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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

INFANTILIZANDO A CIÊNCIA

O título não indica a divulgação da ciência entre as crianças, 
o que, certamente, é bom e desejável, mas o que está dizendo 
mesmo: Tornar a ciência rasteira, tomando questões que são 
frutos da ignorância do conhecimento já obtido. 

- E como isso é feito? 

Não devia, mas é simples, nega-se o resultado de pesquisas, 
experiências e elucidações anteriores, e faz-se as mesmas 
perguntas que eram feitas anteriormente. 

Vejamos um caso prático. Em 08 de setembro último, o físico 
Marcelo Gleiser publicou em sua coluna na Folha de S. Paulo, 

Ali ele diz: 
"Um livro acaba de ser publicado na Inglaterra listando os 20 
desafios mais importantes da ciência moderna, ao menos 
segundo os autores, Mun Keat Looi, Hayley Birch e Colin Stuart 
("Big Questions in Science")". 

Nesta lista, a 5ª questão é: 
"O que é o consciente? Como que o cérebro gera a mente, 
nossa capacidade de termos autoconsciência, de podermos 
escrever poesias e sinfonias? E por que o consciente existe, 
qual a sua função evolutiva?". 

Ora, isto é o mesmo que estar se afogando num copo d'água. 
A sequência das perguntas é sintomática, vejam só: 
"O que é o consciente?", denota, logicamente, que o objeto 
da questão não tem sua conceituação definida (supostamente, 
pela ciência). Mas, logo a seguir, vem "Como que o cérebro 
gera a mente?", afirmando, implicitamente, algo não provado, 
como se fosse uma verdade estabelecida, que a mente é
gerada pelo cérebro. 

O consciente é uma parte da mente, o inconsciente é a outra 
parte, mas não existe nenhuma comprovação que a mente 
seja produto do cérebro. O que há é uma suposição de cunho 
materialista, totalmente desautorizada pelos experimentos 
feitos na segunda metade do século 19 e nos começos do 
século 20. 

E os pesquisadores não eram Zés Manés, quaisquer, eram
cientistas e 
pesquisadores de respeito, como Paul Gibier, 
William Crookes, Frederic Myers, Cesare Lombroso, Charles
Richet, 
Alexandre Aksakof, Gustave Geley, ,Albert de Rochas,
Carl Du Prel, 
Julian Ochorowicz, Oliver Lodge, Karl Zöllner, 
Russel Wallace, Ernesto Bozzano,  e o próprio Allan Kardec,
que fez 
suas pesquisas baseadas em métodos rigorosos. 

Atirar todas as conclusões de todas ssas pesquisas e desses 
experimentos no lixo, argumentando que "não tinham as 
técnicas e tecnologias de hoje", não é um procedimento 
sério, é o mesmo que dizer que Eratóstenes, 200 anos antes 
de Cristo, não podia calcular o diâmetro da Terra, o que ele 
fez. 

- E o que concluíram com suas pesquisas? 

Muito foi deduzido desses experimentos, mas apenas nos
restringindo 
ao que está sendo contestado, foi concluído
que a mente não é produto do 
cérebro, exteriorizando-se
do corpo, sobrevivendo a este, e 
mostrando bom estado
de funcionamento mesmo quando o cérebro 
esta em más
condições. 

O mínimo que se poderia fazer, seria prosseguir com as 
pesquisas, e não, fazer afirmativas contrárias às evidências, 
só porque melhor se encaixam em teorias pré-concebidas. 

Isto é infantilizar a ciência, retardando seu progresso e as 
melhores oportunidades de desenvolvimento para nosso 
intelecto. Não se pode desenvolver o aprendizado da 
natação permanecendo-se na piscina infantil. 

Abraço do tesco. 

2 comentários:

Denise disse...

Amigo Tesco, o próprio Kardec afirmou que a ciência só conseguiria se aproximar da verdade, quando considerasse que somos seres eternos e que o corpo que ora ocupamos, não é nossa verdadeira vestimenta. Daí minha admiração pela doutrina espírita, que nos esclarece que o cérebro é físico, enquanto que a mente é do espírito. É a mente que carrega toda a carga de nosso aprendizado, através das diversas encarnações, e não o cérebro. Muita paz!

Anônimo disse...

Bom seu comentário! realmente isso é intrigante, não é?
hiscla