quinta-feira, 16 de julho de 2015
SORTESCO D 05
CD CID MOREIRA
O SERMÃO DA MONTANHA
As sábias palavras do mais consagrado ensinamento de Jesus,
pela bela voz e boa dicção de Cid Moreira. Quando estiver
cansado demais para ler, você pode deitar-se no sofá, ouvir,
e verificar o quanto você se identifica com o qe Jesus ensinou.
Não na teoria, o que é bem fácil, mas na prática, que é difícil pra caramba.
A lista das faixas traz os títulos:
1 Tema - o Sermão Da Montanha / as Bem-aventuranças
2 O Sal Da Terra e a Luz Do Mundo
3 Cumprindo a Lei
4 Não Matarás
5 O Adultério
6 Os Juramentos
7 Amor Aos Inimigos
8 A Prática Da Justiça
9 A Oração
10 O Jejum
11 Tesouros No Céu
12 Não Andeis Ansiosos
13 O Juízo Pertence a Deus
14 Pedi e Dar-se-vos-á
15 Os Dois Caminhos
16 Os Falsos Profetas
17 Os Dois Fundamentos
***
Creio que é a parte menos adulterada do Novo Testamento.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 22/07/2015.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
SORTESCO D 04 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 63,
e a opção vencedora é de:
HISCLA!
Parabéns!
domingo, 12 de julho de 2015
CHAGRIN D'AMOUR
Apesar de longo para o padrão de meus posts, apresento-lhes
este conto que Herman Hesse incluiu no "Livro das fábulas".
É inteiramente ficção, o canto atribuído ao herói é, na verdade,
uma composição de Jean-Paul-Égide Martini (1741–1816), que
utilizou como letra, um poema de Jean-Pierre Claris de Florian
(1755–1794), que aparece em sua novela "Célestine".
Publico porque (creio) a obra de Hesse não está em alta no
momento (estava na década de 70), não sendo provável que o
conto seja lido tanto quanto poderia. É um conto romântico e
muito bem concatenado, e considero que vale a pena a leitura.
"CHAGRIN D'AMOUR"
"Com suas belas e multicoloridas tendas, os nobres senhores
estavam acampados há algum tempo às portas de Canvoleis, a
antiga capital do Valois. Todos os dias se realizavam torneios,
cujo prêmio era a mão da rainha Herzeloyde, jovem viúva de
Kastis e formosa filha de Frimutel, o rei do Santo Gral.
Entre os participantes das sucessivas justas havia destacadas
figuras das cortes européias, incluindo os reis Pendragon, da
Inglaterra, Lot, da Noruega, o rei de Aragão, o grão-duque de
Brabante, condes e duques famosos, cavaleiros e paladinos
como Morholt e Riwaiin, ambos citados no segundo canto do
Parsifal de Wolfran von Eschenbach.
Alguns interessavam-se tão-só em granjear fama pelas armas,
a outros só importavam os belos olhos azuis da jovem rainha-
viúva; a maioria, porém, era atraída pelas suas terras férteis,
suas cidades e castelos.
Além dos numerosos fidalgos e heróis famosos, tinham afluído
igualmente incontáveis cavaleiros andantes, aventureiros e
andarilhos, e muitos outros pobrcs-diabos cm busca da grande
aventura.
Alguns deles, sem possuírem tenda própria, nem escudeiros,
servos e cavalariços para servi-los, acampavam ao relento, aqui
e ali, tendo por único abrigo suas próprias capas. Deixavam os
cavalos pastarem nos gramados, arranjavam alguma comida,
com ou sem convite, e todos esperavam que um rasgo de sorte
ou um acaso lhes permitisse participar dos torneios. Entretanto,
suas perspectivas eram ínfimas: não dispunham de belos e
fogosos corcéis de batalha e, montado num decrépito rocinante,
até o mais valente cavaleiro pouca coisa pode conseguir numa
justa. Por isso, muitos deles não sonhavam sequer em lutar,
contentando-se em assistir aos duelos alheios e, se possível,
participar da festa para tirarem dela o máximo proveito.
Estavam todos muito animados nesses propósitos; todos os
dias havia banquetes e saraus, ora no castelo da rainha ora
nas suntuosas tendas dos nobres senhores. Na verdade, os
cavaleiros pobres sentiam-se muito felizes pelo fato do resultado
do torneio estar demorando tanto. Entrementes, passeava-se a
cavalo, caçava-se, conversava-se, bebia-se e jogava-se, assistia-
se às renhidas justas, admirava-se a opulencia dos grandes,
enfim, não se perdia um detalhe desses agradáveis e animados
dias.
Entre os pobres e obscuros cavaleiros havia um, de nome
Marcel, enteado de um baronete do sul; um jovem e esbelto
aventureiro, bonito de rosto e gestos donairosos, um tanto
faminto, metido numa armadura velha e desluzida, e com um
não menos velho pangaré que atendia pelo nome de Melissa.
Marcel, porém, adquirira uma certa fama não como cavaleiro
mas como trovador, pois sabia compor versos e acompanhar
suas cantigas ao alaúde. Sentia-se bem no meio de tanta
agitação e não pedia outra coisa senão que o grande
acampamento durasse a vida toda, com suas diversões,
banquetes e folganças.
Ora, certa noite, um dos grandes senhores, o duque de Brabante,
que se empenhara em ser o protetor do moço trovador, pediu a
Marcel que o acompanhasse como membro do seu séquito, a
uma ceia que a rainha ia oferecer aos nobres cavaleiros. Marcel,
exultante, acompanhou o duque à capital e ao castelo. O salão
do banquete estava maravilhosamente iluminado e as longas
mesas pareciam vergar ao peso de bandejas carregadas das
mais apetitosas iguarias. Mas o pobre moço, nessa noite, tinha
seu coração triste.
Vira a rainha Herzeloyde, escutado sua voz cristalina e bebido
seu suave olhar. E seu coração passara a bater de veemente
paixão pela nobre dama, que parecia tão meiga e modesta
quanto as suas mais humildes aias e, no entanto, se encontrava
tão acima dele, tão inatingível.
Bem que poderia, como qualquer outro cavaleiro, lutar por ela.
Tinha liberdade de tentar sua sorte numa justa. Porém, nem
suas armas, nem seu cavalo estavam em condições propícias
ao empreendimento e tampouco poderia ser considerado um
famoso herói. O temor do ridículo pesava melancolicamente
em seu espírito.
Jamais soubera o que era medo e de bom grado arriscaria a vida
num duelo pela rainha amada. Mas como comparar sua força à
de Morholt, ou do Rei Lot, ou de Riwalin e tantos outros
paladinos afamados, cujas proezas corriam de boca em boca!
Não estava disposto, entretanto, a desistir de uma competição
que era a sua única esperança. Alimentou seu cavalo a pão e
bom feno, que ia mendigar pelas granjas das redondezas; cuidou
de sua própria alimentação e procurou dormir com regularidade;
limpou e lustrou.sua armadura, pondo em tudo um desesperado
empenho. E, dias depois, cavalgou cedo para o acampamento e
apresentou-se para o torneio. Foi desafiado por um cavaleiro
espanhol e aprestaram-se à luta. No primeiro entrechoque com
lanças compridas, Marcel foi derrubado juntamente com o
cavalo. O sangue jorrou de sua boca e doíam-lhe todos os ossos,
mas levantou-se sem ajuda, pegou o cavalo pelo bridão e foi
lavar-se num riacho retirado, onde passou o resto do dia,
solitário e humilhado.
Quando, já de noite, regressou ao acampamento, iluminado pela
luz dos archotes, foi chamado à parte pelo seu protetor, o duque
de Brabante, que lhe dis,se, benevolente:
— Hoje experimentaste a tua sorte no terreno das armas.
A próxima vez, quando sentires que estás em condições de
tentar de novo, escolhe um de meus corcéis, querido amigo, e,
se ganhares, ele te pertencerá. Mas ofereça-nos algo de bom,
canta para nós uma bela canção para terminarmos o dia.
Depois do que lhe acontecera, Marcel não estava com muita
vontade de cantar e participar de folguedos. Mas acedeu ao
pedido, pensando no prometido cavalo. Entrou na tenda do
duque, bebeu um cálice de vinho e pediu o alaúde. Cantou
uma canção e outra, e mais outra, e os nobres circunstantes
elogiaram-no e brindaram por ele.
— Deus te abençoe, trovador! — exclamou o duque alegremente.
— Abandona a lança e a espada e acompanha-me ao meu paço.
Verás como nâo te faltarão dias felizes.
— Sois bondoso, senhor — respondeu Marcel. — Mas
prometeste-me um cavalo e, antes de pensar em outras coisas,
quero uma vez mais tentar a minha sorte. De que me
adiantariam dias felizes e belas canções, se outros cavaleiros
estão lutando pela glória e o amor de uma dama?
Um deles riu:
— Queres conquistar a rainha, Marcel?
— Quero o que todos vós quereis — replicou ele, irritado. —
E se não puder conquistá-la, pobre cavaleiro que sou, terei
ao menos lutado e derramado por ela o meu sangue, por ela
sofrido a derrota e suportado a dor! Seria mais doce para mim
morrer por ela do que viver prosperamente sem ela. E quem de
mim rir por isso, garanto que minha espada está bem afiada
para responder-lhe!
O duque pediu calma e aconselhou cada um a retirar-se a seus
aposentos. Quando todos se recolheram, o duque acenou ao
cavaleiro-trovador, que também já se retirava, ordenando-lhe
que ficasse.
Encarou-o nos olhos e disse:
— Tens sangue novo e arrebatado, meu rapaz. Queres a todo o
custo arrostar perigos e dores, derramar teu sangue generoso,
por causa de uma ilusão? Não poderás ser príncipe de Valois,
nem poderás ter a rainha Herzeloyde como tua amante, bem o
sabes.
Que te adianta enfrentar um cavaleiro insignificante, ou dois, ou
três, derrubando-os de suas montarias? Terás de derrotar depois
os reis, os grandes cavaleiros, a mim, para alcançares o teu
objetivo. Por isso te digo: se desejas lutar, começa já por mim e
se não me venceres abandona a tua ilusão de vez e recebe o
soldo que já te ofereci.
Marcel corou mas respondeu sem hesitação:
— Agradeço-vos, senhor duque, e amanhã vos enfrentarei.
Marcel retirou-se e foi buscar seu cavalo. O animal relinchava
satisfeito, comendo pão na palma da mão de seu dono, e
esfregando-lhe o focinho pelo ombro.
— É, Melissa... — murmurou ele, baixinho, acariciando a cabeça
do animal. — Tu gostas de mim, pobre Melissa, mas bem
melhor teria sido para ambos perecermos no bosque, antes de
chegarmos a este acampamento. Dorme bem, Melissa, meu
pobre e fiel cavalo.
No dia seguinte, de madrugada, partiu para a cidade de
Canvoleis e, no caminho, trocou com um mercador seu cavalo
Melissa por um par de botas e elmo novos em folha. Quando se
afastava, Melissa esticou o pescoço para trás e relinchou, mas
Marcel continuou andando e não voltou a cabeça uma só vez.
Um cavalariço do duque trouxe-lhe um garanhão ruço, fogoso
e de focinho vibrante, que escarvava impaciente a terra solta do
picadeiro. Uma hora depois, o duque chegava pronto para o
duelo. Na primeira investida, nenhum deles destacou-se, pois
o duque queria poupar o jovem.
Mas logo se enfureceu com o primarismo do seu antagonista e
avançou contra ele com tamanha violência que Marcel tombou
para trás, arrancado da sela e, preso num estribo, foi arrastado
pelo garanhão ruço.
Enquanto o desventurado Marcel, coberto de feridas e
inchações, era levado para a tenda dos criados do duque e aí
tratado, anunciava-se na cidade a chegada de Gachmuret, o
famoso cavaleiro, para participar no torneio. Fez sua entrada
com ostentação, a fama brilhando em sua fronte como uma
estrela de imperecivel fulgor, enquanto os demais cavaleiros
famosos franziam a testa, apreensivos, os mais modestos
exultavam na simples visão de seu ídolo, e a formosa
Herzeloyde seguia-o com olhos enlevados e faces ruborizadas.
No dia seguinte, Gachmuret dirigiu-se tranqüilamente ao prado
e começou desafiando, um após outro, os cavaleiros mais
famosos, a todos arrancando da sela. Só se falava dele, era o
grande vencedor, o que merecia a mão e as terras da rainha.
Marcel também escutava os comentários que circulavam em
todo o acampamento e eram o assunto do dia. Tudo fazia crer
que, para Marcel, Herzeloyde estava irremediavelmente perdida.
Ao ouvir os elogios e louvores à intrepidez e força do galante
campeão, voltava-se silencioso para a parede da tenda,
rílhando os dentes e desejando a morte.
Porém, saberia ainda mais: ao receber a visita do duque, em
pessoa, que o presenteou com roupas cortesãs, soube que,
além de vencedor do torneio, Gachmuret há muito era amado
pela rainha Herzeloyde.
Ficou sabendo ainda que Gachmuret não só fora paladino da
rainha Anfilíse, na França, como também abandonara em terras
pagãs uma princesa moura com quem se casara. Quando o
duque se retirou, Marcel levantou-se com dificuldade, vestiu-se
e caminhou até à cidade, apesar das dores, para ver o triunfante
Gachmuret.
E viu-o. Era um guerreiro de imensa estatura, moreno, de
músculos salientes, um verdadeiro gigante. Pareceu-lhe estar
diante de um carniceiro. Conseguiu penetrar furtivamente no
castelo e misturar-se, sem ser notado, aos convidados. E viu a
rainha, a suave e diáfana Herzeloyde, na sua radiante felicidade,
oferecendo a boca ao herói estrangeiro. Quase no final do
banquete, seu protetor, o duque, reconheceu-o e chamou-o.
— Permitis, senhora — disse o duque à rainha — que vos
apresente este jovem cavaleiro? Chama-se Marcel e é exímio
trovador, sua arte nos tem proporcionado muitas horas de
deleite. Se for de vosso agrado, ele apresentará uma de suas
canções.
Herzeloyde consentiu, com um gracioso aceno de cabeça,
sorrindo amavelmente para o moço e mandando que trouxessem
um alaúde. Marcel estava pálido. Fez uma profunda reverência e
aceitou, vacilante, o alaúde que lhe trouxeram. Enquanto
dedilhava agilmente as cordas do instrumento, não tirava os
olhos da rainha. Cantou então uma canção de amor que há anos
compusera em sua pátria. Depois de cada sextilha havia um
refrão de dois versos simples, que soavam melancolicamente e
brotavam do coração magoado do trovador.
E esses dois versos, que foram ouvidos nessa noite pela
primeira vez, logo se tornaram conhecidos e muito cantados
em toda a parte. Assim diziam:
"Plaisir d'amour ne dure qu'un moment,
Chagrin d'amour dure toute Ia v/e"
(O prazer do amor dura apenas um momento.
A mágoa de amor dura a vida inteira)
.
Terminada a canção, Marcel abandonou o castelo, perseguido
pelo brilho das velas e archotes que se projetava pelas janelas
na noite escura. Não voltou para o acampamento e caminhou
em outra direção, para fora da cidade, noite adentro, decidido
a renunciar aos ideais da cavalaria andante e a levar uma vida
sem pátria, como trovador.
As festas foram se extinguindo, as tendas se estragaram, o grão-
duque de Brabante, o herói Gachmuret e a bela rainha estão
mortos há muitas centenas de anos, ninguém sabe hoje onde
ficava Canvoleis e dos torneios em disputa de Herzeloyde,
quem ouviu falar? Através dos séculos, nada sobrou senão um
punhado de nomes estrangeiros do sabor antigo. Mas aqueles
versos do jovem cavaleiro e trovador são cantados ainda hoje."
* * *
Quem tiver a curiosidade atiçada pelo texto e/ou não lembrar
ou não conhecer a música, sugiro acessar este link:
Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri
ou
Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri
(sem a cantora, mas com melhor qualidade se som),
onde Nana interpreta magnificamente esta canção.
Talvez lhe venha à mente: "Eu já ouvi isso!".
O certo é que já ouviu "Can't help falling in love", sucesso de
Elvis Presley, que é baseada nesta melodia.
Ambas belas, sem dúvida.
Abraço do tesco.
este conto que Herman Hesse incluiu no "Livro das fábulas".
É inteiramente ficção, o canto atribuído ao herói é, na verdade,
uma composição de Jean-Paul-Égide Martini (1741–1816), que
utilizou como letra, um poema de Jean-Pierre Claris de Florian
(1755–1794), que aparece em sua novela "Célestine".
Publico porque (creio) a obra de Hesse não está em alta no
momento (estava na década de 70), não sendo provável que o
conto seja lido tanto quanto poderia. É um conto romântico e
muito bem concatenado, e considero que vale a pena a leitura.
"CHAGRIN D'AMOUR"
"Com suas belas e multicoloridas tendas, os nobres senhores
estavam acampados há algum tempo às portas de Canvoleis, a
antiga capital do Valois. Todos os dias se realizavam torneios,
cujo prêmio era a mão da rainha Herzeloyde, jovem viúva de
Kastis e formosa filha de Frimutel, o rei do Santo Gral.
Entre os participantes das sucessivas justas havia destacadas
figuras das cortes européias, incluindo os reis Pendragon, da
Inglaterra, Lot, da Noruega, o rei de Aragão, o grão-duque de
Brabante, condes e duques famosos, cavaleiros e paladinos
como Morholt e Riwaiin, ambos citados no segundo canto do
Parsifal de Wolfran von Eschenbach.
Alguns interessavam-se tão-só em granjear fama pelas armas,
a outros só importavam os belos olhos azuis da jovem rainha-
viúva; a maioria, porém, era atraída pelas suas terras férteis,
suas cidades e castelos.
Além dos numerosos fidalgos e heróis famosos, tinham afluído
igualmente incontáveis cavaleiros andantes, aventureiros e
andarilhos, e muitos outros pobrcs-diabos cm busca da grande
aventura.
Alguns deles, sem possuírem tenda própria, nem escudeiros,
servos e cavalariços para servi-los, acampavam ao relento, aqui
e ali, tendo por único abrigo suas próprias capas. Deixavam os
cavalos pastarem nos gramados, arranjavam alguma comida,
com ou sem convite, e todos esperavam que um rasgo de sorte
ou um acaso lhes permitisse participar dos torneios. Entretanto,
suas perspectivas eram ínfimas: não dispunham de belos e
fogosos corcéis de batalha e, montado num decrépito rocinante,
até o mais valente cavaleiro pouca coisa pode conseguir numa
justa. Por isso, muitos deles não sonhavam sequer em lutar,
contentando-se em assistir aos duelos alheios e, se possível,
participar da festa para tirarem dela o máximo proveito.
Estavam todos muito animados nesses propósitos; todos os
dias havia banquetes e saraus, ora no castelo da rainha ora
nas suntuosas tendas dos nobres senhores. Na verdade, os
cavaleiros pobres sentiam-se muito felizes pelo fato do resultado
do torneio estar demorando tanto. Entrementes, passeava-se a
cavalo, caçava-se, conversava-se, bebia-se e jogava-se, assistia-
se às renhidas justas, admirava-se a opulencia dos grandes,
enfim, não se perdia um detalhe desses agradáveis e animados
dias.
Entre os pobres e obscuros cavaleiros havia um, de nome
Marcel, enteado de um baronete do sul; um jovem e esbelto
aventureiro, bonito de rosto e gestos donairosos, um tanto
faminto, metido numa armadura velha e desluzida, e com um
não menos velho pangaré que atendia pelo nome de Melissa.
Marcel, porém, adquirira uma certa fama não como cavaleiro
mas como trovador, pois sabia compor versos e acompanhar
suas cantigas ao alaúde. Sentia-se bem no meio de tanta
agitação e não pedia outra coisa senão que o grande
acampamento durasse a vida toda, com suas diversões,
banquetes e folganças.
Ora, certa noite, um dos grandes senhores, o duque de Brabante,
que se empenhara em ser o protetor do moço trovador, pediu a
Marcel que o acompanhasse como membro do seu séquito, a
uma ceia que a rainha ia oferecer aos nobres cavaleiros. Marcel,
exultante, acompanhou o duque à capital e ao castelo. O salão
do banquete estava maravilhosamente iluminado e as longas
mesas pareciam vergar ao peso de bandejas carregadas das
mais apetitosas iguarias. Mas o pobre moço, nessa noite, tinha
seu coração triste.
Vira a rainha Herzeloyde, escutado sua voz cristalina e bebido
seu suave olhar. E seu coração passara a bater de veemente
paixão pela nobre dama, que parecia tão meiga e modesta
quanto as suas mais humildes aias e, no entanto, se encontrava
tão acima dele, tão inatingível.
Bem que poderia, como qualquer outro cavaleiro, lutar por ela.
Tinha liberdade de tentar sua sorte numa justa. Porém, nem
suas armas, nem seu cavalo estavam em condições propícias
ao empreendimento e tampouco poderia ser considerado um
famoso herói. O temor do ridículo pesava melancolicamente
em seu espírito.
Jamais soubera o que era medo e de bom grado arriscaria a vida
num duelo pela rainha amada. Mas como comparar sua força à
de Morholt, ou do Rei Lot, ou de Riwalin e tantos outros
paladinos afamados, cujas proezas corriam de boca em boca!
Não estava disposto, entretanto, a desistir de uma competição
que era a sua única esperança. Alimentou seu cavalo a pão e
bom feno, que ia mendigar pelas granjas das redondezas; cuidou
de sua própria alimentação e procurou dormir com regularidade;
limpou e lustrou.sua armadura, pondo em tudo um desesperado
empenho. E, dias depois, cavalgou cedo para o acampamento e
apresentou-se para o torneio. Foi desafiado por um cavaleiro
espanhol e aprestaram-se à luta. No primeiro entrechoque com
lanças compridas, Marcel foi derrubado juntamente com o
cavalo. O sangue jorrou de sua boca e doíam-lhe todos os ossos,
mas levantou-se sem ajuda, pegou o cavalo pelo bridão e foi
lavar-se num riacho retirado, onde passou o resto do dia,
solitário e humilhado.
Quando, já de noite, regressou ao acampamento, iluminado pela
luz dos archotes, foi chamado à parte pelo seu protetor, o duque
de Brabante, que lhe dis,se, benevolente:
— Hoje experimentaste a tua sorte no terreno das armas.
A próxima vez, quando sentires que estás em condições de
tentar de novo, escolhe um de meus corcéis, querido amigo, e,
se ganhares, ele te pertencerá. Mas ofereça-nos algo de bom,
canta para nós uma bela canção para terminarmos o dia.
Depois do que lhe acontecera, Marcel não estava com muita
vontade de cantar e participar de folguedos. Mas acedeu ao
pedido, pensando no prometido cavalo. Entrou na tenda do
duque, bebeu um cálice de vinho e pediu o alaúde. Cantou
uma canção e outra, e mais outra, e os nobres circunstantes
elogiaram-no e brindaram por ele.
— Deus te abençoe, trovador! — exclamou o duque alegremente.
— Abandona a lança e a espada e acompanha-me ao meu paço.
Verás como nâo te faltarão dias felizes.
— Sois bondoso, senhor — respondeu Marcel. — Mas
prometeste-me um cavalo e, antes de pensar em outras coisas,
quero uma vez mais tentar a minha sorte. De que me
adiantariam dias felizes e belas canções, se outros cavaleiros
estão lutando pela glória e o amor de uma dama?
Um deles riu:
— Queres conquistar a rainha, Marcel?
— Quero o que todos vós quereis — replicou ele, irritado. —
E se não puder conquistá-la, pobre cavaleiro que sou, terei
ao menos lutado e derramado por ela o meu sangue, por ela
sofrido a derrota e suportado a dor! Seria mais doce para mim
morrer por ela do que viver prosperamente sem ela. E quem de
mim rir por isso, garanto que minha espada está bem afiada
para responder-lhe!
O duque pediu calma e aconselhou cada um a retirar-se a seus
aposentos. Quando todos se recolheram, o duque acenou ao
cavaleiro-trovador, que também já se retirava, ordenando-lhe
que ficasse.
Encarou-o nos olhos e disse:
— Tens sangue novo e arrebatado, meu rapaz. Queres a todo o
custo arrostar perigos e dores, derramar teu sangue generoso,
por causa de uma ilusão? Não poderás ser príncipe de Valois,
nem poderás ter a rainha Herzeloyde como tua amante, bem o
sabes.
Que te adianta enfrentar um cavaleiro insignificante, ou dois, ou
três, derrubando-os de suas montarias? Terás de derrotar depois
os reis, os grandes cavaleiros, a mim, para alcançares o teu
objetivo. Por isso te digo: se desejas lutar, começa já por mim e
se não me venceres abandona a tua ilusão de vez e recebe o
soldo que já te ofereci.
Marcel corou mas respondeu sem hesitação:
— Agradeço-vos, senhor duque, e amanhã vos enfrentarei.
Marcel retirou-se e foi buscar seu cavalo. O animal relinchava
satisfeito, comendo pão na palma da mão de seu dono, e
esfregando-lhe o focinho pelo ombro.
— É, Melissa... — murmurou ele, baixinho, acariciando a cabeça
do animal. — Tu gostas de mim, pobre Melissa, mas bem
melhor teria sido para ambos perecermos no bosque, antes de
chegarmos a este acampamento. Dorme bem, Melissa, meu
pobre e fiel cavalo.
No dia seguinte, de madrugada, partiu para a cidade de
Canvoleis e, no caminho, trocou com um mercador seu cavalo
Melissa por um par de botas e elmo novos em folha. Quando se
afastava, Melissa esticou o pescoço para trás e relinchou, mas
Marcel continuou andando e não voltou a cabeça uma só vez.
Um cavalariço do duque trouxe-lhe um garanhão ruço, fogoso
e de focinho vibrante, que escarvava impaciente a terra solta do
picadeiro. Uma hora depois, o duque chegava pronto para o
duelo. Na primeira investida, nenhum deles destacou-se, pois
o duque queria poupar o jovem.
Mas logo se enfureceu com o primarismo do seu antagonista e
avançou contra ele com tamanha violência que Marcel tombou
para trás, arrancado da sela e, preso num estribo, foi arrastado
pelo garanhão ruço.
Enquanto o desventurado Marcel, coberto de feridas e
inchações, era levado para a tenda dos criados do duque e aí
tratado, anunciava-se na cidade a chegada de Gachmuret, o
famoso cavaleiro, para participar no torneio. Fez sua entrada
com ostentação, a fama brilhando em sua fronte como uma
estrela de imperecivel fulgor, enquanto os demais cavaleiros
famosos franziam a testa, apreensivos, os mais modestos
exultavam na simples visão de seu ídolo, e a formosa
Herzeloyde seguia-o com olhos enlevados e faces ruborizadas.
No dia seguinte, Gachmuret dirigiu-se tranqüilamente ao prado
e começou desafiando, um após outro, os cavaleiros mais
famosos, a todos arrancando da sela. Só se falava dele, era o
grande vencedor, o que merecia a mão e as terras da rainha.
Marcel também escutava os comentários que circulavam em
todo o acampamento e eram o assunto do dia. Tudo fazia crer
que, para Marcel, Herzeloyde estava irremediavelmente perdida.
Ao ouvir os elogios e louvores à intrepidez e força do galante
campeão, voltava-se silencioso para a parede da tenda,
rílhando os dentes e desejando a morte.
Porém, saberia ainda mais: ao receber a visita do duque, em
pessoa, que o presenteou com roupas cortesãs, soube que,
além de vencedor do torneio, Gachmuret há muito era amado
pela rainha Herzeloyde.
Ficou sabendo ainda que Gachmuret não só fora paladino da
rainha Anfilíse, na França, como também abandonara em terras
pagãs uma princesa moura com quem se casara. Quando o
duque se retirou, Marcel levantou-se com dificuldade, vestiu-se
e caminhou até à cidade, apesar das dores, para ver o triunfante
Gachmuret.
E viu-o. Era um guerreiro de imensa estatura, moreno, de
músculos salientes, um verdadeiro gigante. Pareceu-lhe estar
diante de um carniceiro. Conseguiu penetrar furtivamente no
castelo e misturar-se, sem ser notado, aos convidados. E viu a
rainha, a suave e diáfana Herzeloyde, na sua radiante felicidade,
oferecendo a boca ao herói estrangeiro. Quase no final do
banquete, seu protetor, o duque, reconheceu-o e chamou-o.
— Permitis, senhora — disse o duque à rainha — que vos
apresente este jovem cavaleiro? Chama-se Marcel e é exímio
trovador, sua arte nos tem proporcionado muitas horas de
deleite. Se for de vosso agrado, ele apresentará uma de suas
canções.
Herzeloyde consentiu, com um gracioso aceno de cabeça,
sorrindo amavelmente para o moço e mandando que trouxessem
um alaúde. Marcel estava pálido. Fez uma profunda reverência e
aceitou, vacilante, o alaúde que lhe trouxeram. Enquanto
dedilhava agilmente as cordas do instrumento, não tirava os
olhos da rainha. Cantou então uma canção de amor que há anos
compusera em sua pátria. Depois de cada sextilha havia um
refrão de dois versos simples, que soavam melancolicamente e
brotavam do coração magoado do trovador.
E esses dois versos, que foram ouvidos nessa noite pela
primeira vez, logo se tornaram conhecidos e muito cantados
em toda a parte. Assim diziam:
"Plaisir d'amour ne dure qu'un moment,
Chagrin d'amour dure toute Ia v/e"
(O prazer do amor dura apenas um momento.
A mágoa de amor dura a vida inteira)
.
Terminada a canção, Marcel abandonou o castelo, perseguido
pelo brilho das velas e archotes que se projetava pelas janelas
na noite escura. Não voltou para o acampamento e caminhou
em outra direção, para fora da cidade, noite adentro, decidido
a renunciar aos ideais da cavalaria andante e a levar uma vida
sem pátria, como trovador.
As festas foram se extinguindo, as tendas se estragaram, o grão-
duque de Brabante, o herói Gachmuret e a bela rainha estão
mortos há muitas centenas de anos, ninguém sabe hoje onde
ficava Canvoleis e dos torneios em disputa de Herzeloyde,
quem ouviu falar? Através dos séculos, nada sobrou senão um
punhado de nomes estrangeiros do sabor antigo. Mas aqueles
versos do jovem cavaleiro e trovador são cantados ainda hoje."
* * *
Quem tiver a curiosidade atiçada pelo texto e/ou não lembrar
ou não conhecer a música, sugiro acessar este link:
Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri
ou
Plaisir d'amour_ Nana Mouskouri
(sem a cantora, mas com melhor qualidade se som),
onde Nana interpreta magnificamente esta canção.
Talvez lhe venha à mente: "Eu já ouvi isso!".
O certo é que já ouviu "Can't help falling in love", sucesso de
Elvis Presley, que é baseada nesta melodia.
Ambas belas, sem dúvida.
Abraço do tesco.
SORTESCO 353
DOS HIPPIES AOS
PROBLEMAS DO MUNDO
CHICO XAVIER
Não é livro psicografado pelo Chico, mas a transcrição da sua
famosa entrevista na TV Tupi, em 1971, no programa Pinga
Fogo, que desdobrou-se em duas partes. Nesta segunda parte,
sob o comando de Almir Guimarães, a banca de entrevistadores
se completa com Vicente Leporace, Freitas Nobre, Hernani
Guimarães Andrade, Durval Monteiro e Saulo Gomes. Assuntos
de grande interesse para o momento, são abordados, alguns,
como é o caso dos hippies, é apenas fato histórico, mas a maior
parte guarda importância até agora, como Umbanda, crianças
excepcionais, congelamento de corpos vivos, superpopulação,
pena de morte, catástrofes, homossexualidade, etc. Conta com
participação do público, e encerra-se com a psicografia de um
poema de Castro alves. Em formato 11x16 cm e tem 144 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL,
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 18/07/2015.
sábado, 11 de julho de 2015
SORTESCO 352 - RESULTADO
A dezena sorteada hoje foi 14,
e a opção vencedora é de:
CYNTHIA!
Parabéns!
quinta-feira, 9 de julho de 2015
CONTRACANTO: DISTANTE
Muitas vezes a situação atual do poeta influencia grandemente
a construção de um poema, por vezes mesmo, determina seu
tema e seu rumo. Apenas como exemplo, citamos o soneto
'Hipocondríaco', que construí numa madrugada de dezembro
do ano passado, em que me encontrava num hospital,
aguardando exame, amarrdo ao tubo de soro.
Contudo, isto não é uma imposição obrigatória. A mente do
poeta passeia por milhares de mundos e enfrenta miríades
de situações diferentes, que podem não ter nada a ver com
sua condição atual. Náo há jeito de quantificar isto, pois varia
a cada poema e em cada poeta.
Assim, não foi a situação do poeta que originou este poma.
Eu não estava em algum lugar afastado, como era comum
nos anos 80, estava em casa e já era 2005, quando minha
produção de sonetos se resumiu a três deles.
Nele o poeta reafirma a constância de seu sentimento que,
mesmo enfrentando "fortes ventos", não cessa de alimentar
a ventura cotidiana. Veja o poema resultante:
DISTANTE
tesco
(2005.02.03)
Estás distante minha amada, estás distante
Do meu corpo sim, porém não da minha mente
E embora isso não seja inconseqüente
Tal fato pode parecer irrelevante
É uma coisa em certo modo redundante
Dizer que sinto tanto amor por ti somente
Mas isto só torna nossos corações contentes
E de alegria nossas almas transbordantes
Este amor de modo algum é inconstante
Conquanto possa ser chamado leviano
Porque drapeja em forte vento qual bandeira
Mas preso ao mastro não se vai em um instante
Nem mesmo deixa seu queimar cotidiano
Incendiando os sentimentos qual fogueira
*** *** ***
Este soneto apresenta característica incomum, pelo menos,
nas minhas obras, que é o verso longo. E o curioso é que
quando vi os primeiros versos, pensei:
"É, vai sair um alexandrino".
Mas não saiu, a maioria dos versos era de treze sílabas, e não
consegui reduzí-las a doze. Então deixei o barco seguir a
correnteza. E até que não ficou ruim.
Abraço do tesco.
a construção de um poema, por vezes mesmo, determina seu
tema e seu rumo. Apenas como exemplo, citamos o soneto
'Hipocondríaco', que construí numa madrugada de dezembro
do ano passado, em que me encontrava num hospital,
aguardando exame, amarrdo ao tubo de soro.
Contudo, isto não é uma imposição obrigatória. A mente do
poeta passeia por milhares de mundos e enfrenta miríades
de situações diferentes, que podem não ter nada a ver com
sua condição atual. Náo há jeito de quantificar isto, pois varia
a cada poema e em cada poeta.
Assim, não foi a situação do poeta que originou este poma.
Eu não estava em algum lugar afastado, como era comum
nos anos 80, estava em casa e já era 2005, quando minha
produção de sonetos se resumiu a três deles.
Nele o poeta reafirma a constância de seu sentimento que,
mesmo enfrentando "fortes ventos", não cessa de alimentar
a ventura cotidiana. Veja o poema resultante:
DISTANTE
tesco
(2005.02.03)
Estás distante minha amada, estás distante
Do meu corpo sim, porém não da minha mente
E embora isso não seja inconseqüente
Tal fato pode parecer irrelevante
É uma coisa em certo modo redundante
Dizer que sinto tanto amor por ti somente
Mas isto só torna nossos corações contentes
E de alegria nossas almas transbordantes
Este amor de modo algum é inconstante
Conquanto possa ser chamado leviano
Porque drapeja em forte vento qual bandeira
Mas preso ao mastro não se vai em um instante
Nem mesmo deixa seu queimar cotidiano
Incendiando os sentimentos qual fogueira
*** *** ***
Este soneto apresenta característica incomum, pelo menos,
nas minhas obras, que é o verso longo. E o curioso é que
quando vi os primeiros versos, pensei:
"É, vai sair um alexandrino".
Mas não saiu, a maioria dos versos era de treze sílabas, e não
consegui reduzí-las a doze. Então deixei o barco seguir a
correnteza. E até que não ficou ruim.
Abraço do tesco.
SORTESCO D 04
CD ANTONIO MARCOS
Falecido em 1992, este cantor de baladas românticas pode
estar desconhecido pelas novas gerações, mas vendia muito
nos anos 70 e 80. Com merecimento, diga-se. Este CD é a
remasterização de seu primeiro LP, lançado originalmente
em 1969, e contendo seu primeiro sucesso (com seu nome,
já havia gravado como vocalista de "Os Iguais"), de 1968,
"Tenho um amor melhor que o seu", composta por Roberto
Carlos. Interessante que um dos maiores sucessos do 'Rei' é
uma composição de Antonio Marcos: "Como vai você".
Caso não visualize bem a lista das músicas na imagem da
contracapa, aqui vai ela:
01 - Você Pediu e Eu Já Vou Daqui (Antônio Marcos-
Zairo Marinozo)
02 - Quando Lembro de Você (José Messias)
03 - Porque (Nenéo)
04 - Há Tanto Tempo (Nelson Ribeiro de Almeida)
05 - Tenho Um Amor Melhor Que O Seu (Roberto Carlos)
06 - Foi Preciso Ser Assim (Antonio Marcos-Genival Melo)
07 - Sou Eu (Martinha)
08 - Vieram Me Dizer (Claudio Fontana)
09 - Preciso Encontrar Urgentemente (Nelson Ned)
10 - Se Um Dia Nosso Amor Terminar (Tom Gomes-
Luis Vagner)
11 - Não Fico Mais Sem Teu Carinho (Roberto Correa-
Sylvio Son)
12 - Você Foi A Inspiração (Totó)
*** A imagem da contracapa é a do LP. No CD, a foto esquerda foi substituída pela lsta das faixas, e o espaço desta foi preenchido com um mini-histórico.
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entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários.
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 15/07/2015.
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