quinta-feira, 19 de outubro de 2017
PRELÚDIO DE UM CRIME
"Sue arranjou um emprego num bar
administrado por um grego chamado
Vassos.
Um dos clientes de Vassos era Babe
McLoor, mais de 120 quilos de ossos
e músculos escoceses-irlandeses-
indígenas, um gigante moreno que
estava descansando depois de
cumprir uma pena de quinze anos
em Leavenworth.
Babe estava conseguindo dinheiro
para beber atacando pedestres nas
ruas escuras.
Babe gostava de Sue.
Vassos gostava de Sue.
Sue gostava de Babe.
Vassos não gostava disso."
Dasshell Hammett, "O grande golpe", (Papel mata-moscas)
terça-feira, 3 de outubro de 2017
QUANTO MAIS LUZ...
"- Estamos transitoriamente maus...
- Correto, Paulino Garcia, mas não há nenhum espirito
da Criação que consiga cristalizar-se no mal para
sempre. Momento chegará em que, por mais tenhamos
nos alimentado no mal, haveremos de regurgitá-lo,
porquanto somente a prática do bem não excede
em suas medidas. Quanto mais luz, mais luz!"
(Dr. Inácio Ferreira)
(do livro "Viver é para sempre",
psicografado por Carlos Baccelli)
- Correto, Paulino Garcia, mas não há nenhum espirito
da Criação que consiga cristalizar-se no mal para
sempre. Momento chegará em que, por mais tenhamos
nos alimentado no mal, haveremos de regurgitá-lo,
porquanto somente a prática do bem não excede
em suas medidas. Quanto mais luz, mais luz!"
(Dr. Inácio Ferreira)
(do livro "Viver é para sempre",
psicografado por Carlos Baccelli)
domingo, 24 de setembro de 2017
PREPARANDO-SE PARA MORRER!
O que podemos esperar de um governo golpista e genocida
como a quadrilha que se abancou no poder?
"Massacres, sofrimentos e assassinatos, levam os indígenas
Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul a tomarem a última
decisão drástica:
Após sofrerem duras ataques, indígenas guaranis kaiowá
se preparam espiritualmente para resistir em permanecer
seus TEKOHÁ até a morte.
A decisão foi tomada em coletivo na terra Indígena
Ñhanderú Marangatu, diante ao túmulo do indígena guarani
kaiowá Semião Vilhalva, assassinado pelos produtores rurais
no último dia 26/08 no município de Antônio João / MS."
*** *** ***
Abraço plangente do tesco.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
ESTUDAR OU NÃO?
No livro "Mayombe", do escritor angolano Pepetela,
encontramos, no capítulo 2, "A base", esta prédica do
personagem Comandante Sem Medo ao seu subordinado,
guerrilheiro "Lutamos":
"Lutamos pensou que encontrava apoio no Comandante.
Sentiu coragem para proferir:
— É por isso que não estou de acordo com o Comissário,
que nos obriga a ir à escola.
— Tu, Lutamos, és um burro! – disse Sem Medo. – Quem
não quer estudar é um burro e, por isso, o Comissário tem
razão.
Queres continuar a ser um tapado, enganado por todos...
As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de
poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com
a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre
mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para
saber julgar. Se não percebes as palavras que eu
pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou não?
Terás de perguntar a outro.
Dependes sempre de outro, não és livre. Por isso toda a
gente deve estudar, o objetivo principal duma verdadeira
Revolução é fazer toda a gente estudar."
*** *** ***
Estudemos, pois!
Nunca desperdicemos uma oportunidade de aprender!
Abraço do tesco.
encontramos, no capítulo 2, "A base", esta prédica do
personagem Comandante Sem Medo ao seu subordinado,
guerrilheiro "Lutamos":
"Lutamos pensou que encontrava apoio no Comandante.
Sentiu coragem para proferir:
— É por isso que não estou de acordo com o Comissário,
que nos obriga a ir à escola.
— Tu, Lutamos, és um burro! – disse Sem Medo. – Quem
não quer estudar é um burro e, por isso, o Comissário tem
razão.
Queres continuar a ser um tapado, enganado por todos...
As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de
poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com
a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre
mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para
saber julgar. Se não percebes as palavras que eu
pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou não?
Terás de perguntar a outro.
Dependes sempre de outro, não és livre. Por isso toda a
gente deve estudar, o objetivo principal duma verdadeira
Revolução é fazer toda a gente estudar."
*** *** ***
Estudemos, pois!
Nunca desperdicemos uma oportunidade de aprender!
Abraço do tesco.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
DO MOMENTO ATUAL
"Em um momento em que a maldade
se exerce impunemente,
ser apenas inútil merece louvores."
MONTAIGNE
["Os Ensaios", livro 3, capítulo 9: Da vaidade]
se exerce impunemente,
ser apenas inútil merece louvores."
MONTAIGNE
["Os Ensaios", livro 3, capítulo 9: Da vaidade]
domingo, 10 de setembro de 2017
MONTAIGNE SABE O QUE FALA!
"A obstinação e a convicção exagerada
são a prova mais evidente da estupidez.
Haverá algo mais afirmativo, resoluto,
desdenhoso, contemplativo, grave
e sério do que um burro?"
(Montaigne, in "Os Ensaios", livro 3,
capitulo 8: Da arte de conversar)
são a prova mais evidente da estupidez.
Haverá algo mais afirmativo, resoluto,
desdenhoso, contemplativo, grave
e sério do que um burro?"
(Montaigne, in "Os Ensaios", livro 3,
capitulo 8: Da arte de conversar)
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
UMA CONSPIRAÇÃO!
No livro "Historia do Brasil para quem tem pressa", do
professor e Historiador Marco Costa, encontramos uma
análise sucinta, porém bem interessante, do tempestuoso
período da História do Brasil que precede o golpe militar
de 1964.
UMA CONSPIRAÇÃO
"João Goulart estava atravessado na garganta da elite
brasileira como uma espinha."
"Visto agora, passados 60 anos, é possível inferir que, da
forma que se deu, a renúncia de Jânio foi uma conspiração.
A viagem de uma comitiva brasileira para países comunistas,
como China e União Soviética, encabeçada por João Goulart,
foi a gota-d’água para os opositores no Brasil.
Na natureza, nada acontece de acordo com a vontade dos
homens. Já na história, tudo acontece pela vontade deles.
Somos nós que fazemos a história. Desse modo, a renúncia
de Jânio Quadros aconteceu não “enquanto” Jango estava em
viagem aos países comunistas, mas “porque” Jango estava
em viagem aos países comunistas.
Ao mesmo tempo que a comitiva seguia seu périplo, no Brasil,
Jânio Quadros era colocado contra a parede. Então, em 25 de
agosto de 1961, Jânio renuncia.
O primeiro passo estava dado.
Para os militares, era importante que a renúncia de Jânio
ocorresse no período da viagem de João Goulart. Na ausência
do vice-presidente, que constitucionalmente deveria assumir
o posto, quem assumiu foi o presidente da Câmara dos
Deputados, Ranieri Mazzilli.
O segundo passo também estava dado em direção ao golpe.
Não tenha dúvidas, embora não haja documentos, de que tudo
estava milimetricamente articulado.
Os militares e as elites econômicas estavam esperando
apenas a oportunidade, e ela surgiu no momento em que se
começou a articular a viagem de João Goulart ao Leste
Europeu e à China.
Assim que o vice-presidente colocou os pés fora do país, a
conspiração deslanchou. Contudo, o golpe militar só não se
consumou porque surgiu entre os militares uma dissidência.
No Rio Grande do Sul, surge uma resistência civil e militar ao
golpe — João Goulart era gaúcho —, a chamada Campanha
da Legalidade, encabeçada pelo então governador Leonel
Brizola. Diante do impasse, decidiu-se que João Goulart só
poderia assumir o poder se o regime de governo fosse alterado
de presidencialismo para parlamentarismo. Em 2 de setembro
de 1961, foi implantado o regime parlamentarista no Brasil,
tendo como presidente da República João Goulart e como
primeiro-ministro Tancredo Neves. Só assim os militares
consentiram o retorno de Jango.
Em janeiro de 1963, no entanto, por meio de um plebiscito,
João Goulart consegue fazer passar a volta do modelo
presidencialista, sendo extinta, portanto, a figura do primeiro-
ministro. Com plenos poderes, João Goulart parte para o
ataque. Do outro lado, os militares, derrotados, conspiravam."
* * *
Infelizmente, nosso atual presidente golpista (e "ex vice-
presidente") esteve na China recentemente, e não aconteceu
nada! Ele está do "lado certo".
Esse "rapaz" continua atravessado na garganta do povo
brasileiro, mas não da "elite".
Abraço do tesco.
professor e Historiador Marco Costa, encontramos uma
análise sucinta, porém bem interessante, do tempestuoso
período da História do Brasil que precede o golpe militar
de 1964.
UMA CONSPIRAÇÃO
"João Goulart estava atravessado na garganta da elite
brasileira como uma espinha."
"Visto agora, passados 60 anos, é possível inferir que, da
forma que se deu, a renúncia de Jânio foi uma conspiração.
A viagem de uma comitiva brasileira para países comunistas,
como China e União Soviética, encabeçada por João Goulart,
foi a gota-d’água para os opositores no Brasil.
Na natureza, nada acontece de acordo com a vontade dos
homens. Já na história, tudo acontece pela vontade deles.
Somos nós que fazemos a história. Desse modo, a renúncia
de Jânio Quadros aconteceu não “enquanto” Jango estava em
viagem aos países comunistas, mas “porque” Jango estava
em viagem aos países comunistas.
Ao mesmo tempo que a comitiva seguia seu périplo, no Brasil,
Jânio Quadros era colocado contra a parede. Então, em 25 de
agosto de 1961, Jânio renuncia.
O primeiro passo estava dado.
Para os militares, era importante que a renúncia de Jânio
ocorresse no período da viagem de João Goulart. Na ausência
do vice-presidente, que constitucionalmente deveria assumir
o posto, quem assumiu foi o presidente da Câmara dos
Deputados, Ranieri Mazzilli.
O segundo passo também estava dado em direção ao golpe.
Não tenha dúvidas, embora não haja documentos, de que tudo
estava milimetricamente articulado.
Os militares e as elites econômicas estavam esperando
apenas a oportunidade, e ela surgiu no momento em que se
começou a articular a viagem de João Goulart ao Leste
Europeu e à China.
Assim que o vice-presidente colocou os pés fora do país, a
conspiração deslanchou. Contudo, o golpe militar só não se
consumou porque surgiu entre os militares uma dissidência.
No Rio Grande do Sul, surge uma resistência civil e militar ao
golpe — João Goulart era gaúcho —, a chamada Campanha
da Legalidade, encabeçada pelo então governador Leonel
Brizola. Diante do impasse, decidiu-se que João Goulart só
poderia assumir o poder se o regime de governo fosse alterado
de presidencialismo para parlamentarismo. Em 2 de setembro
de 1961, foi implantado o regime parlamentarista no Brasil,
tendo como presidente da República João Goulart e como
primeiro-ministro Tancredo Neves. Só assim os militares
consentiram o retorno de Jango.
Em janeiro de 1963, no entanto, por meio de um plebiscito,
João Goulart consegue fazer passar a volta do modelo
presidencialista, sendo extinta, portanto, a figura do primeiro-
ministro. Com plenos poderes, João Goulart parte para o
ataque. Do outro lado, os militares, derrotados, conspiravam."
* * *
Infelizmente, nosso atual presidente golpista (e "ex vice-
presidente") esteve na China recentemente, e não aconteceu
nada! Ele está do "lado certo".
Esse "rapaz" continua atravessado na garganta do povo
brasileiro, mas não da "elite".
Abraço do tesco.
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