Em 2010 e 2011 acompanhei o Blog da Eliane , que era animado pela jornalista Eliane Furtado e foi interrompido em maio/2011, infelizmente pra nós, frequentadores, devido ao falecimento da titular. Era um blog movimentado e bem divertido, pois a profissão sempre a fazia abordar assuntos variados. Um dos posts dos mais interessantes foi esse em que ela escreveu sobre as opiniões da "especialista em sexualidade" Regina Navarro, Ela abre o assunto assim: BYE BYE AMOR ROMÂNTICO! "Vocês sabiam que ter parceiro único vai se tornar coisa do passado? Pois é. Há muito tempo aqui eu tinha colocado umas idéias e estudos da psicanalista Regina Navarro sobre o amor no futuro. Ela é especialista em sexualidade e [...] defende algumas posições de arrepiar." Após algumas considerações, passa a expor o pensamento de Regina: "Querem saber as idéias da Regina? Então vamos lá: - Pesquisa feita: 77% de pessoas admitiram que topam fazer sexo a três. - Nos últimos anos, mais casais passaram a frequentar casas de swing, onde fazem sexo com mais de uma pessoa. - Os relacionamentos virtuais estão contribuindo para a tendência de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. - Numa relação estável as cobranças de “fidelidade” são constantes e é natural sua aceitação. Severa vigilância é exercida sobre os parceiros. Isso não adianta muito, já que, na realidade, todos são afetados por estímulos sexuais novos, vindos de outras pessoas que não os parceiros fixos. - O casamento é onde menos se faz sexo. Muitas mulheres amam seus maridos, não conseguem imaginar a vida sem eles, gostam de ficar abraçadas, bem junto, fazendo carinho. Só não sentem desejo sexual algum. Algumas se esforçam para que o desejo volte a existir: fazem promessas, vão a motéis, organizam viagens de fim de semana para lugares bucólicos, abrem um champanhe. Mas não tem jeito. Desejo não se força, existe ou não. - O tesão acaba no casamento por causa da excessiva intimidade, excessiva familiaridade. Mas o principal motivo é pouco falado: a exigência de exclusividade. A exclusividade leva ao desinteresse, por eliminar a sedução e a conquista." E cotinua com conclusões próprias: "É queridíssimos, para Regina o amor romântico está saindo de cena e levando com ele a sua principal característica: a exigência de exclusividade. Sem a idéia de encontrar alguém que te complete, abre-se um espaço para outros tipos de relacionamento, com a possibilidade de se amar mais de uma pessoa de cada vez. O amor romântico prega a fusão de duas pessoas e é uma idealização do outro. Traz a idéia de que você tem de encontrar alguém que te complete, sua alma gêmea. E esta estória de fusão e transformação em uma só pessoa não está mais com nada. E aí? Haja cabeça para tanta mudanças neste campo tão complexo como o amor e a sexualidade." A minha opinião era, e ainda é, que não se faz a distinção necessária, entre amor e sexo. Sexo é necessidade orgânica, amor é função psicológica, em grande parte das vezes, algo encolhido lá nos refolhos da alma. Dão novos nomes às coisas e dizem que é novidade. Acaso não existia esse tal de 'swing' na antiga civilização romana? Ou na Babilônia? Claro, não tinha esses nomes 'engraçados', "swing", "Menage a trois", "troca de casais", era "Bacanal" mesmo, e 'orgia'. Os costumes, nesse campo, não "sofreram notável avanço", como poderia se dizer, nem retroagiram contudo, se mantêm no mesmo passo. O que mudou foi o modo de se observar as coisas. O moralismo hipócrita é que cedeu alguns milímetros e permite que se veja as coisas como elas são. No caso das mulheres, que admitiam tudo veladamente, agora admitem o mesmo "tudo" abertamente. E não sofrem (teoricamente) restrições por isto. Já o amor, como sentimento que é, não deveria sofrer as influências dos "modismos", seguindo incólume pelos séculos. Infelizmente, isso nunca aconteceu. Quando falo 'modismos' me refiro a tudo o que é exterior ao sentimento: Ideologias, religiões, teologias, rotulação social, condições econômicas, escolaridade, e por aí vai. A Igreja Católica, por exemplo, é um "modismo" persistente: Desde o ano 300, talvez, até o século passado, impôs seu pensamento engessador. O exclusivismo de parceiros, no ocidente, creio que deriva daí. Transcrevo meu comentário naquele post, pra comprovar que minha opinião é a mesma. Se notarem mudança substancial, podem vir aqui me aplicar uns cascudos: "Vejo um notável equívoco no assunto: O amor romântico não é coisa do passado, pelo contrário, é uma evolução. Talvez tenha nascido na Idade Média, como diz Denis de Rougemont, em "História do amor no ocidente". Antes disso havia puramente atração sexual ou interesses financeiros/ políticos, com exceções, claro. Mas a regra geral não previa sentimentos no enlace entre cônjuges. O encontro sexual, na História, foi sempre caracterizado pela oportunidade e pela proniscuidade. Disso são exemplos as civilizações conhecidas: Roma, Grécia, Babilônia, Egito, Suméria... Não discuto civilizações orientais mas, a relação homem/mulher nesse caso, é mais de dominação que outra coisa, e o homem, provavelmente, vivia em reconhecida poligamia . Como a relação sexual, muitas vezes, é o que degrada-se primeiro nos casamentos, segue-se uma dissolução sentimental, se o casal não vive uma dimensão espiritual, digamos assim. Porém, a paixão inicial, principalmente a idealizada pela mulher, é puramente romântica, por isso, o romance ainda tem muito futuro pela frente." Pois é, ainda vejo o amor romântico com esperanças. Abraço do tesco.
AMÉRICA de FRANZ KAFKA É conhecida a capacidade de Kafka em transformar numa visão surrealista os fatos que estão acontecendo. Ele faz isso tornando seus personagens como se recém surgidos da criação, ignorantes e simples, tomando decisões quivocadas e nos momentos errados, apáticos por vezes, revoltados noutras ocasiões, de tal modo que ficam enredados nas mais estranhas situações. É justamente o que narra aqui: Um jovem imigrante nos EUA, lutando para aprender e sobreviver, e, cada vez mais, se afundando em paradoxos. Em resumo, é um 'kafka'! São 290 páginas de estranheza. INSCREVA-SE ASSIM: Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, com 5 dezenas já determinadas. Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. Basta indicar esta sua escolha nos comentários. O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal (link no ítem 2 do Regulamento), em 14/06/2014. Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
Em 2012 construí esse castelo, digo, este soneto. Fala da história de uma pessoa que deposita as esperanças de seu futuro tão somente em outra pessoa, e se desilude. Veja você mesmo: "CASTELO Sonho sobre sonho: Assim vou construindo O castelo que eu sempre desejei. Leio a planta, lentamente descobrindo Aposentos entre os quais descansarei. Fallta pouco, mais um tijolo - eu pensei E a obra estará toda terminada. Daí então o sofrimento será nada Felicidade e paz eu gozarei. Ao final, tu entraste em minha vida A construção eu por fim acabarei Pois a peça que faltava já chegou! Mas não entravas, já estavas de saída, Eras base e não ápice, me enganei, E o castelo, sonho só, desmoronou!" Não é lá um soneto muito firme, mas, se o próprio castelo desmoronou, que esperar da solidez de um mísero soneto? Pode-se reparar na balbúrdia dos tempos verbais, porém, não consigo visualizar de outra forma: O personagem está rememorando um passado em que ele vivia o presente (naturalmente), tinha sentimentos e planos (que vinham do passado), e tinha boas expectativas quanto ao futuro. A confusão de tempos, portanto, é inevitável. Você pergunta: E daí, e daí? A conclusão mais óbvia é "não colocar todos os ovos num mesmo cesto", isto é, quanto à felicidade pessoal, não jogar toda a responsabilidade pelo seu futuro nas costas de outro. Afinal todos somos construtores de nosso próprio destino. Gerenciemos sensatamente. Abraço do tesco.
RECORDAÇÕES DO FUTURO de RAY BRADBURY Faço aqui uma pausa em edições Europa- América (ainda tem mais de 20) para o sorteio de "um Bradbury"! Não é "apenas" ficção científica, A ficção de Bradbury tem um aspecto a mais, uma sensibilidade contagiante, um humanismo inesperado, uma poesia transbordante. É um autor que não se pode rotular de FC e pronto, "c'est finis!". Este livro no original tem o título de "O homem tatuado", e o filme dele originado se chama (no Brasil) "Uma sombra passou por aqui". Na contra-capa se lê: "O corpo do homem estava coberto de ilustrações [...] E, se observada por alguns minutos, cada uma contava uma história. [...~Mas havia um lugar especial em suas costas. Não havia nenhuma ilustração lá. Quem olhasse para aquele ponto veria seu futuro... E sua morte!" São 18 contos em 264 páginas. INSCREVA-SE ASSIM: Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, com 5 dezenas já determinadas. Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. Basta indicar esta sua escolha nos comentários. O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal (link no ítem 2 do Regulamento), em 11/06/2014. Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
3. Se a dezena do 5º prêmio não tiver sido escolhida, será vencedor quem tiver escolhido a dezena imediatamente superior ou, na falta deste, a imediatamente inferior e assim, sucessivamente, até haver um vencedor.
4. Serão aceitas as inscrições de leitores que publiquem e-mail válido ou home-page, ou já sejam conhecidos do responsável pelo blog.
5. O vencedor enviará endereço (no Brasil) para recebimento do brinde, em e-mail para nossa caixa postal: gtesco@gmail.com
6. Casos omissos serão decididos pelo responsável pelo blog.