- Que tem o mundo atual a ver com Plutarco, tesco? Você não está indo longe demais, com essa mania de ler coisas antigas? Mas eu nem li Plutarco, é que Montaigne... - Ih! Lá vem ele de novo com esse tal de Montaigne! Pois é. Quando li o capítulo 32 do 2º vollume dos "Ensaios", arquivei esse trecho que achei interessante. O capítulo se chama "Defesa de Sêneca e de Plutarco". - Defesa, é? E quem acusou? Se eles são do PT, estão... Nada de política! Sobre Sêneca eu nem me lembro, anotei somente sobre Plutarco, que foi acusado por Jean Bodin (1530-1595), um magistrado e filósofo contempotâneo de Montaigne, autor do livro “Método para fácil aprendizagem de História", de ignorância. - Vige! Então esse Bodin queria ser o cão chupando manga! Porque de Plutarco já ouvi falar, mas desse tal de "Bodan", nem o cheiro! Pois é, veja o que Montaigne escreveu: "Acho-o um pouco ousado nesse trecho de seu Méthode de l’histoire em que acusa Plutarco não só de ignorância mas também por esse autor descrever muitas vezes coisas inacreditáveis e inteiramente fabulosas (são suas palavras). Se ele tivesse dito simplesmente “as coisas diferentes do que são”, não haveria uma grande crítica, pois temos de tirar das mãos de um outro e de sua boa-fé aquilo que não vimos". Até aí, tudo certo, temos que concordar com Montaigne, pois a maior parte do que sabemos provém de outrem, não vimos nem ouvimos da fonte original. Mesmo com a transmissão instantânea, via eletrônica, pode-se ainda desconfiar de manipulações, interpretações e falta de contexto. - Eita! Tudo isso? Bem, o que não falta é teoria conspiratória. Mas continuemos a ler Montaigne: "Mas acusá-lo de ter tomado como favas contadas coisas inacreditáveis e impossíveis é acusar de falta de discernimento o autor mais judicioso do mundo. E eis o exemplo dele: “Como”, diz, “quando relata que um garoto da Lacedemônia se deixou dilacerar todo o ventre por uma raposinha que ele furtara e mantinha escondida sob a túnica, preferindo até morrer a revelar seu furto”. À primeira vista, é difícil acreditar nisso. Mas os costumes mudam, isso é notório. Não só de época como de lugar. Roubar o dinheiro público é algo muito feio... na Suécia! Mas vejamos as explicações de nosso nobre cronista: "Nos costumes dos lacedemônios não havia nada de que mais dependesse sua reputação, nem com que sofressem mais reprovação e vergonha do que ser flagrado num furto. Estou tão imbuído da grandeza daqueles homens que não só não me parece, ao contrário de Bodin, que essa história seja inacreditável, mas nem sequer a acho estranha e rara." Bem, tá explicado e faz sentido, se excetuarmos o Brasil. Era uma grande vergonha ser flagrado num ato ilícito, e aqui no Brasil também já foi assim. Tanto que, qualquer coisa ilegal era envolvida em sete (ou mais) capas. O mais importante era manter a aparência de honesto, de decente. Tanto que corria um 'ditado' lá em Recife, nos anos 70, pelo menos (hoje eu não sei se corre, nem mesmo se anda): "Vergonha é roubar e não poder carregar". Hoje há uma maior 'flexibilidade' e todos sabem que "Vergonha não mata ninguém!". Mas reparem nesse último parágrafo citando Montaigne. Ele explicita que "Estou tão imbuído da grandeza daqueles homens...", ou seja, o conceito de Montaigne sobre a 'grandeza' (moral, evidentemente), era aparentar virtude e não tê-la de fato. - Quer dizer, a grandeza moral de antigamente também era uma mera ficção. Isso! Você foi brilhante agora, essa foi também a conclusão a que cheguei. Quem fica louvando o passado em questões de honestidade e decência, está apostando na "zebra". Temos que tratar de melhorar a essência, mesmo que a aparência deixe a desejar. "Quem vive de passado é museu". - Epa! E o historiador? E o arqueólogo? E o geólogo? E... Tá certo, tá certo, foi mal! Errei, errei! Esqueçamos este final, temos que manter a aparência de... Epa, Falei demais! Abraço do tesco.
CAMINHO, VERDADE E VIDA EMMANUEL psicografado por CHICO XAVIER São 180 mensagens de Emmanuel, com base em frases e situações dos Evangelhos e dos outros livros do Novo Testamento. Porém, fundamentadas no amor e na caridade, o pensamento de Jesus nos aparece isento do preconceito e do ódio, tão peculiares ao ser homem, de uma maneira geral. É uma conversa franca e atual, livre dos atavismos e das tradições, que apenas conduzem ao desamor, tão reverenciados pelos que se apegam somente à letra. Formato bolso, mas 380 páginas. INSCREVA-SE ASSIM: Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 11/04/2015.
Caso curioso aconteceu na primeira semana de março, quando Shirley postou seu poema semanal. Fantasiava sobre seus "momentos finais" e visualizou "a rosa vermelha que me deste". Pudera! Depois de estar "Com a mente exausta", e depois de um "enveneno-me" e um "Engulo" (provavelmente cápsulas de cianureto), tinha mais é que morrer mesmo! Isso ao lado de rememorações de "deslizes do espírito" e de sinistras previsões como "morrerei enfeitiçada". Sabe-se lá por onde pairava o espírito dessa jovem... Anda por cima (sim, é o título) o poema é chamado de "Libertação". pode uma coisa dessas? Veja o epitáfio, digo, o poema: LIBERTAÇÃO Shirley (2015.03.07) "Com a mente exausta de senhas e de sonhos percorro os escaninhos do tempo e enveneno-me com o sangue das manhãs. Engulo os minutos que escorrem lentos transmutando com fogo imaginário os deslizes do espírito enclausurado na carne viva da existência... Sei que morrerei enfeitiçada pela saudade numa hora qualquer de um dia singular. Quando o momento chegar lembrarei da rosa vermelha que me deste e no derradeiro instante com a visão interior vê-la-ei deslizar na luz incrédula do teu olhar..." * * * Aí ocorre o inesperado. Em lugar de me extasiar com a poesia das metáforas inusitadas, com a metafísica embutida nas suas expressões, com o romantismo das suas imagens, fixo a visão em apenas uma declaração: "da rosa vermelha que me deste". Minha imaginação "compulsivo-obssessiva" não se refreia para apreciar a poesia do momento, antes visualiza o efeito que acarreta em um marido fiel, ouvir de sua amada, nos instantes finais de sua existência (dela), a lembrança de uma flor que ele nunca lhe ofertou! Não sei se o espírito Nelson Rodrigues estava perto de mim, mas a revelação chocante, para esse personagem, levou-me a construir esse poemeto abismado: QUE ROSA? tesco (2015.03.07) Fui teu amante fiel Nunca colhi uma flor - Bravo heroi em seu corcel - Que não me deste co'amor E sempre fui pleonástico Me contentava jamais Nesse roteiro fantástico De complicados finais Assim flores te levava Lírio, orquídea, jasmim... Sabendo que duplicava Belezas do teu jardim Porém, coisa curiosa Dentre as flores escolhidas Nunca levei uma rosa, Nem cravo nem margarida Era ardente defensor Sempre zeloso e sédulo Eis a razão do horror Desse meu olhar incrédulo! * * * Graças a Deus, nossa amiga poeta conserva grande senso de humor, e não fechou a cara devido aos meus devaneios. Recebi uns dias depois, este e-mail (trecho reproduzido aqui sob permissão) bem hmorado: "Se eu tivesse percebido que você havia me comparado com Capitu, certamente eu teria lhe dado um "Bom (Cas) murro bem no meio da cara! Você me chamou de vadia no seu poema. E "divulgou pelas redes sociais", que eu tinha vários amantes e que não foi você quem me deu a rosa... Poxa! Não me poupou, nem depois de morta." Pois é, reitero minhas desculpas aqui. Porém, eu não podia perder a oportunidade de retratar o que tinha visto na minha tela imaginativa: A perplexidade de um marido descobrindo-se, mesmo "tardiamente, contudo" (título do post), um "corno bem corneado", com rosas e tudo! Porém, o legal é que, ao final, ela me perdoa, além de ter explicitado isso, ainda diz: "que bom, nas poesias, tudo a gente pode...". Isso me faz lembrar a polêmica musical travada entre Ataulfo Alves, com composições suas, e Carmem Costa, com músicas de Mirabeau e outros compositores, travada nos anos 50. A "rixa" termina com os contendores cantando juntos: "Tudo isto é brincadeira, nosso negócio é o samba". De igual modo podemos parodiar a polêmica musical, recitando: "Tudo isso é fantasia, nosso negócio é poesia!" Abraço do tesco.
ARQUIVO X: QUANDO A NOITE CAI DE CHRIS CARTER "A exploração de madeira era atividade legal na grande área florestal do estado de Washington. Mas não era tranquila. Há anos, pessoas desapareciam na mata, provavelmente vítimas da guerra não declarada entre madeireiros e ecologistas. Nos últimos tempos, porém, a guerra ficou mais intensa, com armadilhas e golpes de parte a parte. E grupos inteiros de pessoas começaram a sumir no escuro da floresta..." Mistério em 102 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM: Escolha apenas UMA dezena, AINDA DISPONÍVEL, entre 00 e 99, e indique sua escolha nos comentários. Sua opção será válida ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. O sorteio (item 2 do Regulamento) será em 08/04/2015.
3. Se a dezena do 5º prêmio não tiver sido escolhida, será vencedor quem tiver escolhido a dezena imediatamente superior ou, na falta deste, a imediatamente inferior e assim, sucessivamente, até haver um vencedor.
4. Serão aceitas as inscrições de leitores que publiquem e-mail válido ou home-page, ou já sejam conhecidos do responsável pelo blog.
5. O vencedor enviará endereço (no Brasil) para recebimento do brinde, em e-mail para nossa caixa postal: gtesco@gmail.com
6. Casos omissos serão decididos pelo responsável pelo blog.