"Vai e não peques mais!" dizia Jesus ao libertar mais um
sofredor de seus males físicos. Mas, o que ele queria dizer
exatamente com 'pecar'?
No conceito dos judeus na época, pecar era "ofender o
Senhor Deus" e, ainda hoje, é esse o conceito pra muita
gente. Mas isso não é possível!
- Está dizendo que ninguém peca?
Sim, pelo conceito emitido, ninguém conseguiria pecar,
pois Deus não pode ser modificado por nenhuma de suas
criaturas, consequentemente, não muda de "humor" de
acordo com palavras, atos ou pensamentos de nenhum de
nós. Ele é "inofensível".
- Então, o pecado o que é?
Não sou teólogo, mas, na minha opinião, pecado deve ser
olhado como qualquer ofensa às criaturas de Deus. Não
que ele se zangue, mas ele nos colocou no mundo como
seres irmãos, para sermos solidários, não inimigos entre
nós, combatendo-nos uns aos outros, ou dominadores,
predando, e dominados, servindo de presa.
- Ué! Mas o predador e a presa existem na natureza!
Sim, mas tigres, hienas, gatos e cachorros não têm o nível
mental de homens, embora grande parte da humanidade
continue se rebaixando ao nível de predadores. E não falo
somente do comportamento de humanos entre si, também
dos humanos em relação aos animais. Infelizmente, estes
ainda veem os animais como "massa de manobra" e, sem
nenhuma consideração ética, fazem o que querem com
eles. Ou, melhor dizendo, "contra" eles.
- Mas, se é possível fazer algo contra animais, isso não é
indício de que se tem liberdade para fazê-lo?
Liberdade tem, mas, como escreveu Paulo aos coríntios:
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas
convêm" (1 Cor, 6:12). Na medida em que se eleva o nível
tecnológico dos homens, deveria se elevar também seu
nível de consciência moral, consequentemente, a ética
deveria prevalecer, e a utilização de animais ser bem
regrada, pra não torná-los vítimas desnecessariamente.
Enquanto aguardamos essa elevação da consciência - a
qual já atinge muitas pessoas - a maioria da humanidade
continuará pecando, indiferente aos apelos do Cristo.
- É. Até quando isto será possível? Quando se dará o
Armagedom?
O Armagedom não mudará a conduta dos homens, talvez
apareça como um sinal de que a porção menos evoluída
da humanidade já foi expurgada para mundos mais
adequados ao seu comportamento. Assim, os que vão,
não mudam, e os que ficam, já mudaram.
- Ih, entendi não!
Tudo bem, veremos isso noutra oportunidade. Por hoje,
já pecamos o suf, digo, já falamos o suficiente.
Abraço do tesco.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
SORTESCO 288
CANTIGAS & APONTAMENTOS
de c. a. BEIRAL
Os apontamentos são textos curtos com
temática espírita, são boas reflexões,
mas, ocupam só as primeiras 62 páginas.
As demais são preenchidas por poemas,
na maioria sonetos, bem construídos e
com boa coerência. Total de 160 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 08/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
de c. a. BEIRAL
Os apontamentos são textos curtos com temática espírita, são boas reflexões,
mas, ocupam só as primeiras 62 páginas.
As demais são preenchidas por poemas,
na maioria sonetos, bem construídos e
com boa coerência. Total de 160 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 08/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
SORTESCO 287 - RESULTADO
Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 84,
e, por aproximação,
a opção vencedora é de
ERIKA!
ERIKA!
Parabéns!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
DE ONDE VEM?
"De onde é que vem o baião?
Vem debaixo Do barro do chão".
(Gilberto Gil)
De onde surgiram o baião, xote ou xaxado não interessam
no momento, o que visamos é a origem do impulso poético.
Por que surge este impulso? Qual a motivação pra tentar
exprimir em palavras algo que nos toca a alma?
Muitas fontes são possíveis, por certo, mas, a principal
origem nos parece ser a própria poesia. A contemplação
da beleza, seja em que forma se apresentar, causa uma
comoção em nós, que nos incentiva a reagir de um modo
semelhante. E a poesia é expressão de beleza.
É comum, portanto, que belos poemas infundam em seus
leitores a vontade de participar daquela emoção, apenas
visualizada e, se possível, "fazer poesia" também.
E foi o que me ocorreu, no último dia 27, ao visitar o blog
da Shirley, ASFALTO DAS HORAS, onde ela publica os
belos poemas que produz. Ali me deparei com "Jornada",
um poema singelo, porém profundo, que, possivelmente
com implicações metafísicas, permite interpretações várias.
Creio que Shirley não vai se zangar por reproduzi-lo aqui
(querendo ver 'in loco', clique no título), então, ei-lo:
JORNADA
Nada levo comigo
nem a força dos mistérios ocultos
nem o sopro do vento profano
nem o sêmen do silêncio.
Consciente
sigo pelos caminhos
sob a aspereza do carma...
Há que se ter zelo
astúcia
cuidado
ao enfrentar o destino
sem medo e sem arma...
Nada levo comigo.
Nada.
Shirley Brunelli Crestana
De imediato vi-me na obrigação de comentar o post, e me
vi, também, compelido a escrever algo condizente com o
que lia. Minha interpretação do escrito foi mais material,
mais sensual, talvez, do que a intenção original da autora.
O resultado, porém, não ficou muito destoante e, sendo
apenas uma homenagem, foi apreciado por ela.
Reproduzo-o aqui para que vocês possam criticar à vontade.
(Não paga nada).
VEM SEM NADA
Vens sem nada, minha fada?
Melhor assim, ficarás plena de mim!
Do meu lado, não te enganes,
Impregnar-me-ei de ti:
dos teus cheiros,
tua pele,
teus desejos,
teus devaneios,
tua voz
e teus silêncios.
Não careces de astúcias,
nem medos, nem zelos,
Vem sem nada,
Teu destiino sou eu!
tesco
Assim vai se perpetuando a poesia, pode ser que daí surja
algo de bom, o importante é ousar!
Abraço do tesco.
Vem debaixo Do barro do chão".
(Gilberto Gil)
De onde surgiram o baião, xote ou xaxado não interessam
no momento, o que visamos é a origem do impulso poético.
Por que surge este impulso? Qual a motivação pra tentar
exprimir em palavras algo que nos toca a alma?
Muitas fontes são possíveis, por certo, mas, a principal
origem nos parece ser a própria poesia. A contemplação
da beleza, seja em que forma se apresentar, causa uma
comoção em nós, que nos incentiva a reagir de um modo
semelhante. E a poesia é expressão de beleza.
É comum, portanto, que belos poemas infundam em seus
leitores a vontade de participar daquela emoção, apenas
visualizada e, se possível, "fazer poesia" também.
E foi o que me ocorreu, no último dia 27, ao visitar o blog
da Shirley, ASFALTO DAS HORAS, onde ela publica os
belos poemas que produz. Ali me deparei com "Jornada",
um poema singelo, porém profundo, que, possivelmente
com implicações metafísicas, permite interpretações várias.
Creio que Shirley não vai se zangar por reproduzi-lo aqui
(querendo ver 'in loco', clique no título), então, ei-lo:
JORNADA
Nada levo comigo
nem a força dos mistérios ocultos
nem o sopro do vento profano
nem o sêmen do silêncio.
Consciente
sigo pelos caminhos
sob a aspereza do carma...
Há que se ter zelo
astúcia
cuidado
ao enfrentar o destino
sem medo e sem arma...
Nada levo comigo.
Nada.
Shirley Brunelli Crestana
De imediato vi-me na obrigação de comentar o post, e me
vi, também, compelido a escrever algo condizente com o
que lia. Minha interpretação do escrito foi mais material,
mais sensual, talvez, do que a intenção original da autora.
O resultado, porém, não ficou muito destoante e, sendo
apenas uma homenagem, foi apreciado por ela.
Reproduzo-o aqui para que vocês possam criticar à vontade.
(Não paga nada).
VEM SEM NADA
Vens sem nada, minha fada?
Melhor assim, ficarás plena de mim!
Do meu lado, não te enganes,
Impregnar-me-ei de ti:
dos teus cheiros,
tua pele,
teus desejos,
teus devaneios,
tua voz
e teus silêncios.
Não careces de astúcias,
nem medos, nem zelos,
Vem sem nada,
Teu destiino sou eu!
tesco
Assim vai se perpetuando a poesia, pode ser que daí surja
algo de bom, o importante é ousar!
Abraço do tesco.
SORTESFCO 19
Três da série LORDE TEDRIC
de E. E. 'DOC' SMITH
Representante do mais popular sub-gênero da Ficção
Científica, o "space opera", da qual o autor é considerado
o 'pai'. Nada temos a dizer contra, mas, normalmente,
essas histórias não dão muita contribuição científica ao
gênero, limitando-se à mera reprodução dos conflitos
comuns na Terra, transladados ao ambiente espacial.
Uns são dramas do 'faroeste', outros mostram guerras
convencionais, outros mostram rivalidades em academias
militares, etc. Quando se procura entretenimento sem
compromisso, esse é o tipo certo: Não exigem esforço do
pensamento. Ao todo, cerca de 400 páginas.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 05/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
domingo, 26 de janeiro de 2014
ANALISANDO LETRAS-9
CIDADÃO
Essa composição de Lucio Barbosa foi gravada em1979 por
Zé Geraldo, e não carece de explicações, sua mensagem é
bem explícita: Um migrante nordestino, pedreiro / ajudante
de obras, que encara as desilusões do selvagem mundo
capitalista.
No entanto, algumas observações podem ser feitas, tanto no
aspecto externo - como a letra está formatada - quanto no
aspecto intrínseco - o que a letra diz.
Nesse aspecto formal, vendo que se trata do desabafo de um
migrante de baixa condição econômica, é razoável supor
que a gramática não seja levada em alta conta. Não pelo
compositor, evidentemente, mas pelo personagem.
Assim, as palavras que contém o dígrafo 'lh' são devidamente
reduzidas para a forma popular, como 'oiar', ' trabaiei' e 'fia'.
Já no sentido da letra, podemos ver o equívoco em que o
trabalhador incorre quando acredita que, por ter colaborado
na obra, tem direito aos seus benefícios. Não está dito, mas
podemos inferir que o 'colégio' em que ele trabalhou na sua
edificação, é uma escola da iniciativa privada, não tendo que
conceder bolsas aos operários. Com certeza não é obra de
governo.
No mesmo caso 'aquele edifício', pode ser um prédio de
apartamentos, nenhum direito lhe assiste de circular pela
área interna. Somente olhar, tudo bem, mas o segurança
comete um "excesso de zelo", e o afasta: "Sabe como é,
tempos bicudos, não se pode dar mole pra esse pessoal!".
O preconceito aqui vigora com extrema intensidade.
Obviamente, não é o caso da igreja, o sacerdote não pode
cobrar antes que o pessoal entre e se instale, isso ainda
não é compatível com o lado comercial das igrejas.
(Se fosse... Não sei não!).
Curioso é notar que o 'cidadão' do título não se ajusta ao
trabalhador, pelo menos pra ele mesmo. Nas duas vezes em
que o termo aparece no interior da letra se refere a outras
pessoas. Quer dizer, ele é um excluído, até de seu próprio
ponto de vista.
Finalmente, na última estrofe, vemos a concepção induzida
pela Igreja Católica, de que o Cristo é o próprio Deus, tese
firmada no "Mistério da Divina Trindade", fazendo o Cristo
afirmar:
"Fui eu quem criou a Terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar".
O que, na linguagem bíbica, é obra do próprio Javé.
Entretanto, Deus age através de suas criaturas, nós somos
seus braços, e Jesus, o Cristo, segundo as informações dos
espíritos superiores, realmente, presidiu e administrou toda
a formação e formatação do planeta, pelo qual é ele o
responsável. Assim, 'no popular', confundir bugalhos com
alhos tem o mesmo efeito.
Você pode ouvir a música no You Tube, clicando no título, aí
embaixo. Não optei por uma apresentação ao vivo, porque
prefiro remeter à gravação original, mas, pra outros vídeos,
não faltarão indicações no site.
CIDADÃO
(Lúcio Barbosa)
Zé Geraldo
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Óio pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado,
- Tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso oiar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabaiei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha fia inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabaiei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
* * *
É uma letra bem construída e de conteúdo relevante, coisa,
infelizmente, cada vez mais rara na atualidade.
Enquanto não surgem coisas boas, mergulhe nas coisas
antigas mesmo. O coração bate mais satisfeito!
Abraço do tesco.
Essa composição de Lucio Barbosa foi gravada em1979 por
Zé Geraldo, e não carece de explicações, sua mensagem é
bem explícita: Um migrante nordestino, pedreiro / ajudante
de obras, que encara as desilusões do selvagem mundo
capitalista.
No entanto, algumas observações podem ser feitas, tanto no
aspecto externo - como a letra está formatada - quanto no
aspecto intrínseco - o que a letra diz.
Nesse aspecto formal, vendo que se trata do desabafo de um
migrante de baixa condição econômica, é razoável supor
que a gramática não seja levada em alta conta. Não pelo
compositor, evidentemente, mas pelo personagem.
Assim, as palavras que contém o dígrafo 'lh' são devidamente
reduzidas para a forma popular, como 'oiar', ' trabaiei' e 'fia'.
Já no sentido da letra, podemos ver o equívoco em que o
trabalhador incorre quando acredita que, por ter colaborado
na obra, tem direito aos seus benefícios. Não está dito, mas
podemos inferir que o 'colégio' em que ele trabalhou na sua
edificação, é uma escola da iniciativa privada, não tendo que
conceder bolsas aos operários. Com certeza não é obra de
governo.
No mesmo caso 'aquele edifício', pode ser um prédio de
apartamentos, nenhum direito lhe assiste de circular pela
área interna. Somente olhar, tudo bem, mas o segurança
comete um "excesso de zelo", e o afasta: "Sabe como é,
tempos bicudos, não se pode dar mole pra esse pessoal!".
O preconceito aqui vigora com extrema intensidade.
Obviamente, não é o caso da igreja, o sacerdote não pode
cobrar antes que o pessoal entre e se instale, isso ainda
não é compatível com o lado comercial das igrejas.
(Se fosse... Não sei não!).
Curioso é notar que o 'cidadão' do título não se ajusta ao
trabalhador, pelo menos pra ele mesmo. Nas duas vezes em
que o termo aparece no interior da letra se refere a outras
pessoas. Quer dizer, ele é um excluído, até de seu próprio
ponto de vista.
Finalmente, na última estrofe, vemos a concepção induzida
pela Igreja Católica, de que o Cristo é o próprio Deus, tese
firmada no "Mistério da Divina Trindade", fazendo o Cristo
afirmar:
"Fui eu quem criou a Terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar".
O que, na linguagem bíbica, é obra do próprio Javé.
Entretanto, Deus age através de suas criaturas, nós somos
seus braços, e Jesus, o Cristo, segundo as informações dos
espíritos superiores, realmente, presidiu e administrou toda
a formação e formatação do planeta, pelo qual é ele o
responsável. Assim, 'no popular', confundir bugalhos com
alhos tem o mesmo efeito.
Você pode ouvir a música no You Tube, clicando no título, aí
embaixo. Não optei por uma apresentação ao vivo, porque
prefiro remeter à gravação original, mas, pra outros vídeos,
não faltarão indicações no site.
CIDADÃO
(Lúcio Barbosa)
Zé Geraldo
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Óio pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado,
- Tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso oiar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabaiei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha fia inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabaiei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
* * *
É uma letra bem construída e de conteúdo relevante, coisa,
infelizmente, cada vez mais rara na atualidade.
Enquanto não surgem coisas boas, mergulhe nas coisas
antigas mesmo. O coração bate mais satisfeito!
Abraço do tesco.
SORTESCO 287
AS ORIGENS DO CRISTIANISMO
de ANDREW WELBURN
Os esotéricos tendem a se expandir em
áreas em que podem designar 'mistério',
e o período em que o Cristianismo
nasceu e cresceu, pobre em documentos
confiáveis, é o campo ideal para isso. O
professor Welburn não hesita e sai
angariando 'provas' para sua tese, que,
no fim das contas, nem sei qual é. Sei
que vai procurando semelhanças entre
os evangelhos e escritos mais antigos,
sejam budistas, zoroastristas, essênios
ou gnósticos. Algumas vezes torna-se enfadonho e parece
repetitivo (afinal, são 410 páginas), mas, pra quem gosta
de pesquisar, não causa dano ao intelecto.
A lombada descolou de um lado, mas se sustenta ainda,
com fita adesiva.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 01/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
de ANDREW WELBURN
Os esotéricos tendem a se expandir em áreas em que podem designar 'mistério',
e o período em que o Cristianismo
nasceu e cresceu, pobre em documentos
confiáveis, é o campo ideal para isso. O
professor Welburn não hesita e sai
angariando 'provas' para sua tese, que,
no fim das contas, nem sei qual é. Sei
que vai procurando semelhanças entre
os evangelhos e escritos mais antigos,
sejam budistas, zoroastristas, essênios
ou gnósticos. Algumas vezes torna-se enfadonho e parece
repetitivo (afinal, são 410 páginas), mas, pra quem gosta
de pesquisar, não causa dano ao intelecto.
A lombada descolou de um lado, mas se sustenta ainda,
com fita adesiva.
INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 01/02/2014.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.
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