Como já foi dito aqui no blog, não é de hoje que eu construo poemas como comentários a post poéticos , mas, sem dúvida nenhuma, isso só se tornou sistemático quando passei a comentar o blog da Shirley. Eis que, desde fevereiro, frequento também o blog da Céu, que compõe belíssimas poesias e, quando as posta, vejo-me tentado a comentá-las com um poemeto.
Encontro aí então, uma grande dificuldade: Céu compõe poemas intensamente eróticos, campo em que não tenho nenhuma experiência e, ao mesmo tempo, não é fácil por ideias alinhadas aí sem deixá-las tender para o pornográfico. Principalmente para mim, que sigo a filosofia de Odorico Paraguassu: "Vamos deixar de lado os 'considerando' e vamos direto para os 'finalmente!'
Procuro então, contornar as coisas com perífrases, elipses, hipérbatos, anacolutos e outras figuras de linguagem de que nem me lembro o nome. Fica também difícil para o pobre viandante que apenas pede um pouco de comida, e em vez de lhe apresentarem um prato de angu, levam-no à uma mesa de banquete com dezenas de iguarias. O quê escolher de início? Nesta mais recente postagem, "Festa", em que o poema da Céu até que foi pequeno, tentei focalizar algo em que pudesse me segurar, e daí desenvolver alguma linha de ideias. Minha atenção foi despertada pelos versos: "alisa os meus seios aguçados de rosáceas alteradas em pé de vento, alvoroçadas. São como figos escuros, um tanto maduros" "Ah, adoro figos!" penso, "Vou pegar esse gancho" e isso me leva a desenvolver uma "tarde de frutas". Muito bem, os dois versos finais, porém, conduzem-me a uma outra realidade: "esperneando, fazendo fita, para uma festa de entrega que, será de arromba, pode estar certa." Ih! O caldo engrossou! Depois de uma festa... Outra festa! Disso tudo resultou isto: COMILANÇA tesco (2015.05.12) "Visitando tua quinta Desfruto do teu pomar Afrouxo logo a cinta Ficarei para o jantar As fruteiras carregadas Figos, morangos, cerejas As vistas já'stão fechadas Venha de lá o que seja Não ouso mais devorar De fato já estou pleno Tenho o ânimo sereno De quem comeu pra danar Tu agora me convidas: - Uma festa de entrega? Não aguento tal refrega Viro pro lado sem vida Mas em paz tu não me deixas "Inda tem o que comer" Levanto e esqueço as queixas O meu destino é... sofrer!" * * * Não posso deixar a anfitriã descontente com o hóspede, não é mesmo? Parto pois, corajosamente, para o sacrifício! Os comentários no blog da Céu, no entanto, não permitem a mesma estrutura que os da Shirley, em que transcrevo no post Contracanto, o poema que originou o comentário. Os poemas da Céu são muito mais longos, não se conformando aos limites restritos do nosso 'lay out'. Além disso ela baseia seus poemas em vídeos, que não têm motivo para ser postados aqui, se já estão postados lá. Portanto, havendo futuros posts na linha "Celeste", seguirão esse mesmo padrão: O leitor seguirá o link para ver a obra original. O que é um "sacrifício" que eu recomendo! Abraço do tesco.
ARQUIVO X: O RAIO DA MORTE HOWARD GORDON "A qualquer hora do dia ou da noite, durante o ano todo, com ou sem chuvas, caíam muitos raios em Connerville, uma cidadezinha de Oklahoma. Eram tantos que, para estudá-los, foi criado o Instituto de Relâmpagos Astadourian. Mas nem os cientistas do Instituto poderiam explicar porque os acidentes se multiplicaram de uma hora para outra, muito menos porque as vítimas eram todas jovens. Também não saberiam dizer porque ocorriam tantas e tão violentas batidas de automóveis em uma cidade com tão pouco trânsito." Com 102 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM: Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 20/05/2015.
Devido ao fato de as línguas naturais não serem planejadas, vão se amontoando os vocábulos e as expressões e, muito depois surge a gramática tentando por alguma ordem. Disso surgem confusões, repetições, distorções, e outros 'ões', que tornam alguma deduções perfeitamente possíveis. Relembro isso porque lhes trago um texto do excepcional escritor moçambicano Mia Couto, "Venho aqui brincar no português", publicada em "Estórias Abensonhadas", de 1997, e transcrita em "Do Rovuma ao Maputo - Antologia de Autores Africanos”, obra organizada por Carlos Pinto Pereira, de onde extraí o texto. Aqui, Mia Couto levanta questões, obviamente humorísticas, mas perfeitamente lógicas, que nos levariam a questionar seriamente a estrutura da língua, se não soubéssemos que língua natural é assim mesmo, um pau que já nasce torto. Então, divirtamo-nos com as 'descobertas' do Mia. VENHO AQUI BRINCAR NO PORTUGUÊS Mia Couto "Perguntas à Língua Portuguesa Venho brincar aqui no Português, a língua. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua: Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo? A diferença entre um às no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética? O mato desconhecido é que é o anonimato? O pequeno viaduto é um abreviaduto? Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente? Quem vive numa encruzilhada é um encruzilheu? Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado? O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim? Onde se esgotou a água se deve dizer: "aquabou"? Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço? Mulher desdentada pode usar fio dental? A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel? As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"? Um tufão pequeno: um tufinho? O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha? Em águas doces alguém se pode salpicar? Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério? Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo? Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca? Brincadeiras, brincriações." * * * Enquanto não obtemos respostas, vamos falando assim mesmo, essa língua que tanto nos caracteriza. Abraço do tesco.
HISTÓRIA DO BRASIL EM QUADRINHOS VOLUME 1 - INDEPENDÊNCIA EDSON ROSSATTO - JOTA SILVESTRE A forma mais divertida de aprender (sem muito detalhe) é a quadrinização. Nesta revistinha de formato 16x23, focaliza-se o processo de independência do Brasil, desde as causas mais remotas - invasão napoleônica - até as mais recentes - rebaixamento do Reino do Brasil à sua anterior condição de colônia. Edição bem cuidada, toda colorida. em 64 páginas. INSCREVA -SE ASSIM: Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 16/05/2015.
3. Se a dezena do 5º prêmio não tiver sido escolhida, será vencedor quem tiver escolhido a dezena imediatamente superior ou, na falta deste, a imediatamente inferior e assim, sucessivamente, até haver um vencedor.
4. Serão aceitas as inscrições de leitores que publiquem e-mail válido ou home-page, ou já sejam conhecidos do responsável pelo blog.
5. O vencedor enviará endereço (no Brasil) para recebimento do brinde, em e-mail para nossa caixa postal: gtesco@gmail.com
6. Casos omissos serão decididos pelo responsável pelo blog.