Qual o sentido do poema?
Não pergunto sobre o sentido da poesia, isso todo mundo sabe,
embora muitos não concordem: Poesia, de 'poiesis', é criação,
contrapondo-se ao mundo 'real', que na verdade, é "mimesis",
ou seja, imitação. Portanto, é poesia que move o mundo!
Minha pergunta é a que muitos fazem, quando leem algum
poema:
- Que quer dizer?, - Que significa?, - Qual a intenção?
O cerne da questão são as palavras!
Por paradoxal que pareça, as palavras, que constroem o
'exoesqueleto do poema, são também as responsáveis pelo
encobrimento daquilo que se quer dizer.
Digo isso porque, um soneto que construí em 1990, sinto
dificuldade em interpretar.
- O quê?! Escreveu e não sabe ler? É pior que analfabeto!
Zomba! Teu dia chegará! Mas, é mais ou menos isso mesmo.
A gente escreve em parte guiado por forças estranhas a nossa
vontade e, muitas vezes, o resultado não é exatamente tudo
que foi planejado, alguma coisa escapa do controle.
Leiamos então o soneto:
DESPERTAR DE VÊNUS
tesco
(1990.06.10)
Que subas para o céu por meio de magia,
Ó musa encantadora, charme e sedução,
É arte própria tua, redoma de atração.
Eu seguirei as rotas puras da poesia.
Ao véu da sensação alçaste enfim a mão,
Enquanto a fina arte que em ti eu via
- Encanto de tua parte sã - se desfazia,
Na máquina cruel de tua sedição.
A brisa matutina que soprava fria,
Arrepiando as palmas do oásis meu,
Inebriava as colchas no teu himeneu.
Entanto a tua fulgurante estria,
Dourava no meu vale, extasiado ateu,
Deixando na surdina incendiário eu.
* * *
Eu vejo aí um idealista que havia se enamorado de uma moça
que aparentemente era uma artista, com talentos reais - não
sei dizer em que arte - mas que se revelou uma 'arrivista', não
importava por quais meios, o que ela queria era se 'arranjar'.
Adepto da "arte pela arte", ele não concorda com os recursos
de que ela se vale, principalmente, parece, a atração sexual.
Eis que ela consegue seu espaço, mas ele vê esse brilho, não
como um fogo-fátuo, mas como um meteorito (estrela cadente),
que brilha enquanto queima no atrito com a atmosfera.
Resta então um 'ateu' não mais crente na 'deusa', na verdade
um 'deus ex-machina', que sobe aos píncaros, mas somente
por meios artificiais.
Creio que, 'grossu modu', era isso que eu pretendia transmitir.
Não é, porém, verdade absoluta, artigo de fé, dogma, o que
o leitor extrair disso e achar que é o real sentido da coisa,
pode ser uma conclusão mais acurada.
Os autores procuram realizar o que lhes vêm à mente, mas
não são juízes brasileiros, isto é, infalíveis.
Abraço do tesco.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
SORTESFCO 59
O "SENHOR" DA ENSEADA
ANTOLOGIA EDIÇÕES RÁDUGA
Antologia de contos de autores russos,
em edição russa, o outro livrinho que eu
tenho desse tipo, relativamente raro por
aqui. Autores totalmente desconhecidos
por estas bandas, vejam a lista:
- S. Gansovski_O "senhor" da enseada;
- M. Pukhov_As bolas negras;
- B. Rudenko_Uma excepção;
- A. Karguin_Jogos pueris;
- O. Larionova_O terrário;
- G. Gor_Menino;
- A. Katsura_O mundo é belo;
- E. Marinin_Género próprio;
- L. e E. Lukin_O despertar;
- S. Loguinov_Barbeiro;
- B. Rocomotiva para o Czar.
Apesar da estranheza os contos são muito bons.
Formato bolso, com 282 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 06/05/2015.
ANTOLOGIA EDIÇÕES RÁDUGA

em edição russa, o outro livrinho que eu
tenho desse tipo, relativamente raro por
aqui. Autores totalmente desconhecidos
por estas bandas, vejam a lista:
- S. Gansovski_O "senhor" da enseada;
- M. Pukhov_As bolas negras;
- B. Rudenko_Uma excepção;
- A. Karguin_Jogos pueris;
- O. Larionova_O terrário;
- G. Gor_Menino;
- A. Katsura_O mundo é belo;
- E. Marinin_Género próprio;
- L. e E. Lukin_O despertar;
- S. Loguinov_Barbeiro;
- B. Rocomotiva para o Czar.
Apesar da estranheza os contos são muito bons.
Formato bolso, com 282 páginas.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
PSEUDO-CIÊNCIA
A Astrologia é considerada pela ciência oficial como uma das
pseudo-ciências.
Ora, a ciência utiliza como ferramentas a estatística e a Lei
dos Grandes Números (que diz: Perante uma grande quantidade
de dados, determinados fatos terão maior probabilidade de
ocorrer).
Também, o mais novo ramo científico, a Física Quântica, nos
afirma:
"As coisas sólidas não são 'coisas', mas apenas um feixe de
probabilidades".
Então vejamos como funciona a astrologia: Ela não produz os
fatos, assim como um relógio não produz as horas. O relógio é
apenas um indicador da maior probabilidade de o evento que
aponta estar sincronizado com um ciclo maior.
Assim faz também a Astrologia, indica a maior probabilidade
de eventos menores - pessoais, históricos, globais - estarem
em sincronia com um ciclo maior, no caso, o ciclo dos astros
girando no sistema solar.
Como sabemos, os planetas completam seus percursos, que
são de diferentes extensões, com diferentes velocidades, em
tempos diferentes. E, devido a suas órbitas elípticas, guardam
entre si, diferentes distâncias, de acordo com sua posição na
órbita.
Dessas variadas relações entre esses corpos celestes entre si
e com a Terra, a Astrologia deduz maiores probabilidades de
acontecerem determinados eventos, ocorrerem determinados
fenômenos, e as pessoas agirem com determinados padrões
de comportamento.
Para isso, a Astrologia se utiliza das mesmas ferramentas
citadas anteriormente: Estatísticas e Lei dos Grandes Números.
A tradição sobre os aspectos planetários e sua posição em
relação à constelações (faixa zodiacal) deve ser vista como
o arquivo estatístico disponível para suas finalidades.
Deste modo, o epíteto de pseudo está mal aplicado, no
máximo, se poderia chamá-la de "ciência restrita", pois lida
com os aspectos psicológicos do ser humano, que é algo
ainda irredutível a padrões matemáticos.
Mas, na verdade, 'restritas' ficam melhor aplicadas às ciências
físicas, que se atém somente à porção material de todos os
seres, ignorando o aspecto espiritual, que é imensamente
maior.
Abraço do tesco.
pseudo-ciências.
Ora, a ciência utiliza como ferramentas a estatística e a Lei
dos Grandes Números (que diz: Perante uma grande quantidade
de dados, determinados fatos terão maior probabilidade de
ocorrer).
Também, o mais novo ramo científico, a Física Quântica, nos
afirma:
"As coisas sólidas não são 'coisas', mas apenas um feixe de
probabilidades".
Então vejamos como funciona a astrologia: Ela não produz os
fatos, assim como um relógio não produz as horas. O relógio é
apenas um indicador da maior probabilidade de o evento que
aponta estar sincronizado com um ciclo maior.
Assim faz também a Astrologia, indica a maior probabilidade
de eventos menores - pessoais, históricos, globais - estarem
em sincronia com um ciclo maior, no caso, o ciclo dos astros
girando no sistema solar.
Como sabemos, os planetas completam seus percursos, que
são de diferentes extensões, com diferentes velocidades, em
tempos diferentes. E, devido a suas órbitas elípticas, guardam
entre si, diferentes distâncias, de acordo com sua posição na
órbita.
Dessas variadas relações entre esses corpos celestes entre si
e com a Terra, a Astrologia deduz maiores probabilidades de
acontecerem determinados eventos, ocorrerem determinados
fenômenos, e as pessoas agirem com determinados padrões
de comportamento.
Para isso, a Astrologia se utiliza das mesmas ferramentas
citadas anteriormente: Estatísticas e Lei dos Grandes Números.
A tradição sobre os aspectos planetários e sua posição em
relação à constelações (faixa zodiacal) deve ser vista como
o arquivo estatístico disponível para suas finalidades.
Deste modo, o epíteto de pseudo está mal aplicado, no
máximo, se poderia chamá-la de "ciência restrita", pois lida
com os aspectos psicológicos do ser humano, que é algo
ainda irredutível a padrões matemáticos.
Mas, na verdade, 'restritas' ficam melhor aplicadas às ciências
físicas, que se atém somente à porção material de todos os
seres, ignorando o aspecto espiritual, que é imensamente
maior.
Abraço do tesco.
SORTESCO 342
OS PLANETAS EXTERIORES
E SEUS CICLOS
LIZ GREENE
A autora "discorre a respeito das
tendências históricas e próprias de cada
geração, que correspondem aos amplos
ciclos planetários. Discute a harmonia
possível dos indivíduos com os planetas
exteriores e as forças psicológicas
coletivas que eles representam,
abordando temas como:
- os aspectos entre os planetas exteriores
e os pessoais, e a correspondente
capacidade de influenciar as forças
coletivas;
- os trânsitos dos planetas exteriores com os planetas dos
mapas natais individuais;
- mapas de nascimento de personalidades particularmente
sintonizadas com as forças coletivas: Hitler, Marx, Freud,
Jung, Dalí, Kennedy." Tem 184 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
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entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 02/05/2015.
E SEUS CICLOS
LIZ GREENE

tendências históricas e próprias de cada
geração, que correspondem aos amplos
ciclos planetários. Discute a harmonia
possível dos indivíduos com os planetas
exteriores e as forças psicológicas
coletivas que eles representam,
abordando temas como:
- os aspectos entre os planetas exteriores
e os pessoais, e a correspondente
capacidade de influenciar as forças
coletivas;
- os trânsitos dos planetas exteriores com os planetas dos
mapas natais individuais;
- mapas de nascimento de personalidades particularmente
sintonizadas com as forças coletivas: Hitler, Marx, Freud,
Jung, Dalí, Kennedy." Tem 184 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
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O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 02/05/2015.
sábado, 25 de abril de 2015
SORTESCO 341 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 29,
e a opção vencedora é de:
CYNTHIA!
Parabéns!
SORTESCO 340 - RESULTADO
(POST DO DIA 18, REPUBLICADO
POR TER SIDO APAGADO
ACIDENTALMENTE)
A dezena sorteada hoje foi 10,
POR TER SIDO APAGADO
ACIDENTALMENTE)
A dezena sorteada hoje foi 10,
e a opção vencedora é de:
CHICO!
Parabéns!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
CONTRACANTO: CONVERGÊNCIA
Mudando a programação, pois postei sobre o BookCrossing
(ainda está valendo, hein? Vai até quarta, 23) na quinta-feira,
dia reservado para a temática poética, aborrecerei vocês,
excepcionalmente (quem ler pensará que o excepcional é o
aborrecimento, rerrerré!), com 'mais uma de amor' (epa, isso
é Blitz!), digo, mais uma resposta poética.
Shirley postou, no sábado, reflexão sobre uma "sombra".
Sabe-se lá o que representa essa sombra. Eu, como sempre,
interpreto como o amante ideal - 'ideal' de ideia, o imaginário
poético - neste caso porém, não tão ideal, já aqui, ideal como
'adequado', 'conveniente', 'do jeito certo', 'talhado para a
função'.
E por que não é ideal? Porque a poeta o apresenta como uma
figura indolente, preguiçosa, malemolente, dir-se-ia até, quem
sabe, a imagem de um alcoólatra. Sabe-se que existem muitos
casos de viciados (álcool é droga), muito amados por suas mães
e/ou esposas, que são um grande estorvo em suas vidas, e não
deixam de ser amados mesmo assim.
Não vamos entrar nessas considerações, mas a autora, mais
adiante, se queixa das limitações dele e imagina-o com outras
características.
Leiam o poema e tirem suas próprias conclusões. Se forem
diferentes das minhas, não tem problema, sempre estamos em
diferentes pontos, por que não teríamos diferentes pontos de
vista?
JÁ NÃO SOMOS PARALELAS
Shirley
(2015.04.18)
"Procuro-te
com a visão interior
e vejo-te sombra
imagem fluida
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
cubro-te com a energia
dos átomos e moléculas
e querendo-te perfeito
imagino-te
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto de tuas limitações
dos teus dialetos
-- sei como abarcar todos os idiomas --
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória."
*** *** ***
Aí está e, como sempre, as variadas nuances que a Shirley
interpõe em suas composições, a estrutura diáfana com que
encobre suas visões, a textura cósmica que ela empresta às
palavras, tudo isso se perde quando começo a interpretar.
Só me surgem imagens concretas, associadas com a realidade
crua, coisa corriqueira e cotidiana. Aqui "lasciate ogni fantasia
voi ch'entrate", diria Dante, "tesco stà interpretando. Eita hômi
sem maginação, sô!". (Dante botou pra quebrar, agora).
Vejam o rebuliço:
CONVERGENTE
tesco
(2015.04.18)
"Enquanto me procurares
Inda nada está perdido
Mesmo qu'eu tenha mentido
Permaneces em meus mares
Se tomando outros ares
Buscas novas dimensões
As minhas limitações
Não impedem de gostares
De tudo que te atrai
De minhas falas confusas
Minhas ações obtusas
De minha voz que se trai
Sei, sou sombra do que fui
Mas não me deixes deitado
Vivendo só no passado
Tudo na vida evolui
Preciso dessa energia
Que de todo teu ser flui
Meu corpo reconstitui
E só me traz alegria
Não pode ser diferente
Afirmaste, minha bela
Já não somos paralelas
Tudo em nós é convergente!"
* * *
Aqui está um indivíduo semi-arrependido. Sim, só metade,
porque ele não faz nenhuma promessa de se emendar, nada
afirmou que o amarre a compromissos. Talvez que daí se erga
uma nova pessoa, com ânimo renovado, pronta a encarar os
obstáculos da vida.
Mas isso não está implícito em sua contestação. Ele apenas
diz que reconhece seus problemas e que necessita da ajuda
de sua contraparte, toda ajuda possível.
Que se levante um novo homem, é o que desejamos, e nossa
tarefa na Terra é mesmo essa, a de ajudar os mais debilitados
e menos afortunados
Abraço do tesco.
(ainda está valendo, hein? Vai até quarta, 23) na quinta-feira,
dia reservado para a temática poética, aborrecerei vocês,
excepcionalmente (quem ler pensará que o excepcional é o
aborrecimento, rerrerré!), com 'mais uma de amor' (epa, isso
é Blitz!), digo, mais uma resposta poética.
Shirley postou, no sábado, reflexão sobre uma "sombra".
Sabe-se lá o que representa essa sombra. Eu, como sempre,
interpreto como o amante ideal - 'ideal' de ideia, o imaginário
poético - neste caso porém, não tão ideal, já aqui, ideal como
'adequado', 'conveniente', 'do jeito certo', 'talhado para a
função'.
E por que não é ideal? Porque a poeta o apresenta como uma
figura indolente, preguiçosa, malemolente, dir-se-ia até, quem
sabe, a imagem de um alcoólatra. Sabe-se que existem muitos
casos de viciados (álcool é droga), muito amados por suas mães
e/ou esposas, que são um grande estorvo em suas vidas, e não
deixam de ser amados mesmo assim.
Não vamos entrar nessas considerações, mas a autora, mais
adiante, se queixa das limitações dele e imagina-o com outras
características.
Leiam o poema e tirem suas próprias conclusões. Se forem
diferentes das minhas, não tem problema, sempre estamos em
diferentes pontos, por que não teríamos diferentes pontos de
vista?
JÁ NÃO SOMOS PARALELAS
Shirley
(2015.04.18)
"Procuro-te
com a visão interior
e vejo-te sombra
imagem fluida
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
cubro-te com a energia
dos átomos e moléculas
e querendo-te perfeito
imagino-te
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto de tuas limitações
dos teus dialetos
-- sei como abarcar todos os idiomas --
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória."
*** *** ***
Aí está e, como sempre, as variadas nuances que a Shirley
interpõe em suas composições, a estrutura diáfana com que
encobre suas visões, a textura cósmica que ela empresta às
palavras, tudo isso se perde quando começo a interpretar.
Só me surgem imagens concretas, associadas com a realidade
crua, coisa corriqueira e cotidiana. Aqui "lasciate ogni fantasia
voi ch'entrate", diria Dante, "tesco stà interpretando. Eita hômi
sem maginação, sô!". (Dante botou pra quebrar, agora).
Vejam o rebuliço:
CONVERGENTE
tesco
(2015.04.18)
"Enquanto me procurares
Inda nada está perdido
Mesmo qu'eu tenha mentido
Permaneces em meus mares
Se tomando outros ares
Buscas novas dimensões
As minhas limitações
Não impedem de gostares
De tudo que te atrai
De minhas falas confusas
Minhas ações obtusas
De minha voz que se trai
Sei, sou sombra do que fui
Mas não me deixes deitado
Vivendo só no passado
Tudo na vida evolui
Preciso dessa energia
Que de todo teu ser flui
Meu corpo reconstitui
E só me traz alegria
Não pode ser diferente
Afirmaste, minha bela
Já não somos paralelas
Tudo em nós é convergente!"
* * *
Aqui está um indivíduo semi-arrependido. Sim, só metade,
porque ele não faz nenhuma promessa de se emendar, nada
afirmou que o amarre a compromissos. Talvez que daí se erga
uma nova pessoa, com ânimo renovado, pronta a encarar os
obstáculos da vida.
Mas isso não está implícito em sua contestação. Ele apenas
diz que reconhece seus problemas e que necessita da ajuda
de sua contraparte, toda ajuda possível.
Que se levante um novo homem, é o que desejamos, e nossa
tarefa na Terra é mesmo essa, a de ajudar os mais debilitados
e menos afortunados
Abraço do tesco.
SORTESCO 341
OS GÊNIOS DA CIÊNCIA
de STEPHEN HAWKING
Hawking nos apresenta as biografias e
a essência da obra de grandes pilares
da ciência moderna: Copérnico, Galileu,
Kepler, Newton e Einstein. É um livro
excelente para enfeitar sua estante,
porém, conservando-o nela, sem o ler,
estará subutilizando uma notável fonte
de conhecimento. A parte biográfica é
uma leitura tranquila, mas, quando se
fala no trabalho científico, a coisa muda
de figura, não são conceitos simples
para se ler tomando sorvete na beira da piscina.
Formato grande, 125 ilustrações coloridas,
capa dura, 256 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 25/04/2015.
de STEPHEN HAWKING

a essência da obra de grandes pilares
da ciência moderna: Copérnico, Galileu,
Kepler, Newton e Einstein. É um livro
excelente para enfeitar sua estante,
porém, conservando-o nela, sem o ler,
estará subutilizando uma notável fonte
de conhecimento. A parte biográfica é
uma leitura tranquila, mas, quando se
fala no trabalho científico, a coisa muda
de figura, não são conceitos simples
para se ler tomando sorvete na beira da piscina.
Formato grande, 125 ilustrações coloridas,
capa dura, 256 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 25/04/2015.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
SORTESFCO 58
ARQUIVO X: SANGUE
GLEN MORGAN E JAMES WONG
"Franklin era uma cidadezinha da
Pensilvânia, onde a maioria das pessoas
vivia da produção e do comércio de
frutas. A vida ali era muito pacata e
durante anos nenhum crime foi registrado
na região. Até que estranhos assassinatos
começaram a se multiplicar: mortes em
série provocadas por explosões repentinas
de pessoas consideradas inofensivas.
Bons cidadãos, pais de família, secretárias
eficientes, zelosas donas de casa - como
se um estranho poder invadisse seus cérebros e assumisse
o controle de suas ações." Em 112 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 22/04/2015.
GLEN MORGAN E JAMES WONG

Pensilvânia, onde a maioria das pessoas
vivia da produção e do comércio de
frutas. A vida ali era muito pacata e
durante anos nenhum crime foi registrado
na região. Até que estranhos assassinatos
começaram a se multiplicar: mortes em
série provocadas por explosões repentinas
de pessoas consideradas inofensivas.
Bons cidadãos, pais de família, secretárias
eficientes, zelosas donas de casa - como
se um estranho poder invadisse seus cérebros e assumisse
o controle de suas ações." Em 112 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
10º BOOKCROSSING BLOGUEIRO
Está lançado o convite:
Partcipe do BookCrossing Blogueiro, já na décima edição,
de 16 a 23 de abril.
Não é nada complicado, basta libertar um livro do jugo da sua
estante, 'esquecendo-o' em qualquer lugar protegido das
intempéries, como na praça de alimentação de um shopping,
um terminal rodoviário, uma estação de metrô... Você define
o local mais adequado.
É conveniente deixar um bilhetinho no livro avisando que ele
não está perdido, foi deixado de propósito para que 'VOCÊ' o
encotrasse e tivesse a oportunidade de lê-lo.
O evento no Brasil é, mais uma vez, organizado pela LUMA e,
em seu blog, LUZ DE LUMA você pode encontrar melhores
informações. Lá ela indica a melhor forma de participar.
É uma bela oportunidade para você que não se encantou com
aquele livro ganho no sortesco, e que parecia tão interessante.
"Fui na conversa do tesco, e agora estou aqui, com essa...
obra nas mãos!".
Não se desespere, aproveite o BookCrossing! Sempre é hora.
Abraço do tesco.
Partcipe do BookCrossing Blogueiro, já na décima edição,
de 16 a 23 de abril.
Não é nada complicado, basta libertar um livro do jugo da sua
estante, 'esquecendo-o' em qualquer lugar protegido das
intempéries, como na praça de alimentação de um shopping,
um terminal rodoviário, uma estação de metrô... Você define
o local mais adequado.
É conveniente deixar um bilhetinho no livro avisando que ele
não está perdido, foi deixado de propósito para que 'VOCÊ' o
encotrasse e tivesse a oportunidade de lê-lo.
O evento no Brasil é, mais uma vez, organizado pela LUMA e,
em seu blog, LUZ DE LUMA você pode encontrar melhores
informações. Lá ela indica a melhor forma de participar.
É uma bela oportunidade para você que não se encantou com
aquele livro ganho no sortesco, e que parecia tão interessante.
"Fui na conversa do tesco, e agora estou aqui, com essa...
obra nas mãos!".
Não se desespere, aproveite o BookCrossing! Sempre é hora.
Abraço do tesco.
domingo, 12 de abril de 2015
BOBAGENS LINGUÍSTICAS-29
GUARDA COME DONDOLO
Só como curiosidade exponho esse mal-entendido, que é
perfeitamente plausível. A música é de 1962, do Edoardo
Vianello, mas só tive percepção dela em 1965, já aos 11 anos
de idade.
Entendia então que o título da música se referia a uma coisa
corriqueira, da qual muito já tinha ouvido falar: O guarda
come 'bola': Aceita propina e faz 'vista grossa' pra alguma
infração. Há muito que a corrupção corria solta por Pindorama.
Bem depois, ao aprender alguns rudimentos de italiano, é
que entendi que não era nada disso, o título dizia apenas
"Olha como balanço",e o 'dondôlo', na verdade, se pronuncia
'dôndolo'.
Não vejo graça nela, mas o que tem isso a ver com o momento
atual? É que me assombra a quantidade de gente (fora os mal
intencionados) que pensa que foi o PT quem 'inventou' a
corrupção! Parece que eles nunca ouviram a música do Vianello.
Rerrerré!
SERTÃO
Estava pesquisando sobre a música "Luar do sertão", que tem
uma polêmica sobre sua autoria, e acabei caindo no site da
Rádio Rancho da Traíra, que afirma que a primeira música
sertaneja gravada no Brasil foi justamete "O luar do sertão",
em 1914, quando ainda tinha o artigo definido no título.
Esse não era meu objetivo, mas, logo à frente, a conversa me
interessou. Fala-se dos termos 'sertão' e 'sertanejo':
"A denominação "Sertanejo" sempre se referiu ao indivíduo
que vive no Sertão, especificamente, uma das quatro sub-
regiões do Nordeste do Brasil (Meio Norte, Sertão, Agreste
e Zona da Mata), com clima semi-árido e ambiente hostil.
A origem dessa expressão vem da época da colonização
do Brasil, pelos portugueses que, ao encontrarem uma região
com características típicas dos desertos, referiram-se à ela
como um "desertão". Aos poucos, a denominação sofreu
variações linguísticas regionais passando a ser usada a
expressão "De Sertão" e , com o tempo, apenas "Sertão"."
Essa etimologia para sertão, eu não conhecia, mas é a que
consta do Dicionário Etimológico de Antenor Nascentes, e,
mesmo duvidosa, é bem melhor do que a oferecida pelo
dicionário online da Editora Porto, que faz o termo derivar
"Do latim sertānu-, «do bosque», de sertu-, «bosque»".
Ora, desde quando se confunde sertão com bosque?
CHULO
Para esse tópico, transcrevo parte do que diz Ubirajara Passos
em seu blog "Bira e as safadezas".
"Proveniente do castelhano seiscentista chulo, o sujeito
simultaneamente desafiador e gracioso, “insolente”. O
adjetivo que tomou em português a conotação de
“obsceno” ou “sexualmente imoral” era o termo pelo qual
a aristocracia espanhola do século XVI designava,
portanto, os membros da ralé (servos e homens livres do
povo, trabalhadores) que tinham a coragem de portar-se
como gente, exercendo sua própria individualidade, sem
submeter-se aos desmandos e caprichos dos donos da
sociedade, os nobres, que (como toda classe dominante
que existiu desde a Pré-História Humana) se julgavam os
únicos dignos de viver segundo seus desejos e
necessidades, de prazer e liberdade.
O chulo era o rebelde popular e “coincidentemente”
passou para a nossa língua com o significado de
grosseiro, agressivo, contrário ao “pudor”, “palavrão”. O
detalhe é que sua rebeldia não se exercia de qualquer jeito
(que provavelmente incluía a manifestação “inculta” de
alguns xingamentos típicos, como corno, puta, etc.), mas
pela suprema transgressão de vestir-se com elegância ou
afetação própria da nobreza, audácia imperdoável para um
reles membro do povão, considerado simples coisa ou
gente de categoria subalterna a que não se dava outra
prerrogativa que servir de tapete para os dominadores. O
chulo, não se deixando pisar, e comportando-se “como
senhor” ele próprio, era um perigosíssimo gaiato, capaz de
falar de igual para igual com um aristocrata e se dar ao
prazer público sem subterfúgios."
É aqui que se pode dizer "Se non è vero è ben' trovato"!
Suas considerações sociológicas são muito acertadas.
SÓ GAIATO
Aparentemente teria relação com o tópico anterior, pois foi
encontrado num "Álbum chulo-gaiato", datado de 1862, e de
autoria anônima. Mas, tendo em vista a etimologia mostrada
pelo Bira, aí em cima, a quadrinha a seguir mostra-se chula
apenas no conceito atual, sendo muito gaiata, realmente.
"NOZ E A MULHER
Como a noz foi a mulher
Neste mundo fabricada,
Não se conhece que é podre
Senão depois de rachada."
Veja-se a incoerência: O homem tem a mesma 'virtude', não
se conhece verdadeiramente um homem pela aparência
externa, ou seja, "Quem vê cara não vê coração". O 'rapazinho'
aí quis ser muito engraçado (talvez o fosse, nesta época) mas
conseguiu apenas ser parcial.
"Por hoje é só, pessoal!" (Será que já ouviram isso antes?).
Abraço do tesco.
Só como curiosidade exponho esse mal-entendido, que é
perfeitamente plausível. A música é de 1962, do Edoardo
Vianello, mas só tive percepção dela em 1965, já aos 11 anos
de idade.
Entendia então que o título da música se referia a uma coisa
corriqueira, da qual muito já tinha ouvido falar: O guarda
come 'bola': Aceita propina e faz 'vista grossa' pra alguma
infração. Há muito que a corrupção corria solta por Pindorama.
Bem depois, ao aprender alguns rudimentos de italiano, é
que entendi que não era nada disso, o título dizia apenas
"Olha como balanço",e o 'dondôlo', na verdade, se pronuncia
'dôndolo'.
Não vejo graça nela, mas o que tem isso a ver com o momento
atual? É que me assombra a quantidade de gente (fora os mal
intencionados) que pensa que foi o PT quem 'inventou' a
corrupção! Parece que eles nunca ouviram a música do Vianello.
Rerrerré!
SERTÃO
Estava pesquisando sobre a música "Luar do sertão", que tem
uma polêmica sobre sua autoria, e acabei caindo no site da
Rádio Rancho da Traíra, que afirma que a primeira música
sertaneja gravada no Brasil foi justamete "O luar do sertão",
em 1914, quando ainda tinha o artigo definido no título.
Esse não era meu objetivo, mas, logo à frente, a conversa me
interessou. Fala-se dos termos 'sertão' e 'sertanejo':
"A denominação "Sertanejo" sempre se referiu ao indivíduo
que vive no Sertão, especificamente, uma das quatro sub-
regiões do Nordeste do Brasil (Meio Norte, Sertão, Agreste
e Zona da Mata), com clima semi-árido e ambiente hostil.
A origem dessa expressão vem da época da colonização
do Brasil, pelos portugueses que, ao encontrarem uma região
com características típicas dos desertos, referiram-se à ela
como um "desertão". Aos poucos, a denominação sofreu
variações linguísticas regionais passando a ser usada a
expressão "De Sertão" e , com o tempo, apenas "Sertão"."
Essa etimologia para sertão, eu não conhecia, mas é a que
consta do Dicionário Etimológico de Antenor Nascentes, e,
mesmo duvidosa, é bem melhor do que a oferecida pelo
dicionário online da Editora Porto, que faz o termo derivar
"Do latim sertānu-, «do bosque», de sertu-, «bosque»".
Ora, desde quando se confunde sertão com bosque?
CHULO
Para esse tópico, transcrevo parte do que diz Ubirajara Passos
em seu blog "Bira e as safadezas".
"Proveniente do castelhano seiscentista chulo, o sujeito
simultaneamente desafiador e gracioso, “insolente”. O
adjetivo que tomou em português a conotação de
“obsceno” ou “sexualmente imoral” era o termo pelo qual
a aristocracia espanhola do século XVI designava,
portanto, os membros da ralé (servos e homens livres do
povo, trabalhadores) que tinham a coragem de portar-se
como gente, exercendo sua própria individualidade, sem
submeter-se aos desmandos e caprichos dos donos da
sociedade, os nobres, que (como toda classe dominante
que existiu desde a Pré-História Humana) se julgavam os
únicos dignos de viver segundo seus desejos e
necessidades, de prazer e liberdade.
O chulo era o rebelde popular e “coincidentemente”
passou para a nossa língua com o significado de
grosseiro, agressivo, contrário ao “pudor”, “palavrão”. O
detalhe é que sua rebeldia não se exercia de qualquer jeito
(que provavelmente incluía a manifestação “inculta” de
alguns xingamentos típicos, como corno, puta, etc.), mas
pela suprema transgressão de vestir-se com elegância ou
afetação própria da nobreza, audácia imperdoável para um
reles membro do povão, considerado simples coisa ou
gente de categoria subalterna a que não se dava outra
prerrogativa que servir de tapete para os dominadores. O
chulo, não se deixando pisar, e comportando-se “como
senhor” ele próprio, era um perigosíssimo gaiato, capaz de
falar de igual para igual com um aristocrata e se dar ao
prazer público sem subterfúgios."
É aqui que se pode dizer "Se non è vero è ben' trovato"!
Suas considerações sociológicas são muito acertadas.
SÓ GAIATO
Aparentemente teria relação com o tópico anterior, pois foi
encontrado num "Álbum chulo-gaiato", datado de 1862, e de
autoria anônima. Mas, tendo em vista a etimologia mostrada
pelo Bira, aí em cima, a quadrinha a seguir mostra-se chula
apenas no conceito atual, sendo muito gaiata, realmente.
"NOZ E A MULHER
Como a noz foi a mulher
Neste mundo fabricada,
Não se conhece que é podre
Senão depois de rachada."
Veja-se a incoerência: O homem tem a mesma 'virtude', não
se conhece verdadeiramente um homem pela aparência
externa, ou seja, "Quem vê cara não vê coração". O 'rapazinho'
aí quis ser muito engraçado (talvez o fosse, nesta época) mas
conseguiu apenas ser parcial.
"Por hoje é só, pessoal!" (Será que já ouviram isso antes?).
Abraço do tesco.
SORTESCO 340
A SABEDORIA JAPONESA
COLETÂNEA EDIOURO
Reunindo provérbios, pequenas poesias,
citações filosófias, além de pequenino
conto folclórico, o livreto pode oferecer
boa mostra da cultura japonesa. Contudo,
a preocupação com a dimensão espiritual
é escassamente abordada, ocupando-se
bem mais com com efemeridade da vida
e bom comportamento social (incluindo
aí a bondade, diga-se). Inclui até citção
de um certo Tahibito, do século 8:
"Desde que neste mundo minha vida seja
sempre despreocupada, e nada me falte, pouco me importa
ser verme ou pássaro no além". Quer dizer, também contém
filosofias de vida nada recomendáveis.
Ter cuidado com o que se lê é fundamental!
Apenas 84 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 18/04/2015.
COLETÂNEA EDIOURO

citações filosófias, além de pequenino
conto folclórico, o livreto pode oferecer
boa mostra da cultura japonesa. Contudo,
a preocupação com a dimensão espiritual
é escassamente abordada, ocupando-se
bem mais com com efemeridade da vida
e bom comportamento social (incluindo
aí a bondade, diga-se). Inclui até citção
de um certo Tahibito, do século 8:
"Desde que neste mundo minha vida seja
sempre despreocupada, e nada me falte, pouco me importa
ser verme ou pássaro no além". Quer dizer, também contém
filosofias de vida nada recomendáveis.
Ter cuidado com o que se lê é fundamental!
Apenas 84 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
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entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 18/04/2015.
sábado, 11 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
CONTRACANTO: FOME
Sei que foi comentário num post da Luma, mas o post não
sei o que foi. E, olhando bem, interessa pouco, pois o
comentário quer falar por si mesmo.
O soneto focaliza uma necessidade básica: A fome.
Isso está explícito em seu título. E a fome não precisa de
intermediários, circunllóquios, meias palavras, perífrases ou
revoluteios, ela aparece e basta!
Porém no soneto ela é camuflada, disfarçada por outros
apetites, igualmente imperativos. O sexo e a fome dos
vampiros pelo sangue quente são os meios escolhidos para a
substituição. Mas não chegam a diminuir a intensidade dessa
necessidade vital.
Veja o soneto e tente descobrir sobre o que versava o post
originário. Eu nem faço ideia.
FOME
tesco
(2005.02.27)
Desejos lúbricos, ânsia de vampiros
Estereótipos, sutilezas loucas
Angústia de encontros entre as bocas
Sátiros e ninfas em conspiros
Nestas horas sombrias eu suspiro
As tentações que me movem não são poucas
Deixam-me a voz cavernosa e rouca
E é esse o momento em que deliro
Os escrúpulos duma vez se me removem
Meus sentidos, em ti postos, se inflamam
Tua carne e teu sangue me comovem
E a fome me devora e me consome
És meu prato, meus instintos já reclamam.
Esse o prazer supremo de quem come
* * *
Embora possa parecer que o personagem faminto se dirija
a uma pessoa, a intenção era mesmo dialogar com o prato,
de preferência, cheio.
E, incluí a carne e o sangue para incrementar a concretude
da história, para mim, no entanto, vegetariano há 42 anos,
isso não é alimento. Argh!
Abraço do tesco.
sei o que foi. E, olhando bem, interessa pouco, pois o
comentário quer falar por si mesmo.
O soneto focaliza uma necessidade básica: A fome.
Isso está explícito em seu título. E a fome não precisa de
intermediários, circunllóquios, meias palavras, perífrases ou
revoluteios, ela aparece e basta!
Porém no soneto ela é camuflada, disfarçada por outros
apetites, igualmente imperativos. O sexo e a fome dos
vampiros pelo sangue quente são os meios escolhidos para a
substituição. Mas não chegam a diminuir a intensidade dessa
necessidade vital.
Veja o soneto e tente descobrir sobre o que versava o post
originário. Eu nem faço ideia.
FOME
tesco
(2005.02.27)
Desejos lúbricos, ânsia de vampiros
Estereótipos, sutilezas loucas
Angústia de encontros entre as bocas
Sátiros e ninfas em conspiros
Nestas horas sombrias eu suspiro
As tentações que me movem não são poucas
Deixam-me a voz cavernosa e rouca
E é esse o momento em que deliro
Os escrúpulos duma vez se me removem
Meus sentidos, em ti postos, se inflamam
Tua carne e teu sangue me comovem
E a fome me devora e me consome
És meu prato, meus instintos já reclamam.
Esse o prazer supremo de quem come
* * *
Embora possa parecer que o personagem faminto se dirija
a uma pessoa, a intenção era mesmo dialogar com o prato,
de preferência, cheio.
E, incluí a carne e o sangue para incrementar a concretude
da história, para mim, no entanto, vegetariano há 42 anos,
isso não é alimento. Argh!
Abraço do tesco.
SORTESFCO 57
HOMEM DAS NEVES
ANTOLOGIA EDIÇÕES RÁDUGA
Antologia de contos de autores russos,
publicada em Moscou, com tradutor russo
para o português de Portugal. Não é coisa
que se encontre a 3x4, evidentemente.
Autores ótimos e desconhecidos por estas
paragens, exceçao dos irmãos Abramov,
que, praticamente, "já são de casa".
Compõe -se dos contos:
. História de um homem das neves
- Abraham e Sergei Abramov
. Tuas mãos são como o vento - V. Firsov
. Cuidado com o canguru - V. Firsov
. Água morta - Y. Valentinov
Formato bolso, com 272 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 15/04/2015.
ANTOLOGIA EDIÇÕES RÁDUGA

publicada em Moscou, com tradutor russo
para o português de Portugal. Não é coisa
que se encontre a 3x4, evidentemente.
Autores ótimos e desconhecidos por estas
paragens, exceçao dos irmãos Abramov,
que, praticamente, "já são de casa".
Compõe -se dos contos:
. História de um homem das neves
- Abraham e Sergei Abramov
. Tuas mãos são como o vento - V. Firsov
. Cuidado com o canguru - V. Firsov
. Água morta - Y. Valentinov
Formato bolso, com 272 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
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entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 15/04/2015.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
MUNDO ATUAL E PLUTARCO
- Que tem o mundo atual a ver com Plutarco, tesco?
Você não está indo longe demais, com essa mania de ler
coisas antigas?
Mas eu nem li Plutarco, é que Montaigne...
- Ih! Lá vem ele de novo com esse tal de Montaigne!
Pois é. Quando li o capítulo 32 do 2º vollume dos "Ensaios",
arquivei esse trecho que achei interessante. O capítulo se
chama "Defesa de Sêneca e de Plutarco".
- Defesa, é? E quem acusou? Se eles são do PT, estão...
Nada de política! Sobre Sêneca eu nem me lembro, anotei
somente sobre Plutarco, que foi acusado por Jean Bodin
(1530-1595), um magistrado e filósofo contempotâneo de
Montaigne, autor do livro “Método para fácil aprendizagem
de História", de ignorância.
- Vige! Então esse Bodin queria ser o cão chupando manga!
Porque de Plutarco já ouvi falar, mas desse tal de "Bodan",
nem o cheiro!
Pois é, veja o que Montaigne escreveu:
"Acho-o um pouco ousado nesse trecho de seu Méthode
de l’histoire em que acusa Plutarco não só de ignorância
mas também por esse autor descrever muitas vezes coisas
inacreditáveis e inteiramente fabulosas (são suas palavras).
Se ele tivesse dito simplesmente “as coisas diferentes do
que são”, não haveria uma grande crítica, pois temos de
tirar das mãos de um outro e de sua boa-fé aquilo que não
vimos".
Até aí, tudo certo, temos que concordar com Montaigne, pois
a maior parte do que sabemos provém de outrem, não vimos
nem ouvimos da fonte original. Mesmo com a transmissão
instantânea, via eletrônica, pode-se ainda desconfiar de
manipulações, interpretações e falta de contexto.
- Eita! Tudo isso?
Bem, o que não falta é teoria conspiratória. Mas continuemos
a ler Montaigne:
"Mas acusá-lo de ter tomado como favas contadas coisas
inacreditáveis e impossíveis é acusar de falta de
discernimento o autor mais judicioso do mundo. E eis o
exemplo dele: “Como”, diz, “quando relata que um garoto
da Lacedemônia se deixou dilacerar todo o ventre por uma
raposinha que ele furtara e mantinha escondida sob a túnica,
preferindo até morrer a revelar seu furto”.
À primeira vista, é difícil acreditar nisso. Mas os costumes
mudam, isso é notório. Não só de época como de lugar.
Roubar o dinheiro público é algo muito feio... na Suécia!
Mas vejamos as explicações de nosso nobre cronista:
"Nos costumes dos lacedemônios não havia nada de
que mais dependesse sua reputação, nem com que
sofressem mais reprovação e vergonha do que ser
flagrado num furto. Estou tão imbuído da grandeza
daqueles homens que não só não me parece, ao
contrário de Bodin, que essa história seja inacreditável,
mas nem sequer a acho estranha e rara."
Bem, tá explicado e faz sentido, se excetuarmos o Brasil.
Era uma grande vergonha ser flagrado num ato ilícito, e
aqui no Brasil também já foi assim. Tanto que, qualquer
coisa ilegal era envolvida em sete (ou mais) capas. O mais
importante era manter a aparência de honesto, de decente.
Tanto que corria um 'ditado' lá em Recife, nos anos 70,
pelo menos (hoje eu não sei se corre, nem mesmo se anda):
"Vergonha é roubar e não poder carregar".
Hoje há uma maior 'flexibilidade' e todos sabem que
"Vergonha não mata ninguém!".
Mas reparem nesse último parágrafo citando Montaigne.
Ele explicita que "Estou tão imbuído da grandeza daqueles
homens...", ou seja, o conceito de Montaigne sobre a
'grandeza' (moral, evidentemente), era aparentar virtude
e não tê-la de fato.
- Quer dizer, a grandeza moral de antigamente também era
uma mera ficção.
Isso! Você foi brilhante agora, essa foi também a conclusão
a que cheguei. Quem fica louvando o passado em questões
de honestidade e decência, está apostando na "zebra".
Temos que tratar de melhorar a essência, mesmo que a
aparência deixe a desejar. "Quem vive de passado é museu".
- Epa! E o historiador? E o arqueólogo? E o geólogo? E...
Tá certo, tá certo, foi mal! Errei, errei!
Esqueçamos este final, temos que manter a aparência de...
Epa, Falei demais!
Abraço do tesco.
Você não está indo longe demais, com essa mania de ler
coisas antigas?
Mas eu nem li Plutarco, é que Montaigne...
- Ih! Lá vem ele de novo com esse tal de Montaigne!
Pois é. Quando li o capítulo 32 do 2º vollume dos "Ensaios",
arquivei esse trecho que achei interessante. O capítulo se
chama "Defesa de Sêneca e de Plutarco".
- Defesa, é? E quem acusou? Se eles são do PT, estão...
Nada de política! Sobre Sêneca eu nem me lembro, anotei
somente sobre Plutarco, que foi acusado por Jean Bodin
(1530-1595), um magistrado e filósofo contempotâneo de
Montaigne, autor do livro “Método para fácil aprendizagem
de História", de ignorância.
- Vige! Então esse Bodin queria ser o cão chupando manga!
Porque de Plutarco já ouvi falar, mas desse tal de "Bodan",
nem o cheiro!
Pois é, veja o que Montaigne escreveu:
"Acho-o um pouco ousado nesse trecho de seu Méthode
de l’histoire em que acusa Plutarco não só de ignorância
mas também por esse autor descrever muitas vezes coisas
inacreditáveis e inteiramente fabulosas (são suas palavras).
Se ele tivesse dito simplesmente “as coisas diferentes do
que são”, não haveria uma grande crítica, pois temos de
tirar das mãos de um outro e de sua boa-fé aquilo que não
vimos".
Até aí, tudo certo, temos que concordar com Montaigne, pois
a maior parte do que sabemos provém de outrem, não vimos
nem ouvimos da fonte original. Mesmo com a transmissão
instantânea, via eletrônica, pode-se ainda desconfiar de
manipulações, interpretações e falta de contexto.
- Eita! Tudo isso?
Bem, o que não falta é teoria conspiratória. Mas continuemos
a ler Montaigne:
"Mas acusá-lo de ter tomado como favas contadas coisas
inacreditáveis e impossíveis é acusar de falta de
discernimento o autor mais judicioso do mundo. E eis o
exemplo dele: “Como”, diz, “quando relata que um garoto
da Lacedemônia se deixou dilacerar todo o ventre por uma
raposinha que ele furtara e mantinha escondida sob a túnica,
preferindo até morrer a revelar seu furto”.
À primeira vista, é difícil acreditar nisso. Mas os costumes
mudam, isso é notório. Não só de época como de lugar.
Roubar o dinheiro público é algo muito feio... na Suécia!
Mas vejamos as explicações de nosso nobre cronista:
"Nos costumes dos lacedemônios não havia nada de
que mais dependesse sua reputação, nem com que
sofressem mais reprovação e vergonha do que ser
flagrado num furto. Estou tão imbuído da grandeza
daqueles homens que não só não me parece, ao
contrário de Bodin, que essa história seja inacreditável,
mas nem sequer a acho estranha e rara."
Bem, tá explicado e faz sentido, se excetuarmos o Brasil.
Era uma grande vergonha ser flagrado num ato ilícito, e
aqui no Brasil também já foi assim. Tanto que, qualquer
coisa ilegal era envolvida em sete (ou mais) capas. O mais
importante era manter a aparência de honesto, de decente.
Tanto que corria um 'ditado' lá em Recife, nos anos 70,
pelo menos (hoje eu não sei se corre, nem mesmo se anda):
"Vergonha é roubar e não poder carregar".
Hoje há uma maior 'flexibilidade' e todos sabem que
"Vergonha não mata ninguém!".
Mas reparem nesse último parágrafo citando Montaigne.
Ele explicita que "Estou tão imbuído da grandeza daqueles
homens...", ou seja, o conceito de Montaigne sobre a
'grandeza' (moral, evidentemente), era aparentar virtude
e não tê-la de fato.
- Quer dizer, a grandeza moral de antigamente também era
uma mera ficção.
Isso! Você foi brilhante agora, essa foi também a conclusão
a que cheguei. Quem fica louvando o passado em questões
de honestidade e decência, está apostando na "zebra".
Temos que tratar de melhorar a essência, mesmo que a
aparência deixe a desejar. "Quem vive de passado é museu".
- Epa! E o historiador? E o arqueólogo? E o geólogo? E...
Tá certo, tá certo, foi mal! Errei, errei!
Esqueçamos este final, temos que manter a aparência de...
Epa, Falei demais!
Abraço do tesco.
SORTESCO 339
CAMINHO, VERDADE E VIDA
EMMANUEL psicografado
por CHICO XAVIER
São 180 mensagens de Emmanuel,
com base em frases e situações dos
Evangelhos e dos outros livros do Novo
Testamento. Porém, fundamentadas no
amor e na caridade, o pensamento de
Jesus nos aparece isento do preconceito
e do ódio, tão peculiares ao ser homem,
de uma maneira geral. É uma conversa
franca e atual, livre dos atavismos e das
tradições, que apenas conduzem ao desamor, tão reverenciados pelos que
se apegam somente à letra. Formato bolso, mas 380 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 11/04/2015.
EMMANUEL psicografado
por CHICO XAVIER

com base em frases e situações dos
Evangelhos e dos outros livros do Novo
Testamento. Porém, fundamentadas no
amor e na caridade, o pensamento de
Jesus nos aparece isento do preconceito
e do ódio, tão peculiares ao ser homem,
de uma maneira geral. É uma conversa
franca e atual, livre dos atavismos e das
tradições, que apenas conduzem ao desamor, tão reverenciados pelos que
se apegam somente à letra. Formato bolso, mas 380 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 11/04/2015.
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