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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MANCADAS ELEITORAIS


São poucas (graças a Deus!) mas aconteceram. 
Comigo, note-se bem, não vou jogar pedras em ninguém, 
pelo contrário, dou a mão à palmatória. 

A primeira mancada foi já na minha primeira votação. 
Votei num candidato a vereador, crente que estava votando 
no MDB - na época só havia dois partidos - inclusive escrevi 
MDB no voto. Como o candidato era da ARENA, o voto foi 
devidamente anulado. Ele se elegeu mesmo sem minha 
contribuição. 

- Uai, tesco, você, tão esclarecido, se esparramando numa 
dessas? 

Dê o devido desconto: Foi minha primeira votação e eu 
estava em pleno Serviço Militar, quer dizer, tinha prioridades 
mais importantes, como, engraxar botas, polir fivela, e coisas 
tais. Afinal, o Serviço Militar nos ensina muitas coisas úteis, 
não é mesmo? 

A segunda foi na segunda votação... 

- Você entrou mesmo na escola, né? 

Acontece. Não foi propriamente uma mancada, pois, dessa vez, 
 o candidato era mesmo do MDB. Posso até lhes dizer o nome, 
foi Thales Ramalho, que já era Deputado Federal desde 1966. 
Pois bem, Sua Excelência, que foi reeleito também em 1978 e 
1982, em 1980, quando da reestruturação dos partidos, e o MDB 
transmudou-se em PMDB, migrou para o... PDS, ex ARENA! 

- Migrou por que? Forte convicção ideológica ou... 

Não sei e nem vamos nos aprofundar nesses mistérios. O hômi 
já morreu e eu não sou repórter. Deixa o caso enterrado. 

A terceira mancada também não foi uma mancada. 

- Hum... Você é perito nesse ramo! Qué que foi? 

É que eu já votei no Roberto Freire. 

- Oh! 

Mas eu ainda morava em Recife e ele ainda era esquerdista. 

- Ah! 

Hoje não se sabe pra que lado ele rola, quando deita na cama. 
Acho que  nem ele mesmo sabe. Coisas da política! 

Mas aí vem o maior erro eleitoral que cometi, nesses 40 anos 
de eleitor! 

- Votou no Lula! 

Claro que esse não é o erro, voto no Lula desde 1990, e já votei 
nele sete vezes, sem arrependimento algum. Afinal, tínhamos 
que inovar alguma coisa na política nacional. O erro aconteceu 
justamente quando não votei no Lula! Fui enredado pela teia 
aracnídea da mídia, acreditei que havia uma opção mais séria, 
e votei no Alckmin para presidente em 2006. 

- Então, sua escolha foi a derrotada. 

Pois é, deixei de votar no melhor mandato de Presidente dessa 
história republicana. O que foi esboçado e iniciado no primeiro 
mandato, foi consolidado no segundo.  

Depois disso, voltei à linha, e espero não sair mais dos trilhos. 
Quem pensa que o 'esquerdismo' é coisa do passado, não viveu 
tempos difíceis, quando fomos dirigidos pelos maestros do 
conservadorismo. Os conservadores sempre procuram 
conservar seus privilégios. Benefícios para as massas, está 
sempre no lado oposto. 

Apesar das mancadas, sempre procuro votar direito: 
Na esquerda! 

Abraço do tesco. 

3 comentários:

Denise disse...

Tesco, tb comecei votando na Arena ou MDB. Essas escorregadas são aceitáveis, pois o problema não está em nós, mas nos políticos. Vc citou o Roberto Freire, esse é um caso de "cair o queixo". Ex comunista, participou ativamente na época da ditadura. Cabeça de político é incompreensível.
Como vc, procuro votar bem, mas tb dei meu escorregões, votando no Zé Dirceu. Enfim, estou tentando aprender. Muita paz!

Clara Lúcia disse...

Na minha primeira votação não tinha noção de nada. Apenas votei no mais antigo, no que estava por lá mais tempo. Sabe quem? Delfim Neto....
Depois fui sendo mais pesquisadora, observadora e cá pra nós, nunca gostei de MDB OU PMDB. Sempre achei eles muito "escondidos" e corretos demais pra ser verdade. Enfim, na última votação, antes de Dilma, votei no Lula. Bem, depois não votei porque fiquei com raiva de toda essa sujeira. Ano que vem vamos ver como estarei.
Bom fim de semana.

Anônimo disse...

Outra vez concordo com seus comentários. O mais difícil hoje é identificar o candidato pelo partido ou ideologia. E a maioria não sabe o que significa isso.
e, como dizia Hobsbawn, a esquerda ressurgirá com uma nova roupagem e Deus queira que não tenhamos mais sangue por isso. Acontece que o radicalismo esquerdista não funciona e toda esquerda hoje é obrigada a se moldar num mundo de mundialização do capital e neoliberalismo.
Alguns dizem que a esquerda esta contaminada e os otimistas dizem que esta se reformulando. Fico com a segunda hipótese e ano que vem veremos a natureza dos discursos e das práticas eleitorais.
Talvez Marina ou semelhante.
hiscla