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quarta-feira, 8 de abril de 2015

SORTESFCO 56 - RESULTADO

A dezena sorteada hoje foi 91,
e a opção vencedora é de: 
HISCLA!
Parabéns!

domingo, 5 de abril de 2015

MUNDO ATUAL E PLUTARCO

- Que tem o mundo atual a ver com Plutarco, tesco? 
Você não está indo longe demais, com essa mania de ler 
coisas antigas? 

Mas eu nem li Plutarco, é que Montaigne... 

- Ih! Lá vem ele de novo com esse tal de Montaigne! 

Pois é. Quando li o capítulo 32 do 2º vollume dos "Ensaios",
arquivei esse 
trecho que achei interessante. O capítulo se
chama "Defesa 
de Sêneca e de Plutarco". 

- Defesa, é? E quem acusou? Se eles são do PT, estão... 

Nada de política! Sobre Sêneca eu nem me lembro, anotei 
somente sobre Plutarco, que foi acusado por Jean Bodin 
(1530-1595), um magistrado e filósofo contempotâneo de 
Montaigne, autor do livro “Método para fácil aprendizagem 
de História", de ignorância. 

- Vige! Então esse Bodin queria ser o cão chupando manga! 
Porque de Plutarco já ouvi falar, mas desse tal de "Bodan", 
nem o cheiro! 

Pois é, veja o que Montaigne escreveu: 

"Acho-o um pouco ousado nesse trecho de seu Méthode 
de l’histoire em que acusa Plutarco não só de ignorância 
mas também por esse autor descrever muitas vezes coisas 
inacreditáveis e inteiramente fabulosas (são suas palavras). 
Se ele tivesse dito simplesmente “as coisas diferentes do 
que são”, não haveria uma grande crítica, pois temos de 
tirar das mãos de um outro e de sua boa-fé aquilo que não 
vimos". 

Até aí, tudo certo, temos que concordar com Montaigne, pois 
a maior parte do que sabemos provém de outrem, não vimos 
nem ouvimos da fonte original. Mesmo com a transmissão 
instantânea, via eletrônica, pode-se ainda desconfiar de 
manipulações, interpretações e falta de contexto. 

- Eita! Tudo isso? 

Bem, o que não falta é teoria conspiratória. Mas continuemos 
a ler Montaigne: 

"Mas acusá-lo de ter tomado como favas contadas coisas 
inacreditáveis e impossíveis é acusar de falta de 
discernimento o autor mais judicioso do mundo. E eis o 
exemplo dele: “Como”, diz, “quando relata que um garoto 
da Lacedemônia se deixou dilacerar todo o ventre por uma 
raposinha que ele furtara e mantinha escondida sob a túnica, 
preferindo até morrer a revelar seu furto”. 

À primeira vista, é difícil acreditar nisso. Mas os costumes 
mudam, isso é notório. Não só de época como de lugar. 
Roubar o dinheiro público é algo muito feio... na Suécia! 
Mas vejamos as explicações de nosso nobre cronista: 

"Nos costumes dos lacedemônios não havia nada de 
que mais dependesse sua reputação, nem com que 
sofressem mais reprovação e vergonha do que ser 
flagrado num furto. Estou tão imbuído da grandeza 
daqueles homens que não só não me parece, ao 
contrário de Bodin, que essa história seja inacreditável, 
mas nem sequer a acho estranha e rara." 

Bem, tá explicado e faz sentido, se excetuarmos o Brasil. 
Era uma grande vergonha ser flagrado num ato ilícito, e 
aqui no Brasil também já foi assim. Tanto que, qualquer 
coisa ilegal era envolvida em sete (ou mais) capas. O mais 
importante era manter a aparência de honesto, de decente. 

Tanto que corria um 'ditado' lá em Recife, nos anos 70, 
pelo menos (hoje eu não sei se corre, nem mesmo se anda): 
"Vergonha é roubar e não poder carregar". 
Hoje há uma maior 'flexibilidade' e todos sabem que 
"Vergonha não mata ninguém!". 

Mas reparem nesse último parágrafo citando Montaigne. 
Ele explicita que "Estou tão imbuído da grandeza daqueles 
homens...", ou seja, o conceito de Montaigne sobre a 
'grandeza' (moral, evidentemente), era aparentar virtude 
e não tê-la de fato. 

- Quer dizer, a grandeza moral de antigamente também era 
uma mera ficção. 

Isso! Você foi brilhante agora, essa foi também a conclusão 
a que cheguei. Quem fica louvando o passado em questões 
de honestidade e decência, está apostando na "zebra". 

Temos que tratar de melhorar a essência, mesmo que a 
aparência deixe a desejar. "Quem vive de passado é museu".

- Epa! E o historiador? E o arqueólogo? E o geólogo? E... 

Tá certo, tá certo, foi mal! Errei, errei! 
Esqueçamos este final, temos que manter a aparência de... 
Epa, Falei demais! 

Abraço do tesco. 

SORTESCO 339

CAMINHO, VERDADE E VIDA
EMMANUEL psicografado 
por CHICO XAVIER
São 180 mensagens de Emmanuel,
com base 
em frases e situações dos
Evangelhos e dos 
outros livros do Novo
Testamento. Porém,
 fundamentadas no
amor e na caridade, 
o pensamento de
Jesus nos aparece isento do 
preconceito
e do ódio, tão peculiares ao ser 
homem,
de uma maneira geral. É uma 
conversa
franca e atual, livre dos atavismos 
e das
tradições, que apenas conduzem ao 
desamor, tão reverenciados pelos que
se 
apegam somente à letra. Formato bolso, mas 380 páginas. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, 
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. 
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 11/04/2015.

SORTESCO 338 - RESULTADO

A dezena sorteada ontem foi 46,
e a opção vencedora é de: 
CLARA LUCIA!
Parabéns!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CONTRACANTO: "ET SERA TAMEN"

Caso curioso aconteceu na primeira semana de março, quando 
Shirley postou seu poema semanal. Fantasiava sobre seus 
"momentos finais" e visualizou "a rosa vermelha que me deste".

Pudera! Depois de estar "Com a mente exausta", e depois de 
um "enveneno-me" e um "Engulo" (provavelmente cápsulas
de 
cianureto), tinha mais é que morrer mesmo! 

Isso ao lado de rememorações de "deslizes do espírito" e de 
sinistras previsões como "morrerei enfeitiçada". Sabe-se lá 
por onde pairava o espírito dessa jovem... 

Anda por cima (sim, é o título) o poema é chamado de 
"Libertação". pode uma coisa dessas? Veja o epitáfio, digo, 
o poema: 

LIBERTAÇÃO
Shirley
(2015.03.07)

"Com a mente exausta 
de senhas e de sonhos 
percorro os escaninhos do tempo 
e enveneno-me com o sangue das manhãs. 
Engulo os minutos que escorrem lentos 
transmutando com fogo imaginário 
os deslizes do espírito 
enclausurado na carne viva da existência... 
Sei que morrerei enfeitiçada pela saudade 
numa hora qualquer de um dia singular. 
Quando o  momento chegar 
lembrarei 
da rosa vermelha que me deste 
e no derradeiro instante 
com a visão interior 
vê-la-ei deslizar 
na luz incrédula do teu olhar..." 

   *   *   *  


Aí ocorre o inesperado. Em lugar de me extasiar com a poesia 
das metáforas inusitadas, com a metafísica embutida nas suas 
expressões, com o romantismo das suas imagens, fixo a visão 
em apenas uma declaração: "da rosa vermelha que me deste".

Minha imaginação "compulsivo-obssessiva" não se refreia para 
apreciar a poesia do momento, antes visualiza o efeito que 
acarreta em um marido fiel, ouvir de sua amada, nos instantes 
finais de sua existência (dela), a lembrança de uma flor que 
ele nunca lhe ofertou! 

Não sei se o espírito Nelson Rodrigues estava perto de mim, 
mas a revelação chocante, para esse personagem, levou-me 
a construir esse poemeto abismado: 

QUE ROSA?
tesco 
(2015.03.07) 

Fui teu amante fiel 
Nunca colhi uma flor 
- Bravo heroi em seu corcel - 
Que não me deste co'amor 

E sempre fui pleonástico 
Me contentava jamais 
Nesse roteiro fantástico 
De complicados finais 

Assim flores te levava 
Lírio, orquídea, jasmim... 
Sabendo que duplicava 
Belezas do teu jardim 

Porém, coisa curiosa 
Dentre as flores escolhidas 
Nunca levei uma rosa, 
Nem cravo nem margarida 

Era ardente defensor 
Sempre zeloso e sédulo 
Eis a razão do horror 
Desse meu olhar incrédulo! 

   *   *   *   

Graças a Deus, nossa amiga poeta conserva grande senso de 
humor, e não fechou a cara devido aos meus devaneios. 
Recebi uns dias depois, este e-mail (trecho reproduzido aqui 
sob permissão) bem hmorado: 

"Se eu tivesse percebido que você havia me comparado com 
Capitu, certamente eu teria lhe dado um "Bom (Cas) murro 
bem no meio da cara! 
Você me chamou de vadia no seu poema. E "divulgou pelas 
redes sociais", que eu tinha vários amantes e que não foi você 
quem me deu a rosa... Poxa! Não me poupou, nem depois de 
morta." 

Pois é, reitero minhas desculpas aqui. Porém, eu não podia 
perder a oportunidade de retratar o que tinha visto na minha 
tela imaginativa: A perplexidade de um marido descobrindo-se, 
mesmo "tardiamente, contudo" (título do post), um "corno bem
corneado", com rosas e tudo! 


Porém, o legal é que, ao final, ela me perdoa, além de ter 
explicitado isso, ainda diz: 
"que bom, nas poesias, tudo a gente pode...". 

Isso me faz lembrar a polêmica musical travada entre Ataulfo 
Alves, com composições suas, e Carmem Costa,  com músicas 
de Mirabeau e outros compositores, travada nos anos 50. 
A "rixa" termina com os contendores cantando juntos: 
"Tudo isto é brincadeira, nosso negócio é o samba". 

De igual modo podemos parodiar a polêmica musical, 
recitando: 
"Tudo isso é fantasia, 
nosso negócio é poesia!"

Abraço do tesco. 

SORTESFCO 56

ARQUIVO X: QUANDO A NOITE CAI
DE CHRIS CARTER
"A exploração de madeira era atividade 
legal na grande área florestal do estado 
de Washington. Mas não era tranquila. 
Há anos, pessoas desapareciam na mata, 
provavelmente vítimas da guerra não 
declarada entre madeireiros e ecologistas. 
Nos últimos tempos, porém, a guerra
ficou 
mais intensa, com armadilhas e 
golpes de parte a parte. E grupos inteiros
de pessoas 
começaram a sumir no
escuro da floresta..."  

Mistério em 102 páginas. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, 
entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. 
Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 
O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 08/04/2015. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

SORTESFCO 55 - RESULTADO

A dezena sorteada hoje foi 85,
e a opção vencedora é de: 
YVONNE!
Parabéns!