Foi uma questão numa prova de ciências, em 1968, 4ª série
do ginasial.
"Quais as características necessárias numa balança?"
São quatro: - comecei a responder - Precisão, Constância,
Fidelidade e...
O quarto termo não me acorria à lembrança.
O professor passeava entre os alunos e, nesse momento,
estava junto de mim. Vendo meus escritos, e percebendo
meu esquecimento, decidiu (honestamente) me ajudar.
Na explanação ele havia dito que as qualidades necessárias
a uma balança são também necessáras a uma mulher.
E dizia:
Precisão é necessária numa balança para que indique, de
modo exato, o peso que está medindo.
É também interessante na mulher, porque, quando ela diz, por
exemplo, "Isso aconteceu no bairro", é menos informativo do
que quando explica: "Isso aconteceu no Bar Fulustreco".
Constância: É muito importante que uma balança se fixe numa
só indicação, e não fique flutuando em diversos valores.
Também a mulher não deve ficar mudando de gostos todos os
dias, pois, além de incômodo pra nós, fica mais caro.
Fidelidade numa balança significa que, para um mesmo objeto,
tendo seu peso medido várias vezes, seja indicado sempre um
mesmo valor.
Na mulher, fidelidade nem tem necessidade de explicação.
Isso é o que ele dizia. Como isso já faz algum tempo, pode ter
havido mudança nos costumes.
Mas o conceito continua válido... Para as balanças!
E sensibilidade: A balança deve acusar, no máximo possível,
ajustado às finalidades do caso, as menores variações de peso.
A mulher deve ser sensível aos (principalmente os nossos)
sentimentos. Uma mulher insensível é algo grotesco!
E, nessa última, fez o gesto de um beliscão e uma careta,
representando a sensibilidade.
Então, na prova, junto de mim, repetiu o suposto beliscão.
Lembrei-me imediatamente do termo faltante!
Foi uma boa aula, sem dúvida, mas lembro-me desse fato,
provavelmente, só por causa da dica.
Isso é que é uma dica, não?
Abraço do tesco.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
SORTESFCO 21 - RESULTADO
a dezena do 5° prêmio é 99,
e, por aproximação,
a opção vencedora é de
CYNTHIA!
CYNTHIA!
Parabéns!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
CRENÇAS ANTIGAS
Discorrendo sobre as civilizações grega e romana, em seu
livro “A cidade antiga”, o historiador francês Fustel de
Coulanges (1830-1889), no livro primeiro, capítulo 1 –
“Crenças a respeito da alma e da morte”, escreveu:
“As mais antigas gerações acreditaram em uma segunda
existência depois da atual. Encararam a morte não como
dissolução do ser, mas como simples mudança de vida.
Mas em que lugar e de que maneira se desenrolava essa
existência?
De acordo com as mais antigas crenças dos itálicos e dos
gregos, a alma não passava sua segunda existência em
um mundo diferente do em que vivemos; continuava junto
dos homens, vivendo sobre a terra.
Acreditou-se por muito tempo que, durante essa segunda
existência a alma continuava unida ao corpo.”.
Creio que nenhuma religião intitulada de cristã, dissemine
tal doutrna.
Coulanges prossegue:
“Acreditava-se tão firmemente que ali vivia um homem, que
nunca deixavam de enterrar junto com o corpo objetos que
supunham ser-lhe necessários, como vestidos, vasos e
armas. Derramava-se vinho sobre o túmulo, para matar-lhe
a sede; levavam-lhe alimentos, para saciar-lhe a fome”.
E, mais na frente, diz:
"A primeira opinião dessas gerações antigas foi que a criatura
humana vivia na sepultura, que a alma não se separava do
corpo, e que permanecia unida à parte do solo onde os ossos
estavam enterrados.".
Conta-nos a continuidade desse pensamento, para mostrar
porque as pessoas se esforçavam em não deixar que faltasse
comida aos mortos:
"A criatura que vivia debaixo da terra não estava tão livre
de sua condição humana para não ter necessidade de
alimentos. Assim, em determinados dias do ano, levava-se
uma refeição a cada túmulo.".
Cita o depoimento de Luciano quanto a esse aspecto:
“Os mortos alimentam-se dos manjares que colocamos sobre
seus túmulos, e bebem o vinho que neles derramamos; desse
modo, o morto que nada recebe, é condenado à fome
perpétua.”
Ao encerrar o capítulo, ele diz:
"Eis aí crenças antigas, e que nos parecem realmente falsas
e ridículas.".
Essa consideração, já em meados do século 19, não é
incoerente, e nós, atualmente, sabemos, ou pensamos que
sabemos, que a teoria dos antigos é inteiramente falsa.
Mas, como tudo é relativo, a ideia não é inteiramente falsa,
sob determinadas circunstâncias. A de que a pessoa creia
nisso, por exemplo.
Lemos em livros de André Luiz, obras psicografadas por
Chico Xavier, citações de espíritos que permanecem junto a
seus cadáveres, por crerem que assim deva ser, sejam eles
materialistas, Testemunhas de Jeová, ou que esposem uma
doutrina que ensine semelhante comportamento. No caso
de materialistas, nada há pra se observar depois da morte
do corpo físico. No caso de Testemunhas de Jeová, a alma
deve se extinguir com o corpo físico, sendo posteriormente
resuscitada por Deus.
Nessas situações não há comunicações dos próprios
espíritos a narrar tais acontecimentos, pois eles estão, como
deveriam estar segundo seu pensamento, inconscientes.
Mas, nada impede que, espíritos semi-conscientes, possam
manifestar-se, expressando os horrores de se estar preso ao
seu próprio cadáver, o que resume "a morte" para eles.
E não descarto que isso (essa manifestação) tenha ocorrido
na Antiguidade, levando os 'ouvintes' a formularem teorias
tão estapafúrdias.
Muito há ainda, principalmente para nós, diletantes do
conhecimento, a ser pesquisado nos textos escritos, mesmo
sem experiências práticas. O bom senso ajuda nas pesquisas.
Voltaremos a Coulanges numa próxima oportunidade, pois
ele nos fornece informações interessantes.
Abraço do tesco.
livro “A cidade antiga”, o historiador francês Fustel de
Coulanges (1830-1889), no livro primeiro, capítulo 1 –
“Crenças a respeito da alma e da morte”, escreveu:
“As mais antigas gerações acreditaram em uma segunda
existência depois da atual. Encararam a morte não como
dissolução do ser, mas como simples mudança de vida.
Mas em que lugar e de que maneira se desenrolava essa
existência?
De acordo com as mais antigas crenças dos itálicos e dos
gregos, a alma não passava sua segunda existência em
um mundo diferente do em que vivemos; continuava junto
dos homens, vivendo sobre a terra.
Acreditou-se por muito tempo que, durante essa segunda
existência a alma continuava unida ao corpo.”.
Creio que nenhuma religião intitulada de cristã, dissemine
tal doutrna.
Coulanges prossegue:
“Acreditava-se tão firmemente que ali vivia um homem, que
nunca deixavam de enterrar junto com o corpo objetos que
supunham ser-lhe necessários, como vestidos, vasos e
armas. Derramava-se vinho sobre o túmulo, para matar-lhe
a sede; levavam-lhe alimentos, para saciar-lhe a fome”.
E, mais na frente, diz:
"A primeira opinião dessas gerações antigas foi que a criatura
humana vivia na sepultura, que a alma não se separava do
corpo, e que permanecia unida à parte do solo onde os ossos
estavam enterrados.".
Conta-nos a continuidade desse pensamento, para mostrar
porque as pessoas se esforçavam em não deixar que faltasse
comida aos mortos:
"A criatura que vivia debaixo da terra não estava tão livre
de sua condição humana para não ter necessidade de
alimentos. Assim, em determinados dias do ano, levava-se
uma refeição a cada túmulo.".
Cita o depoimento de Luciano quanto a esse aspecto:
“Os mortos alimentam-se dos manjares que colocamos sobre
seus túmulos, e bebem o vinho que neles derramamos; desse
modo, o morto que nada recebe, é condenado à fome
perpétua.”
Ao encerrar o capítulo, ele diz:
"Eis aí crenças antigas, e que nos parecem realmente falsas
e ridículas.".
Essa consideração, já em meados do século 19, não é
incoerente, e nós, atualmente, sabemos, ou pensamos que
sabemos, que a teoria dos antigos é inteiramente falsa.
Mas, como tudo é relativo, a ideia não é inteiramente falsa,
sob determinadas circunstâncias. A de que a pessoa creia
nisso, por exemplo.
Lemos em livros de André Luiz, obras psicografadas por
Chico Xavier, citações de espíritos que permanecem junto a
seus cadáveres, por crerem que assim deva ser, sejam eles
materialistas, Testemunhas de Jeová, ou que esposem uma
doutrina que ensine semelhante comportamento. No caso
de materialistas, nada há pra se observar depois da morte
do corpo físico. No caso de Testemunhas de Jeová, a alma
deve se extinguir com o corpo físico, sendo posteriormente
resuscitada por Deus.
Nessas situações não há comunicações dos próprios
espíritos a narrar tais acontecimentos, pois eles estão, como
deveriam estar segundo seu pensamento, inconscientes.
Mas, nada impede que, espíritos semi-conscientes, possam
manifestar-se, expressando os horrores de se estar preso ao
seu próprio cadáver, o que resume "a morte" para eles.
E não descarto que isso (essa manifestação) tenha ocorrido
na Antiguidade, levando os 'ouvintes' a formularem teorias
tão estapafúrdias.
Muito há ainda, principalmente para nós, diletantes do
conhecimento, a ser pesquisado nos textos escritos, mesmo
sem experiências práticas. O bom senso ajuda nas pesquisas.
Voltaremos a Coulanges numa próxima oportunidade, pois
ele nos fornece informações interessantes.
Abraço do tesco.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
SORTESCO 290 - RESULTADO
Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 15,
e, por aproximação,
a opção vencedora é de
HISCLA!
HISCLA!
Parabéns!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
DANDO A MÃO À PALMATÓRIA
Confesso que me equivoquei em algumas considerações.
- Sim, estou arrependido! Minha culpa, mjnha culpa,
minha máxima culpa...
Que é isso, Álter?!
- Estou ajudando a descarregar o peso da sua consciência.
Não precisa esse exagero, não é esse crime todo. Aliás,
você nem sabe do que se trata!
- Ah, é! Tem isso.
É que sempre fiquei escandalizado com a atribuição da
origem da democracia aos gregos.
- Ué! Mas a democracia não veio de lá?
Sim. Mas o que era essa democracia? Fala-se só de uma
cidade: Atenas. Quase a metade de sua população era de
escravos, que não podiam votar. Estrangeiros, residentes
na cidade (mais de 20% da população), também não
votavam. Mulheres e menores de 20 anos estavam
excluídos desse exercício de cidadania, o que resultava
em que apenas 10% da população era votante.
Assim, com essas restrições todas, eu minimizava a
importância dessa 'democracia' ateniense. Achava que
os historiadores exageravam em sua exaltação.
- E agora não pensa mais assim?
Não, decididamente vejo razão nos historiadores.
- E o que houve pra acontecer essa 'metanoia'?
Ei! Tem lido esoterismo, ultimamente, também? Mas foi
o que aconteceu, realmente, uma mudança de pensar,
pois encaixei o fato no seu devido contexto. A inovação
grega foi, não apenas no âmbito local, mas em todo o
mundo, algo verdadeiramente inédito!
Até então, em qualquer registro histórico conhecido, o
poder de decisão se concentrava num único homem:
O rei, chefe, tirano, ditador, cã, cacique, ou qualquer
outro nome que lhe deem. Quando muito, havia um
grupinho mancomunado em torno desse centro de
poder, influenciando nas decisões, mas nada de povo,
naturalmente.
- E daí? Pelé já disse que o povo não sabe votar!
E daí que saiba ou não votar? A diferença é ter o próprio
destino nas mãos ou não. E quem garante que um apenas
saiba decidir os destinos de um povo? Na antiguidade
toda monarquia era absolutista, e ainda tinham o apoio
da classe sacrdotal, que os revestia com a "aprovação
divina", quando eles mesmo não eram 'encarnaçao de
um deus', como acontecia no Egito.
- Então mudou alguma coisa na administração política
dos povos...
Certamente, e mudou muito. Os erros continuam
acontecendo, o papel do dirigente ainda não foi
entendido, nem pela maioria do povo, nem pelos
governantes, estes são apenas administradores, não
deuses. Mas já se nota uma maior conscientização das
pessoas quanto à condução de suas vidas.
- Tá certo. Então me diga algum evento refletindo essa
mudança, pra que eu possa me situar.
Ora, a Revolução Francesa, a Revolução Russa, os vários
movimentos de independência de colônias são exemplos,
comumente sangrentos, de um anseio de autonomia,
insuflados pela existência da democracia. Verdade que
muitos desse movimentos descambam para uma
monarquia ou uma ditadura, mas é já um florescer de
um sentimento democrático.
Com isso quero dizer que errei ao não considerar como
uma grande, se não a maior, contribuição da civilização
grega ao mundo, a noção e a prática da democracia.
Abraço do tesco.
- Sim, estou arrependido! Minha culpa, mjnha culpa,
minha máxima culpa...
Que é isso, Álter?!
- Estou ajudando a descarregar o peso da sua consciência.
Não precisa esse exagero, não é esse crime todo. Aliás,
você nem sabe do que se trata!
- Ah, é! Tem isso.
É que sempre fiquei escandalizado com a atribuição da
origem da democracia aos gregos.
- Ué! Mas a democracia não veio de lá?
Sim. Mas o que era essa democracia? Fala-se só de uma
cidade: Atenas. Quase a metade de sua população era de
escravos, que não podiam votar. Estrangeiros, residentes
na cidade (mais de 20% da população), também não
votavam. Mulheres e menores de 20 anos estavam
excluídos desse exercício de cidadania, o que resultava
em que apenas 10% da população era votante.
Assim, com essas restrições todas, eu minimizava a
importância dessa 'democracia' ateniense. Achava que
os historiadores exageravam em sua exaltação.
- E agora não pensa mais assim?
Não, decididamente vejo razão nos historiadores.
- E o que houve pra acontecer essa 'metanoia'?
Ei! Tem lido esoterismo, ultimamente, também? Mas foi
o que aconteceu, realmente, uma mudança de pensar,
pois encaixei o fato no seu devido contexto. A inovação
grega foi, não apenas no âmbito local, mas em todo o
mundo, algo verdadeiramente inédito!
Até então, em qualquer registro histórico conhecido, o
poder de decisão se concentrava num único homem:
O rei, chefe, tirano, ditador, cã, cacique, ou qualquer
outro nome que lhe deem. Quando muito, havia um
grupinho mancomunado em torno desse centro de
poder, influenciando nas decisões, mas nada de povo,
naturalmente.
- E daí? Pelé já disse que o povo não sabe votar!
E daí que saiba ou não votar? A diferença é ter o próprio
destino nas mãos ou não. E quem garante que um apenas
saiba decidir os destinos de um povo? Na antiguidade
toda monarquia era absolutista, e ainda tinham o apoio
da classe sacrdotal, que os revestia com a "aprovação
divina", quando eles mesmo não eram 'encarnaçao de
um deus', como acontecia no Egito.
- Então mudou alguma coisa na administração política
dos povos...
Certamente, e mudou muito. Os erros continuam
acontecendo, o papel do dirigente ainda não foi
entendido, nem pela maioria do povo, nem pelos
governantes, estes são apenas administradores, não
deuses. Mas já se nota uma maior conscientização das
pessoas quanto à condução de suas vidas.
- Tá certo. Então me diga algum evento refletindo essa
mudança, pra que eu possa me situar.
Ora, a Revolução Francesa, a Revolução Russa, os vários
movimentos de independência de colônias são exemplos,
comumente sangrentos, de um anseio de autonomia,
insuflados pela existência da democracia. Verdade que
muitos desse movimentos descambam para uma
monarquia ou uma ditadura, mas é já um florescer de
um sentimento democrático.
Com isso quero dizer que errei ao não considerar como
uma grande, se não a maior, contribuição da civilização
grega ao mundo, a noção e a prática da democracia.
Abraço do tesco.
SORTESFCO 21

AS CRÔNICAS DE MAJIPOOR
em 2 volumes
de ROBERT SILVERBERG
Um planeta grande e de população provinda de diversos
mundos, inter-relação de espécies diferentes e, no
palácio dos registros, estão guardadas milhões de
memórias que podem ser acessadas e vividas, como se
suas fossem. O jovem Hissune revive várias dessas
experiências, vidas inusitadas e surpreendentes.
Total de 340 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 26/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
BOBAGENS LINGUÍSTICAS 21
Voltando ao "Dicionário Etimológico Termos Médicos", de
Simões, Lima e Baracat, continuamos aprendendo com
algumas etimologias.
NÁDEGA
– do latim Nates, nádegas.
O nome nates, sempre no plural, foi ,antigamente, dado aos
colículos superiores do mesencéfalo.
Nádegas localizadas no cérebro? Ah! Tá explicado porque
tem gente que não tira bundas da cabeça!
NEGRA
– do latim Nigra, feminino de Nigrum, negro.
Os romanos tinham o provérbio popular “Nigro notanda
lapillo” significando que os dias de má sorte (infelizes)
deveriam ser marcados, no calendário, por uma pedrinha
negra. O contrário (dias de sorte, felizes) eram considerados
“Albo notanda lapillo”. A cor negra era tida como de mau
agouro, funesta. Os mortos ilustres eram parcialmente
cobertos por lenços negros, em alusão ao “dia infeliz”.
Embora a cor não fosse usada oficialmente como sinal de
luto, pode ter surgido daí o hábito de vestir-se de negro nas
datas funestas.
Nada de racismo nisso, a escuridão e a negrura se
confundem mesmo. "De noite, todo gato parece pardo",
já nos lembra o ditado.
NUCA
– do árabe Nugraf, parte posterior da cabeça.
Só como curiosidade: Nem toda a nomenclatura do corpo
humano provém do grego ou do latim.
OBESIDADE
- Do latim Obesus, gordo. Provém de Obedere, comer em
excesso.
Aí está um nome diretamente relacionado à causa. A
obesidade não precisa de outra explicação, provém de
comer em excesso. Necessita-se somente um compemento,
a relativa ociosidade é que leva a transformar o excesso
de energia ingerida, em gordura.
PAVILHÃO
– do Frances Pavillon, tenda e Papilionem, borboletas.
Em francês, borboleta é Papillon e o termo Pavillon é
obviamente uma forma variante. Talvez a palavra tenha
surgido da semelhança encontrada entre os panos
esvoaçantes das tendas de campanha com as asas das
borboletas. Porém, é mais difícil entendermos a analogia
entre a tenda (ou borboleta) e a forma do pavilhão da
orelha externa.
Não vejo a dificuldade de entender a analogia de borboleta
com orelhas. Embora nunca tenha pensado nisso, orelhas
me lembram asas de borboleta.
PEITO
– do latim Pectus, peito, a parte anterior do tórax.
Em latim, a palavra Pectus significava apenas a parte externa
(ósteo-muscular) do tórax, não compreendendo a cavidade e
nem a mama. Em poesia, entretanto, tinha o sentido de alma,
coração e, por extensão, sede de bons sentimentos, de
fidelidade (daí a expressão - amigo do peito). Outros autores
acham que derivaria do grego Pectis, gaiola, armadilha para
pássaros, ou de Pectós, objeto feito de peças ajuntadas, pela
semelhança da caixa torácica com estes objetos.
Nunca vi a utilização do termo 'peito' que não incluísse a
parte interna. Essa significação deve ter-se perdido entre
os gregos mesmo. De qualquer maneira, nunca se atacou
o peito 'pelas costas', né?
PÊLO
– do latim Pilus ou Pellis, pêlo de animal.
Há um famoso provérbio latino: “Lupus pilum mutat, non
mentem”, isto é, o lobo muda de pêlo mas não a mente.
Difícil é ver a conexão entre a etimoogia em questão e o
provérbio, mas que é um provérbio válido, não resta dúvida.
E se for aplicado na política... Vixe!
PELVE
- Do latim Pelvis, bacia, caldeirão.
Na Roma antiga, Pélvis era o nome de um grande vaso fundo
com uma borda retorcida (como um caldeirão). A tradução
fancesa da palavra Pélvis foi “Bassin” e, no final do século
passado, por ser o francês a língua cientifica oficial
(principalmente nos tratados de obstetrícia), traduziu-se para
o portugues, literalmente como bacia e o termo ficou
consagrado no uso médico. Portanto, a palavra bacia,
embora de tradução literal correta, é um galicismo. Temos
em português, a palavra “Pelve”, transcrição direta do latim.
Realdo Colombo, em 1559, na sua obra “De re anatômica”
popularizou o termo.
Eis um erro que, no final, não é errado, pois a própria
significação do termo original é a mesma do 'erro'.
Parece mesmo é que somos uma coleção de analogias,
com a 'batata' da perna oposta à 'canela', com uma 'bacia'
bem ali, no 'pé' da barriga, e 'asas de borboleta' na cabeça.
"E o palhaço, o que é?".
PÊNIS
- Do latim Penis, que significa originalmente Cauda.
O órgão masculino, quando pendente, teria semelhança com
uma cauda. Entre os romanos, assim como em portugues,
havia inúmeras expressões populares para designar o pênis
(clava, vômer, radix, ramus, gladius). Desta última (que
significa espada) derivou, por extensão, o nome “vagina”
(bainha).
Interessante esta: Temos uma cauda na frente!
Também vale notar a lógica da coisa: Existe local mais
apropriado para guardar a 'espada', que não seja a 'bainha'?
PERÍNEO
– do grego Peri, ao redor de e Naion, ânus.
Hipócrates usava as formas Períneon e Perínaion e Galeno
restringiu o termo à área entre o ânus e o escroto, no homem,
e entre o ânus e a vulva, na mulher.
Um nome tão bonito para um local tão 'escroto'!
Pense, você não nomearia seu filho de Períneo?
Entre nomes esquisitos como Telésforo, Temístocles,
Perivaldo, Arivélton, até que Períneo soa bem singelo.
PERISTALSE
- Do grego Peri, em redor e Stellein, mudar.
A peristalse de fato movimenta o conteúdo intestinal em redor
e para diante.
Se eu fosse de jurar, jurava: Nunca tinha lido peristalse até o
ano passado! E conheço 'peristáltico' desde a adolescência.
Acontece, né?
PESCOÇO
– origem incerta. Não há concordância entre os
etimologistas quanto à origem desta palavra e as hipóteses
são quase todas de difícil acompanhamento etimológico
e/ou semântico.
Talvez seja derivada do latim Post (após, depois de) e Cocceus
(relativo à concha) ou de Post, após depois de e do grego
Kókos, esfera, ou ainda do latim Post, após, depois de e do
latim Coccum, vermelho escarlate. A palavra anatômica
correspondente à pescoço mais utilizada é “colo”.
Sabia que 'carne de pescoço' é algo difícil, pesado, gente
teimosa, mas que sua etimoogia também o é, eu nem
desconfiava.
PILORO
- Do grego Pylorus, guarda do portão, derivado de Pyle,
portão ou porta e Ouros, guardião.
O piloro guarda a saida do estômago. Galeno usava o termo
Grego Stenótis (estreito) para o canal pilórico do estômago e
apenas comparava este canal com um Pylouros (guarda de
portal de templos), mas em latim, o termo Pylorus indicava
apenas o orifício distal do estômago.
Mais tarde, o termo de comparação prevaleceu e esta escolha
parece ter sido devida a Celso e adotada por Rufo de Éfeso e
Júlio Pollux. Gustava Retzius dividiu a parte pilórica do
estômago em canal e antro.
Curioso como uma figura comparativa prevaleceu sobre
alguma afirmação objetiva. É como se um 'chefão' dissesse,
sobre um 'capanga':
- Esse é o Justino, um verdadeiro cão de guarda.
E o seu nome passasse a ser Cão de Guarda.
PIORREIA
- Do grego Pyos, pus e Rhoia, fluxo.
Outra que eu juraria, se fosse de jurar. Um fluxo de pus, mas
eu apostava que era infestação de piolho (pediculose).
Já basta, por hoje.
Vou selecionar mais bobagens pra gente se divertir.
Abraço do tesco.
Simões, Lima e Baracat, continuamos aprendendo com
algumas etimologias.
NÁDEGA
– do latim Nates, nádegas.
O nome nates, sempre no plural, foi ,antigamente, dado aos
colículos superiores do mesencéfalo.
Nádegas localizadas no cérebro? Ah! Tá explicado porque
tem gente que não tira bundas da cabeça!
NEGRA
– do latim Nigra, feminino de Nigrum, negro.
Os romanos tinham o provérbio popular “Nigro notanda
lapillo” significando que os dias de má sorte (infelizes)
deveriam ser marcados, no calendário, por uma pedrinha
negra. O contrário (dias de sorte, felizes) eram considerados
“Albo notanda lapillo”. A cor negra era tida como de mau
agouro, funesta. Os mortos ilustres eram parcialmente
cobertos por lenços negros, em alusão ao “dia infeliz”.
Embora a cor não fosse usada oficialmente como sinal de
luto, pode ter surgido daí o hábito de vestir-se de negro nas
datas funestas.
Nada de racismo nisso, a escuridão e a negrura se
confundem mesmo. "De noite, todo gato parece pardo",
já nos lembra o ditado.
NUCA
– do árabe Nugraf, parte posterior da cabeça.
Só como curiosidade: Nem toda a nomenclatura do corpo
humano provém do grego ou do latim.
OBESIDADE
- Do latim Obesus, gordo. Provém de Obedere, comer em
excesso.
Aí está um nome diretamente relacionado à causa. A
obesidade não precisa de outra explicação, provém de
comer em excesso. Necessita-se somente um compemento,
a relativa ociosidade é que leva a transformar o excesso
de energia ingerida, em gordura.
PAVILHÃO
– do Frances Pavillon, tenda e Papilionem, borboletas.
Em francês, borboleta é Papillon e o termo Pavillon é
obviamente uma forma variante. Talvez a palavra tenha
surgido da semelhança encontrada entre os panos
esvoaçantes das tendas de campanha com as asas das
borboletas. Porém, é mais difícil entendermos a analogia
entre a tenda (ou borboleta) e a forma do pavilhão da
orelha externa.
Não vejo a dificuldade de entender a analogia de borboleta
com orelhas. Embora nunca tenha pensado nisso, orelhas
me lembram asas de borboleta.
PEITO
– do latim Pectus, peito, a parte anterior do tórax.
Em latim, a palavra Pectus significava apenas a parte externa
(ósteo-muscular) do tórax, não compreendendo a cavidade e
nem a mama. Em poesia, entretanto, tinha o sentido de alma,
coração e, por extensão, sede de bons sentimentos, de
fidelidade (daí a expressão - amigo do peito). Outros autores
acham que derivaria do grego Pectis, gaiola, armadilha para
pássaros, ou de Pectós, objeto feito de peças ajuntadas, pela
semelhança da caixa torácica com estes objetos.
Nunca vi a utilização do termo 'peito' que não incluísse a
parte interna. Essa significação deve ter-se perdido entre
os gregos mesmo. De qualquer maneira, nunca se atacou
o peito 'pelas costas', né?
PÊLO
– do latim Pilus ou Pellis, pêlo de animal.
Há um famoso provérbio latino: “Lupus pilum mutat, non
mentem”, isto é, o lobo muda de pêlo mas não a mente.
Difícil é ver a conexão entre a etimoogia em questão e o
provérbio, mas que é um provérbio válido, não resta dúvida.
E se for aplicado na política... Vixe!
PELVE
- Do latim Pelvis, bacia, caldeirão.
Na Roma antiga, Pélvis era o nome de um grande vaso fundo
com uma borda retorcida (como um caldeirão). A tradução
fancesa da palavra Pélvis foi “Bassin” e, no final do século
passado, por ser o francês a língua cientifica oficial
(principalmente nos tratados de obstetrícia), traduziu-se para
o portugues, literalmente como bacia e o termo ficou
consagrado no uso médico. Portanto, a palavra bacia,
embora de tradução literal correta, é um galicismo. Temos
em português, a palavra “Pelve”, transcrição direta do latim.
Realdo Colombo, em 1559, na sua obra “De re anatômica”
popularizou o termo.
Eis um erro que, no final, não é errado, pois a própria
significação do termo original é a mesma do 'erro'.
Parece mesmo é que somos uma coleção de analogias,
com a 'batata' da perna oposta à 'canela', com uma 'bacia'
bem ali, no 'pé' da barriga, e 'asas de borboleta' na cabeça.
"E o palhaço, o que é?".
PÊNIS
- Do latim Penis, que significa originalmente Cauda.
O órgão masculino, quando pendente, teria semelhança com
uma cauda. Entre os romanos, assim como em portugues,
havia inúmeras expressões populares para designar o pênis
(clava, vômer, radix, ramus, gladius). Desta última (que
significa espada) derivou, por extensão, o nome “vagina”
(bainha).
Interessante esta: Temos uma cauda na frente!
Também vale notar a lógica da coisa: Existe local mais
apropriado para guardar a 'espada', que não seja a 'bainha'?
PERÍNEO
– do grego Peri, ao redor de e Naion, ânus.
Hipócrates usava as formas Períneon e Perínaion e Galeno
restringiu o termo à área entre o ânus e o escroto, no homem,
e entre o ânus e a vulva, na mulher.
Um nome tão bonito para um local tão 'escroto'!
Pense, você não nomearia seu filho de Períneo?
Entre nomes esquisitos como Telésforo, Temístocles,
Perivaldo, Arivélton, até que Períneo soa bem singelo.
PERISTALSE
- Do grego Peri, em redor e Stellein, mudar.
A peristalse de fato movimenta o conteúdo intestinal em redor
e para diante.
Se eu fosse de jurar, jurava: Nunca tinha lido peristalse até o
ano passado! E conheço 'peristáltico' desde a adolescência.
Acontece, né?
PESCOÇO
– origem incerta. Não há concordância entre os
etimologistas quanto à origem desta palavra e as hipóteses
são quase todas de difícil acompanhamento etimológico
e/ou semântico.
Talvez seja derivada do latim Post (após, depois de) e Cocceus
(relativo à concha) ou de Post, após depois de e do grego
Kókos, esfera, ou ainda do latim Post, após, depois de e do
latim Coccum, vermelho escarlate. A palavra anatômica
correspondente à pescoço mais utilizada é “colo”.
Sabia que 'carne de pescoço' é algo difícil, pesado, gente
teimosa, mas que sua etimoogia também o é, eu nem
desconfiava.
PILORO
- Do grego Pylorus, guarda do portão, derivado de Pyle,
portão ou porta e Ouros, guardião.
O piloro guarda a saida do estômago. Galeno usava o termo
Grego Stenótis (estreito) para o canal pilórico do estômago e
apenas comparava este canal com um Pylouros (guarda de
portal de templos), mas em latim, o termo Pylorus indicava
apenas o orifício distal do estômago.
Mais tarde, o termo de comparação prevaleceu e esta escolha
parece ter sido devida a Celso e adotada por Rufo de Éfeso e
Júlio Pollux. Gustava Retzius dividiu a parte pilórica do
estômago em canal e antro.
Curioso como uma figura comparativa prevaleceu sobre
alguma afirmação objetiva. É como se um 'chefão' dissesse,
sobre um 'capanga':
- Esse é o Justino, um verdadeiro cão de guarda.
E o seu nome passasse a ser Cão de Guarda.
PIORREIA
- Do grego Pyos, pus e Rhoia, fluxo.
Outra que eu juraria, se fosse de jurar. Um fluxo de pus, mas
eu apostava que era infestação de piolho (pediculose).
Já basta, por hoje.
Vou selecionar mais bobagens pra gente se divertir.
Abraço do tesco.
SORTESCO 290
A DESINTEGRAÇÃO DA MORTE
de ORÍGENES LESSA
Em qualquer lugar que se leia sobre esta
história de Lessa, dirão que é um conto
de ficção científica. Mas não é! Nenhum
trecho do conto exibe alguma alegação
científica sobre o feito do Dr. Klepstein.
Certo que ele passou 35 anos estudando
como eliminar a morte, mas não há
explicação sobre o método empregado,
portanto, não é FC. Assim como os três
outros contos que o acompanham. Um
deles narra o torpedeamento de um
vapor que vai de Belém para o Rio de Janeiro, numa narração
empolgante. Outro é uma sátira hilariante (se não nos
lembrássemos da realidade) sobre a ditadura de Vargas.
O quarto conta sobre uma moça que desiste do aborto,
enfrentando famíia e sociedade.
São 180 páginas de boa literatura.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 22/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
de ORÍGENES LESSA

história de Lessa, dirão que é um conto
de ficção científica. Mas não é! Nenhum
trecho do conto exibe alguma alegação
científica sobre o feito do Dr. Klepstein.
Certo que ele passou 35 anos estudando
como eliminar a morte, mas não há
explicação sobre o método empregado,
portanto, não é FC. Assim como os três
outros contos que o acompanham. Um
deles narra o torpedeamento de um
vapor que vai de Belém para o Rio de Janeiro, numa narração
empolgante. Outro é uma sátira hilariante (se não nos
lembrássemos da realidade) sobre a ditadura de Vargas.
O quarto conta sobre uma moça que desiste do aborto,
enfrentando famíia e sociedade.
São 180 páginas de boa literatura.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 22/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
SORTESCO 289 - RESULTADO
Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 14,
e, por aproximação,
a opção vencedora é de
CLARA LUCIA!
CLARA LUCIA!
Parabéns!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
SORTESFCO 20 - RESULTADO
Nesta edição do sortesFCo,
sem concorrentes, a vencedora é:
HISCLA!
Parabéns!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
UMA CRÍTICA DE MONTAIGNE
Evidentemente, não é uma resenha crítica sobre escritos
de Michel de Montaigne (1533-1592), pois não tenho
habilitações para isso. Teremos sim, a leitura de uma
crítica que Montaigne fazia aos seus contemporâneos,
em um dos "Ensaios". Trata-se do capítulo 49 do livro 1
destes ensaios, e que se intitula "Dos costumes antigos".
Acredito que, embora apareça na crônica , no sentido
que comumente usamos, o termo 'costumes' se refira
mais a vestimentas, pois é disso que trata, basicamente,
o ensaio. Lembro que esse volume do livro foi publicado
em 1573.
Inicialmente, Montaigne fala sobre a tendência que têm
os povos de considerarem seus costumes (no sentido
comum) melhores que o de outros povos, tendência que
considera geral.
"Desculparia de bom grado em nosso povo a tendência
para não admitir como modelo e regra de perfeição
senão os próprios usos e costumes, pois é defeito
generalizado, não somente no homem comum como
em quase todos os homens, ver e seguir apenas o que
se praticou desde o berço."
Isso parece não se aplicar aos brasileiros, que veem os
europeus, norte-americanos e, ultimamente, também
os japoneses, como mais cultos, mais educados, mais
saudáveis, mais bonitos... Em suma, melhores que nós
em tudo (exceto no futebol).
Esquecem-se de que os europeus ocidentais levaram
300 anos espoliando África e América, e que os EUA
deixaram o poder lhe subir à cabeça, e são ,atualmente,
a desgraça do mundo.
Mas, voltemos a Montaigne. Ele critica o fato de os
franceses acompanharem a moda, e mudarem o estilo
das roupas constantemente.
"Mas lamento encontrar em meus compatriotas essa
inconsequência que faz que se deixem tão cegamente
influenciar e iludir pela moda do momento que são
capazes de mudar de opinião tantas vezes quantas ela
própria muda, forjando cada vez novas razões para
justificar a seus próprios olhos seus juízos mais díspares."
Parece ser uma tendência antiga, que redundou em
benefício para os franceses: Eles se tornaram o centro
da moda em termos de roupa, e influenciaram o mundo
inteiro.
Porém, o que Montaigne critica mais é o fato de que, ao
adotarem uma moda mais recente, passam a "espinafrar"
a moda anterior, que eles mesmos usavam.
"A maneira de hoje se vestir acarreta crítica imediata
à de se vestir ontem, crítica que se exerce tão
precisamente e de comum acordo que se diria
estarmos, quanto a isso, dominados por uma mania
perturbadora de nossa inteligência."
Nesse ponto, Montaigne inicia uma listagem de modas
que foram usadas e sucessivamente destronadas por
outras, quase todas, segundo ele, inexplicáveis.
Corto essa sequência por ser quase ininteligível pra mim.
Para as mulheres, mais afeitas a essas questões, não é
o caso, mas, de toda maneira, isso não é essencial.
Então vem o que, para Montaigne, era questão de falta
de imaginação dos 'alfaiates': O ressurgimento das
modas antigas.
"E sendo essa mudança tão repentina e rápida, não
pode a imaginação de todos os alfaiates do mundo
criar novidades em número suficiente, ocorrendo
então o que se verifica amiúde, reaparecerem, ao fim
de algum tempo, as modas abandonadas, enquanto
outras, ainda recentes, deixam de agradar."
O certo é que Lavoisier só publicaria a lei química da
conservação das massas (popularmente "Nada se cria,
nada se perde, tudo se transforma"), mais de 200 anos
depois, e Chacrinha só iria enunciar a famosa "lei da
conservação das ideias" ("Nada se cria, tudo se copia"),
uns 500 anos depois. Conhecendo essas leis, Montaigne
não atribuiría os ressurgimentos à falta de imaginação.
Então vem a conclusão e, neste parágrafo final, é que
chegamos a verificar a defasagem entre as duas épocas:
A do ensaio e a de hoje.
"E assim chegamos a emitir sobre uma mesma coisa,
em espaço de tempo de 15 e 20 anos, duas ou três
opiniões não apenas diferentes mas, por vezes,
absolutamente contrárias, revelando uma inconstância
e uma leviandade incríveis."
Vinte amos! Dá pra imaginar uma "inconstância" dessas?
Vinte e um anos durou a ditadura militar 1964-85. Pense
num jovem dos anos 80 todo ornamentado como um
Roberto Carlos de antes da Jovem Guarda! Ou numa
mocinha do início do século 21 vestindo-se como nos
anos 80!
Realmente, as coisas do tempo de Montaigne são "um
pouco" diferentes das de hoje!
Abraço do tesco.
de Michel de Montaigne (1533-1592), pois não tenho
habilitações para isso. Teremos sim, a leitura de uma
crítica que Montaigne fazia aos seus contemporâneos,
em um dos "Ensaios". Trata-se do capítulo 49 do livro 1
destes ensaios, e que se intitula "Dos costumes antigos".
Acredito que, embora apareça na crônica , no sentido
que comumente usamos, o termo 'costumes' se refira
mais a vestimentas, pois é disso que trata, basicamente,
o ensaio. Lembro que esse volume do livro foi publicado
em 1573.
Inicialmente, Montaigne fala sobre a tendência que têm
os povos de considerarem seus costumes (no sentido
comum) melhores que o de outros povos, tendência que
considera geral.
"Desculparia de bom grado em nosso povo a tendência
para não admitir como modelo e regra de perfeição
senão os próprios usos e costumes, pois é defeito
generalizado, não somente no homem comum como
em quase todos os homens, ver e seguir apenas o que
se praticou desde o berço."
Isso parece não se aplicar aos brasileiros, que veem os
europeus, norte-americanos e, ultimamente, também
os japoneses, como mais cultos, mais educados, mais
saudáveis, mais bonitos... Em suma, melhores que nós
em tudo (exceto no futebol).
Esquecem-se de que os europeus ocidentais levaram
300 anos espoliando África e América, e que os EUA
deixaram o poder lhe subir à cabeça, e são ,atualmente,
a desgraça do mundo.
Mas, voltemos a Montaigne. Ele critica o fato de os
franceses acompanharem a moda, e mudarem o estilo
das roupas constantemente.
"Mas lamento encontrar em meus compatriotas essa
inconsequência que faz que se deixem tão cegamente
influenciar e iludir pela moda do momento que são
capazes de mudar de opinião tantas vezes quantas ela
própria muda, forjando cada vez novas razões para
justificar a seus próprios olhos seus juízos mais díspares."
Parece ser uma tendência antiga, que redundou em
benefício para os franceses: Eles se tornaram o centro
da moda em termos de roupa, e influenciaram o mundo
inteiro.
Porém, o que Montaigne critica mais é o fato de que, ao
adotarem uma moda mais recente, passam a "espinafrar"
a moda anterior, que eles mesmos usavam.
"A maneira de hoje se vestir acarreta crítica imediata
à de se vestir ontem, crítica que se exerce tão
precisamente e de comum acordo que se diria
estarmos, quanto a isso, dominados por uma mania
perturbadora de nossa inteligência."
Nesse ponto, Montaigne inicia uma listagem de modas
que foram usadas e sucessivamente destronadas por
outras, quase todas, segundo ele, inexplicáveis.
Corto essa sequência por ser quase ininteligível pra mim.
Para as mulheres, mais afeitas a essas questões, não é
o caso, mas, de toda maneira, isso não é essencial.
Então vem o que, para Montaigne, era questão de falta
de imaginação dos 'alfaiates': O ressurgimento das
modas antigas.
"E sendo essa mudança tão repentina e rápida, não
pode a imaginação de todos os alfaiates do mundo
criar novidades em número suficiente, ocorrendo
então o que se verifica amiúde, reaparecerem, ao fim
de algum tempo, as modas abandonadas, enquanto
outras, ainda recentes, deixam de agradar."
O certo é que Lavoisier só publicaria a lei química da
conservação das massas (popularmente "Nada se cria,
nada se perde, tudo se transforma"), mais de 200 anos
depois, e Chacrinha só iria enunciar a famosa "lei da
conservação das ideias" ("Nada se cria, tudo se copia"),
uns 500 anos depois. Conhecendo essas leis, Montaigne
não atribuiría os ressurgimentos à falta de imaginação.
Então vem a conclusão e, neste parágrafo final, é que
chegamos a verificar a defasagem entre as duas épocas:
A do ensaio e a de hoje.
"E assim chegamos a emitir sobre uma mesma coisa,
em espaço de tempo de 15 e 20 anos, duas ou três
opiniões não apenas diferentes mas, por vezes,
absolutamente contrárias, revelando uma inconstância
e uma leviandade incríveis."
Vinte amos! Dá pra imaginar uma "inconstância" dessas?
Vinte e um anos durou a ditadura militar 1964-85. Pense
num jovem dos anos 80 todo ornamentado como um
Roberto Carlos de antes da Jovem Guarda! Ou numa
mocinha do início do século 21 vestindo-se como nos
anos 80!
Realmente, as coisas do tempo de Montaigne são "um
pouco" diferentes das de hoje!
Abraço do tesco.
SORTESCO 289
SATIRICON
de PETRONIO
Visto, de início, apenas como ficção, esta
obra nos traz, na verdade, o costumeiro e
o usual na sociedade romana do século 1,
observados no cotidiano dos pobres:
plebeus, escravos e libertos. Nota-se a
promiscuidade e amoralidade típicas das
civilizações da antiguidade. A Grécia,
possivelmente, tenha mostrado um
quadro um pouco melhor, mas que não
diferencia muito da situação geral.
Apenas 160 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 15/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
de PETRONIO

obra nos traz, na verdade, o costumeiro e
o usual na sociedade romana do século 1,
observados no cotidiano dos pobres:
plebeus, escravos e libertos. Nota-se a
promiscuidade e amoralidade típicas das
civilizações da antiguidade. A Grécia,
possivelmente, tenha mostrado um
quadro um pouco melhor, mas que não
diferencia muito da situação geral.
Apenas 160 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 15/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
SORTESCO 288 - RESULTADO
Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 39,
e, por aproximação,
a opção vencedora é de
CHICO!
CHICO!
Parabéns!
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
VAI E NÃO PEQUES MAIS-2
- Ei, tesco, aquele negócio de pecado, que você falou no
domingo, me deixou encucado!
Ah, o problema do Armagedom?
- Também, mas, fora isso, tem outra coisa. Jesus curava
as doenças físicas: Cego, coxo, paralítico, leproso,
maneta, corcunda...
Êpa, que negócio é esse de maneta e corcunda? O Novo
Testamento não fala dessas coisas não!
- Sei lá, veio no embalo. Mas, veja, que é que tem doença
com pecado? Não são coisas separadas?
Bom, aí temos três aspectos a observar. Primeiro, que os
judeus, como todos os povos da antiguidade, imaginavam
que a ofensa contra Deus (ou deuses, conforme o povo)
eram "castigadas" com males infligidos ao corpo físico do
cliente, digo, do ofensor. Assim, a exortação de Jesus se
encaixava perfeitamente no pensamento da época.
- Então, Jesus pensava isso também?
Não, aí é que vem o segundo aspecto: Jesus sabia, como
nós sabemos hoje, que as doenças são originadas, se não
todas, predominantemente, de problemas espirituais, e,
desse modo, "não pecar mais" é, antes de tudo, profilaxia,
quer dizer, prevenção de doenças.
- Ah, certo, então Jesus atirava no que via e acertava no
que não via.
Hum, não me parece a figura mais apropriada. Digamos
que Jesus recomendava "o certo de sempre", e o pessoal
achava que ele dizia "o certo da época".
- Tá, vá lá.
O terceiro aspecto apresenta duas variantes, uma é que,
como o atual pensamento científico assevera, muitos dos
problemas físicos do homem moderno originam-se de
conflitos na mente, isto é, que distúrbios psíquicos, que
denominam como neuroses, manias, esquizofrenias, e
coisas assim, causariam males físicos. Portanto, 'não
pecar mais' equivaleria a pacificar a mente, acalmar-se,
harmonizar-se, sei lá, 'entrar em alfa'.
- Certo. Mas tem outra 'variante'?
Sim, utilizando o conceito que emiti sobre pecado, 'não
ofender as criaturas de Deus'. Temos que observar aqui
que 'criaturas de Deus' inclui a própria pessoa, não são,
necessariamente, os outros. Daí temos que, todos os atos
cometidos em excesso, podem se tornar 'ofensa a uma
criatura de Deus', ou seja, um pecado.
Desse modo temos uma etiologia mais...
- Você quer dizer 'etimologia'?
Não, 'etiologia' é o estudo das causas, nesse caso, causas
das doenças. Como dizia, etiologia mais abrangente, mais
ampla, pois as mais variadas ações, conceituadas como
'pecado', podem originar doenças.
Como exemplos temos:
Ingerir quantidades excessivas de sal, açúcar ou gorduras;
enraivecer-se contra uma pessoa, parente ou não;
entristecer-se, em excesso, com perdas financeiras;
matar um animal, sem motivo justo;
drogar-se, com drogas lícitas ou ilícitas, sem necessidade;
exemplos não faltam, usando-se este conceito de pecado.
E assim, o pecado carreará a doença.
Portanto, aconselhar a não pecar pode ser visto como,
antes de tudo, uma recomendação que visa a saúde!
Não sei se você vai, mas se for, "vai e não peques mais!".
Abraço do tesco.
domingo, me deixou encucado!
Ah, o problema do Armagedom?
- Também, mas, fora isso, tem outra coisa. Jesus curava
as doenças físicas: Cego, coxo, paralítico, leproso,
maneta, corcunda...
Êpa, que negócio é esse de maneta e corcunda? O Novo
Testamento não fala dessas coisas não!
- Sei lá, veio no embalo. Mas, veja, que é que tem doença
com pecado? Não são coisas separadas?
Bom, aí temos três aspectos a observar. Primeiro, que os
judeus, como todos os povos da antiguidade, imaginavam
que a ofensa contra Deus (ou deuses, conforme o povo)
eram "castigadas" com males infligidos ao corpo físico do
cliente, digo, do ofensor. Assim, a exortação de Jesus se
encaixava perfeitamente no pensamento da época.
- Então, Jesus pensava isso também?
Não, aí é que vem o segundo aspecto: Jesus sabia, como
nós sabemos hoje, que as doenças são originadas, se não
todas, predominantemente, de problemas espirituais, e,
desse modo, "não pecar mais" é, antes de tudo, profilaxia,
quer dizer, prevenção de doenças.
- Ah, certo, então Jesus atirava no que via e acertava no
que não via.
Hum, não me parece a figura mais apropriada. Digamos
que Jesus recomendava "o certo de sempre", e o pessoal
achava que ele dizia "o certo da época".
- Tá, vá lá.
O terceiro aspecto apresenta duas variantes, uma é que,
como o atual pensamento científico assevera, muitos dos
problemas físicos do homem moderno originam-se de
conflitos na mente, isto é, que distúrbios psíquicos, que
denominam como neuroses, manias, esquizofrenias, e
coisas assim, causariam males físicos. Portanto, 'não
pecar mais' equivaleria a pacificar a mente, acalmar-se,
harmonizar-se, sei lá, 'entrar em alfa'.
- Certo. Mas tem outra 'variante'?
Sim, utilizando o conceito que emiti sobre pecado, 'não
ofender as criaturas de Deus'. Temos que observar aqui
que 'criaturas de Deus' inclui a própria pessoa, não são,
necessariamente, os outros. Daí temos que, todos os atos
cometidos em excesso, podem se tornar 'ofensa a uma
criatura de Deus', ou seja, um pecado.
Desse modo temos uma etiologia mais...
- Você quer dizer 'etimologia'?
Não, 'etiologia' é o estudo das causas, nesse caso, causas
das doenças. Como dizia, etiologia mais abrangente, mais
ampla, pois as mais variadas ações, conceituadas como
'pecado', podem originar doenças.
Como exemplos temos:
Ingerir quantidades excessivas de sal, açúcar ou gorduras;
enraivecer-se contra uma pessoa, parente ou não;
entristecer-se, em excesso, com perdas financeiras;
matar um animal, sem motivo justo;
drogar-se, com drogas lícitas ou ilícitas, sem necessidade;
exemplos não faltam, usando-se este conceito de pecado.
E assim, o pecado carreará a doença.
Portanto, aconselhar a não pecar pode ser visto como,
antes de tudo, uma recomendação que visa a saúde!
Não sei se você vai, mas se for, "vai e não peques mais!".
Abraço do tesco.
SORTESFCO 20
LABIRINTO
de ROBERT SILVERBERG
Os textos de Silverberg são claramente
de ficção científica, porém, as tramas que
ele nos traz, costumeiramente, são
dramas sócio-psicológicos, que nos
instigam o interesse. Este, por exemplo,
fala de um excluído - literalmente - não
somente da sociedade humana, mas da
humanidade. Mas ele se torna necessário
em decorrência do encontro com uma
espécie alienígena, e vão procurá-lo no
labirinto mortal, onde está habitando.
São 166 páginas. de tensão, nesta obra eletrizante.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 12/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
de ROBERT SILVERBERG

de ficção científica, porém, as tramas que
ele nos traz, costumeiramente, são
dramas sócio-psicológicos, que nos
instigam o interesse. Este, por exemplo,
fala de um excluído - literalmente - não
somente da sociedade humana, mas da
humanidade. Mas ele se torna necessário
em decorrência do encontro com uma
espécie alienígena, e vão procurá-lo no
labirinto mortal, onde está habitando.
São 166 páginas. de tensão, nesta obra eletrizante.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 12/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
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