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domingo, 27 de outubro de 2013

É BONITA!

Espanto-me com a inépcia da maioria dos cientistas em não 
perceberem a impossibilidade da existência de vida, sem a 
necessidade de, pelo menos, um plano diretor. 

A vida é um empreendimento gigantesco, o que, obviamente, 
demanda uma diretoria, pois nenhum processo conhecido 
(exceto, talvez, a entropia, que é, justamente, o desfazimento 
das coisas), prospera por si só. 

Descrita a origem da vida como reações químicas entre os 
gases da atmosfera, promovidas por condições comuns no 
início do planeta, levando ao aparecimento  de moléculas 
orgânicas simples, como alcoóis, aminoácidos e açúcares, 
parece coisa muito singela. 

Daí, essas moléculas simples teriam se reunido e formado 
moléculas orgânicas mais complexas, as proteínas. 
Isso não deixa de ser contraditório, pois a citada entropia 
tende a desagregar tudo, por que as moléculas iriam se 
reunir e formar algo mais complexo?  

Mas o negócio não é tão simples quanto descrevem essas 
"fortuitas" ligações químicas. A introdução do livro 
"Breve hiistória de quase tudo", de Bill Bryson, pode dar 
uma ideia melhor: 

"Para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados 
tiveram que se reunir de uma maneira intricada e 
intrigantemente providencial afim de criá-lo. 
É uma organização tão especializada e particular que 
nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos 
próximos anos (esperamos), essas partículas 
minúsculas se dedicarão totalmente aos bilhões de 
esforços jeitosos e cooperativos necessários para 
mantê-lo intacto e deixá-lo experimentar o estado 
agradabilíssimo, mas ao qual não damos o devido 
valor, conhecido como existência". 

Isso é o que o nosso corpo é: Trilhões de átomos 
agrupados em diferentes níveis hierárquicos. 
Agora, Bryson expõe o enigma que a ciência não 
consegue responder: O porquê! 

"Por que os átomos se dão esse trabalho é um enigma. Ser 
você não é uma experiência gratificante no nível atômico. 
Apesar de toda atenção dedicada, seus átomos, na verdade, 
nem ligam para você – eles nem sequer sabem que você 
existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas 
insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia de que se 
você desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo 
de cada vez, pro-duziria um montículo de poeira atômica 
fina, sem nenhum sinal de vida, mas que constituiria você, 
é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles 
responderão a um só impulso dominante: fazer com que 
você seja você". 

Aí está o fato, são bilhões e bilhões e bilhões de átomos 
sem nenhuma direção inteligente - segundo a ciência - 
compondo uma unidade de inteligência. No mínimo 
estranho! 

Outrossim... 

- Hein? 'Outrossim', 'ademais', 'antanho'... Esse tesco tá 
velho mesmo! 

Psht! Isso tá fora do contexto. Voltemos ao tema. 

Outro fato que a ciência não entende é a morte. Todo ser 
vivo morre, e isso está fora do campo de exolicações da 
ciência. Prosseguindo na introdução do livro de Bryson, 
lemos: 

"A má notícia é que átomos são volúveis e seu tempo de 
dedicação é bem passageiro. Mesmo uma vida humana 
longa dura apenas cerca de 650 mil horas. E quando esse 
marco modesto é atingido, ou algum ou-tro ponto próximo, 
por motivos desconhecidos, os seus átomos vão “desligar” 
você, silenciosamente se separarão e passarão a ser outras 
coisas. Aí você já era". 

Quer dizer, não sabem porque se origina, nem pra que se 
mantém por algum tempo, nem porque se extingue. 
Depois querem que a gente os siga. Pra quê? Se não 
sabem de nada? Cego guiando cego, ambos cairão no 
buraco! 

Claro que não sou contrário à ciência, prezo toda forma 
de investigação dos fatos de origem desconhecida, o que 
me deixa indignado é entrarem em becos sem saída e 
nos chamarem pra ir atrás! Pois ao mesmo tempo em que 
insistem em "soluções" que não solucionam, coíbem as 
soluções encontradas por outras vertentes. 

O problema está em insistirem na velha teoria materialista, 
fora da matéria, nada! Reparem nos parênteses da segunda 
citação: "(A ideia de que se você desintegrasse, arrancando 
com uma pinça um átomo de cada vez, pro-duziria um 
montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de 
vida, mas que constituiria você...)". Nenhuma alusão à ideia 
de que não somos apenas matéria, somos apenas um 
montinho de cinza!  

Dessa ciência que não quer enxergar, tô fora! É preferível 
cantar com Gonzaguinha: É bonita! É bonita e é bonita! 
Pelo menos isso não é contestado. 

Abraço do tesco. 

8 comentários:

Anônimo disse...

é meu tesco, a vida é bela mesmo!
A ciência vice de
especulações , não é?
hiscla

Anônimo disse...

É Tesco, viver é bom demais.
Beijotescas

Denise disse...

Fico impressionado como, perante todo o progresso científico, alguns cientistas ainda não conseguiram compreender que não somos simplesmente matéria. Sei que um dia acordarão, mas talvez já seja tarde... e tenha que reiniciar sua jornada em um mundo primitivo. Muita paz!

Milton Kennedy disse...

Saudações Roberto Dantas,
grato por sua passagem lá no blog.
Com relação a sua dúvida, tombador seria um local onde há um equipamento (plataforma elevatória) que facilita e agiliza a descarga dos caminhões. No Youtube há alguns vídeos mostrando o processo, abaixo o link para um deles:

http://www.youtube.com/watch?v=Vxla8xh4qnQ#t=26

Cordial abraço

Luma Rosa disse...

Oi, Tesco!

Ficaremos maluquinhos em tentar desvendar os mistérios da origem da vida. Quem não é cientista perde muito tempo com isso e também com o fim de tudo. Vamos viver o aqui e agora! :)

O 7º BookCrossing Blogueiro está chegando, preparado?

Boa semana!!
Beijus,

Clara Lúcia disse...

Oi,
Então...não sabem explicar e não aceitam uma explicação que não é palpável, que ninguém vê: a alma.

Ficamos com o bonita então.

Luma, ele já faz o book... toda semana... rsrsrs

Beijos

Denise disse...

Tesco, adoro a forma como vc coloca as palavras, tão enfático. É lindo ver alguém saber se expressar bem desta forma. Muita paz!

ॐ Shirley ॐ disse...

Boa noite, tesco. Adoro o tema do seu maravilhoso texto que está perfeito, mas, vou colocar o bedelho, isto é, chover no molhado rs.
O corpo humano é um aspecto ilusório de "matéria" na qual predomina um número inconcebível de espaços vazios, interatômicos, sobre uma quantidade microscópica de massa absoluta. Se possível fosse comprimir esses espaços vazios até se transformarem no que os cientistas chamam de "massa nuclear", resultaria apenas um punhado de pó cabível numa caixa de fósforos, como você disse.
O Gênese confirma que o homem foi feito à imagem de Deus... "O que está em cima, está embaixo". Pode-se dizer que o átomo é a miniatura de uma constelação de astros, enquanto uma constelação é um átomo cósmico. Micro e macrocosmo...Enfim, o homem é um mini Deus, assim como a gota de água é um minioceano.
Mas, tesco, a ciência já não é tão durona, acho que já não insiste em não "enxergar" Deus.
Ah! tesco, fiquei feliz com os seus comentários no meu blog. Comentários que são verdadeiras poesias. Você é bastante coerente e extremamente, infinitamente, perspicaz.
Volte sempre para bebericar meus poemas.
Beijo!!!