sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
VEGETARIANOS NO BRASIL
PESQUISA DO IBOPE APONTA CRESCIMENTO HISTÓRICO
NO NÚMERO DE VEGETARIANOS NO BRASIL
No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo
pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018.
Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e
Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística
representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando
a mesma pesquisa indicou que a proporção da população
brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava
vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões
de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar
– um número maior do que as populações de toda a Austrália
e Nova Zelândia juntas - em um grupo que inclui cada vez mais
personalidades, como Xuxa Meneghel, Júnior Lima, Tatá
Werneck, Yasmin Brunet, Luisa Mell, João Gordo, Isabelle
Drummond e Giulia Gayoso.
A pesquisa do IBOPE Inteligência mostra ainda o crescimento
rápido no interesse por produtos veganos (ou seja, livres de
qualquer ingrediente de origem animal) na população em
geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declara que
consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor
indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço
que os produtos que estão acostumados a consumir (60%).
Nas capitais, esta porcentagem sobe para 65%.
O salto surpreendente no número de pessoas que exclui
alimentos de origem animal de seu cardápio reflete tendências
mundiais consolidadas de busca por uma alimentação mais
saudável, sustentável e ética. Por um lado, o reconhecimento
dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde
é cada vez maior, com grandes organizações - como a
Organização Mundial de Saúde - se pronunciando sobre os
riscos do consumo elevado de carnes. Por outro lado, o
crescimento no número de pessoas que opta por excluir as
carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é
impulsionado pela preocupação crescente da população com
os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão
as preocupações com o impacto ambiental negativo da
pecuária e a indignação com as condições de vida impostas
aos animais usados nos processos de produção. De fato, uma
pesquisa do Datafolha de 2017 já havia mostrado que 63% dos
brasileiros quer reduzir o consumo de carne.
Seguindo as mesmas tendências, em todo o mundo há
empresas e investidores começando a mudar de rumo, com
investimentos crescentes no setor de proteínas vegetais e de
substitutos às carnes, leite e ovos. Nomes famosos, como Bill
Gates, Richard Branson (da Virgin) e Sergey Brin (do Google)
apostam no crescimento do setor. As estimativas
apresentadas na pesquisa do IBOPE revelam que as
oportunidades de negócios são também enormes para as
empresas e investidores brasileiros atentos a estes dados.
Segundo Ricardo Laurino, presidente da Sociedade
Vegetariana Brasileira, “o vegetarianismo está deixando de
ser uma escolha de uma parcela restrita da população, para
rapidamente ocupar posição central na mesa dos brasileiros”.
SOBRE A PESQUISA
As entrevistas foram realizadas por uma equipe de
entrevistadores do IBOPE Inteligência em 142 municípios
nas capitais, periferias e interiores das regiões Norte,
Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste do país. O universo
amostral incluiu representantes de ambos os sexos, das
classes A, B, C e DE, com 16 anos ou mais. A margem de erro
desta amostra com respeito a população brasileira em geral é
estimada em 2 pontos percentuais, com um nível de confiança
estatística de 95%. A pesquisa foi encomendada pela
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mas inteiramente
realizada pelo IBOPE Inteligência.
===================
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
NO NÚMERO DE VEGETARIANOS NO BRASIL
No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo
pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018.
Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e
Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística
representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando
a mesma pesquisa indicou que a proporção da população
brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava
vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões
de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar
– um número maior do que as populações de toda a Austrália
e Nova Zelândia juntas - em um grupo que inclui cada vez mais
personalidades, como Xuxa Meneghel, Júnior Lima, Tatá
Werneck, Yasmin Brunet, Luisa Mell, João Gordo, Isabelle
Drummond e Giulia Gayoso.
A pesquisa do IBOPE Inteligência mostra ainda o crescimento
rápido no interesse por produtos veganos (ou seja, livres de
qualquer ingrediente de origem animal) na população em
geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declara que
consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor
indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço
que os produtos que estão acostumados a consumir (60%).
Nas capitais, esta porcentagem sobe para 65%.
O salto surpreendente no número de pessoas que exclui
alimentos de origem animal de seu cardápio reflete tendências
mundiais consolidadas de busca por uma alimentação mais
saudável, sustentável e ética. Por um lado, o reconhecimento
dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde
é cada vez maior, com grandes organizações - como a
Organização Mundial de Saúde - se pronunciando sobre os
riscos do consumo elevado de carnes. Por outro lado, o
crescimento no número de pessoas que opta por excluir as
carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é
impulsionado pela preocupação crescente da população com
os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão
as preocupações com o impacto ambiental negativo da
pecuária e a indignação com as condições de vida impostas
aos animais usados nos processos de produção. De fato, uma
pesquisa do Datafolha de 2017 já havia mostrado que 63% dos
brasileiros quer reduzir o consumo de carne.
Seguindo as mesmas tendências, em todo o mundo há
empresas e investidores começando a mudar de rumo, com
investimentos crescentes no setor de proteínas vegetais e de
substitutos às carnes, leite e ovos. Nomes famosos, como Bill
Gates, Richard Branson (da Virgin) e Sergey Brin (do Google)
apostam no crescimento do setor. As estimativas
apresentadas na pesquisa do IBOPE revelam que as
oportunidades de negócios são também enormes para as
empresas e investidores brasileiros atentos a estes dados.
Segundo Ricardo Laurino, presidente da Sociedade
Vegetariana Brasileira, “o vegetarianismo está deixando de
ser uma escolha de uma parcela restrita da população, para
rapidamente ocupar posição central na mesa dos brasileiros”.
SOBRE A PESQUISA
As entrevistas foram realizadas por uma equipe de
entrevistadores do IBOPE Inteligência em 142 municípios
nas capitais, periferias e interiores das regiões Norte,
Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste do país. O universo
amostral incluiu representantes de ambos os sexos, das
classes A, B, C e DE, com 16 anos ou mais. A margem de erro
desta amostra com respeito a população brasileira em geral é
estimada em 2 pontos percentuais, com um nível de confiança
estatística de 95%. A pesquisa foi encomendada pela
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mas inteiramente
realizada pelo IBOPE Inteligência.
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Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
LUZES
"SOMENTE ASSIM
Ama.
Perdoa.
Serve.
Luta.
Caminha.
Compreende.
Esquece.
Ilumina.
Socorre.
Espera.
Ora.
Só assim terás plena convicção de que
aconteça o que acontecer,
seja onde for, como for e com quem for,
estarás acertando sempre."
Irmão José
("Espírito e vida",
psicografia Chico Xavier)
Ama.
Perdoa.
Serve.
Luta.
Caminha.
Compreende.
Esquece.
Ilumina.
Socorre.
Espera.
Ora.
Só assim terás plena convicção de que
aconteça o que acontecer,
seja onde for, como for e com quem for,
estarás acertando sempre."
Irmão José
("Espírito e vida",
psicografia Chico Xavier)
domingo, 9 de dezembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
A DECISÃO SÁBIA
"A DECISÃO SÁBIA
Em tempos recuados, existiu um rei poderoso e bom,
que se fizera notado pela sabedoria.
Convidado a verificar, solenemente, a invenção de um
súdito, cuja cabeça era um prodígio na matemática,
compareceu em trajes de honra à festa em que o novo
aparelho seria apresentado.
O calculista, orgulhoso, mostrou a obra que havia
criado pacientemente.
Tratava-se de largo tabuleiro forrado de veludo negro,
cercado de pequenas cavidades, sustentando regular
coleção de bolas de madeira colorida.
Acionadas por longos tacos de marfim, essas bolas
rolavam na direção das cavidades naturais, dando ensejo
a um jogo de grande interesse pela expectação que
provocava.
Revestiu-se a festa de brilho indisfarçável.
Contendores variados disputaram partidas de vulto.
Dia inteiro, grande massa popular rodeou o invento,
comendo e bebericando.
O próprio monarca seguiu a alegria geral, dando mostras
de evidente satisfação. Serviu-se, ao almoço, junto às
grandes bandejas de carne, pão e frutos, em companhia
dos amigos, e aplaudia, contente, quando esse ou aquele
participante do novo e inocente jogo conseguia posição
invejável perante os companheiros.
À tardinha, encerrada a curiosidade geral, o inventor
aguardou o parecer do soberano, com inexcedível orgulho.
Aglomerou-se o povo, igualmente, a fim de ouvi-lo.
Não se cansava o público de admirar o jogo efetuado,
através de cálculos divertidos.
Despedindo-se, o rei levantou-se, fêz-se visto de todos
e falou ao vassalo inteligente:
— Genial matemático: a autoridade de minha coroa
determina que sua obra de raciocínio seja premiada com
cem peças de ouro que os cofres reais levarão ao seu
crédito, ainda hoje, em homenagem à sua paciência e
habilidade. Essa remuneração, todavia, não lhe visa
sômente o valor pessoal, mas também certos benefícios
que a sua máquina vem trazer a muitos homens e mulheres
de meu reino, menos afeitos às virtudes construtivas que
todos devemos respeitar neste mundo. Enquanto jogarem
suas bolas de madeira, possivelmente muitos indivíduos,
cujos instintos criminosos ainda se acham adormecidos,
se desviarão do delito provável e muitos caçadores
ociosos deixarão em paz os animais amigos de nossas
florestas.
O monarca fêz comprida pausa e a multidão prorrompeu
em aplausos delirantes.
Via-se o inventor cercado de abraços, quando o soberano
recomeçou:
- Devo acrescentar, porém, que a sabedoria de meu cetro
ordena que o senhor seja punido com cinquenta dias de
prisão forçada, a fim de que aprenda a utilizar sua
capacidade intelectual em benefício de todos.
A inteligência humana é uma luz cuja claridade deve ser
consagrada à cooperação com o Supremo Senhor, na
Terra. Sua invenção não melhora o campo, nem
cria trabalho sério; não ajuda as sementes, nem ampara os
animais; não protege fontes, nem conserva estradas; não
colabora com a educação, nem serve aos ideais do bem.
Além disto, arrasta centenas de pessoas, qual se verificou
neste dia, conosco, a perderem valioso tempo na
expectativa inútil. Volte aos seus abençoados afazeres
mentais, mesmo no cárcere, e dedique sua inteligência
a criação de serviço e utilidades em proveito de todos,
porque, se o meu poder o recompensa, a minha
experiência o corrige.
Quando o rei concluiu e desceu da tribuna, o inventor se
fizera muito pálido, o povo não bateu palmas; entretanto,
toda gente aprendeu, na decisão sábia do grande
soberano, que ninguém deve menosprezar os tesouros
da inteligência e do tempo sobre a Terra."
=======================
Neio Lúcio
(“Alvorada Cristã”, psicografia Chico Xavier)
Em tempos recuados, existiu um rei poderoso e bom,
que se fizera notado pela sabedoria.
Convidado a verificar, solenemente, a invenção de um
súdito, cuja cabeça era um prodígio na matemática,
compareceu em trajes de honra à festa em que o novo
aparelho seria apresentado.
O calculista, orgulhoso, mostrou a obra que havia
criado pacientemente.
Tratava-se de largo tabuleiro forrado de veludo negro,
cercado de pequenas cavidades, sustentando regular
coleção de bolas de madeira colorida.
Acionadas por longos tacos de marfim, essas bolas
rolavam na direção das cavidades naturais, dando ensejo
a um jogo de grande interesse pela expectação que
provocava.
Revestiu-se a festa de brilho indisfarçável.
Contendores variados disputaram partidas de vulto.
Dia inteiro, grande massa popular rodeou o invento,
comendo e bebericando.
O próprio monarca seguiu a alegria geral, dando mostras
de evidente satisfação. Serviu-se, ao almoço, junto às
grandes bandejas de carne, pão e frutos, em companhia
dos amigos, e aplaudia, contente, quando esse ou aquele
participante do novo e inocente jogo conseguia posição
invejável perante os companheiros.
À tardinha, encerrada a curiosidade geral, o inventor
aguardou o parecer do soberano, com inexcedível orgulho.
Aglomerou-se o povo, igualmente, a fim de ouvi-lo.
Não se cansava o público de admirar o jogo efetuado,
através de cálculos divertidos.
Despedindo-se, o rei levantou-se, fêz-se visto de todos
e falou ao vassalo inteligente:
— Genial matemático: a autoridade de minha coroa
determina que sua obra de raciocínio seja premiada com
cem peças de ouro que os cofres reais levarão ao seu
crédito, ainda hoje, em homenagem à sua paciência e
habilidade. Essa remuneração, todavia, não lhe visa
sômente o valor pessoal, mas também certos benefícios
que a sua máquina vem trazer a muitos homens e mulheres
de meu reino, menos afeitos às virtudes construtivas que
todos devemos respeitar neste mundo. Enquanto jogarem
suas bolas de madeira, possivelmente muitos indivíduos,
cujos instintos criminosos ainda se acham adormecidos,
se desviarão do delito provável e muitos caçadores
ociosos deixarão em paz os animais amigos de nossas
florestas.
O monarca fêz comprida pausa e a multidão prorrompeu
em aplausos delirantes.
Via-se o inventor cercado de abraços, quando o soberano
recomeçou:
- Devo acrescentar, porém, que a sabedoria de meu cetro
ordena que o senhor seja punido com cinquenta dias de
prisão forçada, a fim de que aprenda a utilizar sua
capacidade intelectual em benefício de todos.
A inteligência humana é uma luz cuja claridade deve ser
consagrada à cooperação com o Supremo Senhor, na
Terra. Sua invenção não melhora o campo, nem
cria trabalho sério; não ajuda as sementes, nem ampara os
animais; não protege fontes, nem conserva estradas; não
colabora com a educação, nem serve aos ideais do bem.
Além disto, arrasta centenas de pessoas, qual se verificou
neste dia, conosco, a perderem valioso tempo na
expectativa inútil. Volte aos seus abençoados afazeres
mentais, mesmo no cárcere, e dedique sua inteligência
a criação de serviço e utilidades em proveito de todos,
porque, se o meu poder o recompensa, a minha
experiência o corrige.
Quando o rei concluiu e desceu da tribuna, o inventor se
fizera muito pálido, o povo não bateu palmas; entretanto,
toda gente aprendeu, na decisão sábia do grande
soberano, que ninguém deve menosprezar os tesouros
da inteligência e do tempo sobre a Terra."
=======================
Neio Lúcio
(“Alvorada Cristã”, psicografia Chico Xavier)
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