receber a visita do duque, em 
pessoa, que o presenteou com roupas cortesãs, soube que, 
além de vencedor do torneio, Gachmuret há muito era amado 
pela rainha Herzeloyde. 

Ficou sabendo ainda que Gachmuret não só fora paladino da 
rainha Anfilíse, na França, como também abandonara em terras 
pagãs uma princesa moura com quem se casara. Quando o 
duque se retirou, Marcel levantou-se com dificuldade, vestiu-se 
caminhou até à cidade, apesar das dores, para ver o triunfante 
Gachmuret. 

E viu-o. Era um guerreiro de imensa estatura, moreno, de 
músculos salientes, um verdadeiro gigante. Pareceu-lhe estar 
diante de um carniceiro. Conseguiu penetrar furtivamente no 
castelo e misturar-se, sem ser notado, aos convidados. E viu a 
rainha, a suave e diáfana Herzeloyde, na sua radiante felicidade, 
oferecendo a boca ao herói estrangeiro. Quase no final do 
banquete, seu protetor, o duque, reconheceu-o e chamou-o. 

— Permitis, senhora — disse o duque à rainha — que vos 
apresente este jovem cavaleiro? Chama-se Marcel e é exímio 
trovador, sua arte nos tem proporcionado muitas horas de 
deleite. Se for de vosso agrado, ele apresentará uma de suas 
canções. 

Herzeloyde consentiu, com um gracioso aceno de cabeça, 
sorrindo amavelmente para o moço e mandando que trouxessem 
um alaúde. Marcel estava pálido. Fez uma profunda reverência e 
aceitou, vacilante, o alaúde que lhe trouxeram. Enquanto 
dedilhava agilmente as cordas do instrumento, não tirava os 
olhos da rainha. Cantou então uma canção de amor que há anos 
compusera em sua pátria. Depois de cada sextilha havia um 
refrão de dois versos simples, que soavam melancolicamente e 
brotavam do coração magoado do trovador. 

E esses dois versos, que foram ouvidos nessa noite pela 
primeira vez, logo se tornaram conhecidos e muito cantados 
em toda a parte. Assim diziam: 

"Plaisir d'amour ne dure qu'un moment, 
Chagrin d'amour dure toute Ia v/e" 

(O prazer do amor dura apenas um momento. 
A mágoa de amor dura a vida inteira)
.
Terminada a canção, Marcel abandonou o castelo, perseguido 
pelo brilho das velas e archotes que se projetava pelas janelas 
na noite escura. Não voltou para o acampamento e caminhou 
em outra direção, para fora da cidade, noite adentro, decidido 
a renunciar aos ideais da cavalaria andante e a levar uma vida 
sem pátria, como trovador. 

As festas foram se extinguindo, as tendas se estragaram, o grão-
duque de Brabante, o herói Gachmuret e a bela rainha estão 
mortos há muitas centenas de anos, ninguém sabe hoje onde 
ficava Canvoleis e dos torneios em disputa de Herzeloyde, 
quem ouviu falar? Através dos séculos, nada sobrou senão um 
punhado de nomes estrangeiros do sabor antigo. Mas aqueles 
versos do jovem cavaleiro e trovador são cantados ainda hoje." 

   *   *   *   

Quem tiver a curiosidade atiçada pelo texto e/ou não lembrar 
ou não conhecer a música, sugiro acessar este link:
Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri
ou 

Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri 
(sem a cantora, mas com 
melhor qualidade se som),
onde Nana interpreta magnificamente esta 
canção. 

Talvez lhe venha à mente: "Eu já ouvi isso!". 
O certo é que já ouviu "Can't help falling in love", sucesso de 
Elvis Presley, que é baseada nesta melodia. 
Ambas belas, sem dúvida. 

Abraço do tesco.

5 comentários:

CÉU disse...

Obrigada, muito obrigada, pelo seu fabuloso post, TESCO!
Não interessa a extensão do mesmo, qdo o assunto versado é tão interessante como esse. Meus parabéns pela escolha!
Conhecia Herman Hesse, mas só de nome e sabia tb que era um escritor alemão. Agora, fui pesquisar e fiquei sabendo mais algumas coisas sobre ele e sua obra.
Desconhecia, por exemplo, que ele tinha recebido o prémio Goethe e depois o de Nobel da Literatura.

Quanto à história, aqui, publicada e k é mera ficção, como você diz e mto bem, ela é simplesmente encantadora e nos prende do princípio ao fim.
Pobre Marcel! Pensava eu que no final, ele se casaria com a rainha viúva, mas infelizmente, quem escreveu o conto não entendeu o final, desse jeito.
Em minha opinião, história de amor pra ser história, tem de acabar bem, ou seja, eles, ele e ela, se casarão e serão felizes para sempre.
Amei ler e observar o carinho do Duque por esse pobre moço, trovador, com muito talento.
O refrão da canção é uma dura mas real verdade, e k, ainda, nos nossos dias, ela se verifica.

Tudo acontece no século XVII, mas como se falou aqui de justas e torneios, pensei logo na Idade Média, onde esse tipo de coisas aconteciam ou não, e eram mto e e enaltecidas.

Qto a Nana Mouskouri, não tenho palavras para definir sua afinação e beleza de voz. Qdo a escutamos, parece som angelical k vem de algum lugar. Não sei te explicar. Escutei os dois vídeos e amei ambos, embora no segundo o som esteja em melhores condições, mas eu preferi o primeiro, pke é ao vivo. É ela cantando, naquela harmonia que só ela sabe ter e proporcionar.

Essa senhora cantora e tb política já tem 81 anos. Eu era uma menininha, qdo minha mãe escutava os discos dela, tal como os de Demi Roussos. Me habituei ou me habituaram a escutar música de qualidade, e sobretudo francesa, e para "cúmulo", eu frequentava o Liceu Francês, onde a cultura era geral, mas a tónica era francesa, naturalmente. Daí, creio eu, minha predileção por essa música e pelo cultura francesa.

Amei, adorei essa sua postagem, tal como seu distinto e bem humorado comentário em meu blog. Obrigada, querido!

Boa semana.
Bisous.

CÉU disse...

Retificando: século XVIII, enaltecidas (sem aqueles dois "e" atrás), pela cultura francesa.

Beijo/kisojn (não sei se acertei o nome em esperanto, não).

ॐ Shirley ॐ disse...

Gostei muito de ler, tesco...
Plaisir d'amour, é uma música linda e a voz da Nana Mouskouri é suave e maravilhosa.
Ah! Fiquei com dó de Melissa...
Kiso!

Denise disse...

Não achei a postagem extensa, pois nem se percebe o tempo passar. Bem interessante esse conto. Gosto muito do Hermam Hesse. Li muitas coisas dele, mas esse texto não conhecia. Ficamos esperando o final, que é inusitado. Muito bom. Tb senti falta dos amigos do blog, muito bom estar de volta. Muita paz!

Hecta disse...


Oi Tesco
Eu não conhecia o autor, mas adorei as referencias ao medievo, aos cavaleiros e as damas!Prazer em conhecê-lo, Herman Hesse
Essas coisas povoam o imaginário da gente há muito tempo...
É um belo conto ...e pobre Marcel! qtos sonhos desmanchados não é?
Também não achei longo, pois é uma bela historia de amor e esperança.

A musica é simplesmente bela, a voz penetra os ouvidos como um quase lamento!
hiscla