TRADUTOR

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

QUE PARECE, PARECE!


Estou lendo "A biologia da crença", de Bruce Lipton. 
Quero ressaltar que Lipton não é um "adepto de teorias 
de conspiração", nem um deslumbrado com "o início da 
Era de Aquário", nem um astrólogo místico prevendo um 
futuro de "poderes mentalistas". 

Bruce Lipton é um renomado biólogo, ex-professor 
de anatomia nas Universidades de Wisconsin e de 
St. Georges e pesquisador em Stanford. 

Pois bem, nesse livro, no capítulo 5 – Biolgia e crença, 
sob o subtítulo “Placebos: o efeito da crença”, 
pode ser lido este trecho: 

"Para meu desgosto, descobri recentemente que 
a indústria farmacêutica vem estudando os pacientes 
que reagem ao tratamento com pílulas de açúcar com 
o objetivo de eliminá-los das experiências médicas. 
É desconcertante para essas empresas saber que na 
maioria dos experimentos seus medicamentos "falsos" 
têm o mesmo efeito que os grandes coquetéis químicos. 

Embora essas empresas insistam em afirmar que não 
estão tentando, com isso, fazer com que medicamentos 
ineficazes sejam aprovados pelo governo, fica claro que 
a eficácia das pílulas placebo são uma ameaça para elas. 
A mensagem é muito clara para mim: 
Já que não conseguimos competir com o placebo 
de maneira honesta, vamos eliminar a competição!" 

Isso é assustador, mostra que a indústria farmacêutica 
não está preocupada com nossa saúde, mas, unicamente 
com seus lucros. 

Mas, o que me proponho a demonstrar com esse extrato 
é a espantosa (espanto por que?) analogia 
com a situação política vigente no Brasil: 
O poder dominante não podendo competir com 
o fenômeno LULA, simplesmente tenta suprimi-lo! 

Há, porém, um empeço que este poder, 
por mais que tente, não consegue afastar: 
O fenômeno Lula é a consciência do povo! 

Como erradicar do povo, em poucos meses,
s
ua própria consciência? 

Como tornar ACÉFALOS , de uma só vez, 
mais de 50 milhões de eleitores? 

NÃO PERCAM O EPISÓDIO FINAL 
NO PRÓXIMO DIA 07 DE OUTUBRO!  

Abraço do tesco. 

sábado, 8 de setembro de 2018

PELOS FRUTOS


Por seus frutos os conhecereis.. 
 Jesus. (Mateus, 7:16) 

Nem pelo tamanho. 
Nem pela configuração. 
Nem pelas ramagens. 
Nem pela imponência da copa. 
Nem pelos rebentos verdes. 
Nem pelas pontas ressequidas. 
Nem pelo aspecto brilhante. 
Nem pela apresentação desagradável. 
Nem pela antiguidade do tronco. 
Nem pela fragilidade das folhas. 
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras. 
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas. 

Árvore alguma será conhecida 
ou amada pelas aparências 
exteriores, mas sim pelos frutos, 
pela utilidade, 
pela produção. 

Assim também nosso espírito em plena jornada... 

Ninguém que se consagre realmente à verdade 
dará testemunho de nós pelo que parecemos, 
pela superficialidade de nossa vida, 
pela epiderme de nossas atitudes 
ou expressões individuais percebidas 
ou apreciadas de passagem, 
mas sim pela substância de nossa 
colaboração no progresso comum, 
pela importância 
de nosso concurso no bem geral. 

- "Pelos frutos os conhecereis" - disse o Mestre. 
- "Pelas nossas ações seremos conhecidos" 
- repetiremos nós. 
=======
Emmanuel 
("Fonte viva", psicografia Chico Xavier) 

sábado, 1 de setembro de 2018

NÓS, O PISTOLEIRO, NÃO DEVEMOS TER PIEDADE


Nós somos um terrível pistoleiro. 
Estamos num bar de uma pequena cidade do Texas. 
O ano é 1880. 

Tomamos uísque a pequenos goles. 
Nós temos um olhar soturno. 
Em nosso passado há muitas mortes. 
Temos remorsos. 
Por isto bebemos. 

A porta se abre. Entra um mexicano chamado Alonso. 
Dirige-se a nós com despeito. 
Chama-nos de gringo, ri alto, faz tilintar a espora. 
Nós fingimos ignorá-lo. 
Continuamos bebendo nosso uísque a pequenos goles. 

O mexicano aproxima-se de nós. 
Insulta-nos. 
Esbofeteia-nos. 
Nosso coração se confrange. 
Não queríamos matar mais ninguém. 
Mas teremos de abrir uma exceção para Alonso, 
cão mexicano. 

Combinamos o duelo para o dia seguinte, ao nascer do sol. 
Alonso dá-nos mais uma pequena bofetada e vai-se. 

Ficamos pensativo, bebendo o uísque a pequenos goles. 
Finalmente atiramos uma moeda de ouro sobre o balcão 
e saímos. 
Caminhamos lentamente em direção ao nosso hotel. 
A população nos olha. 
Sabe que somos um terrível pistoleiro. 
Pobre mexicano, pobre Alonso. 

Entramos no hotel, subimos ao quarto, 
deitamo-nos vestido, de botas. 
Ficamos olhando o teto, fumando. 
Suspiramos. 
Temos remorsos. 

Já é manhã. 
Levantamo-nos. 
Colocamos o cinturão. 
Fazemos a inspeção de rotina em nossos revólveres. 
Descemos. 

A rua está deserta, mas por trás das cortinas corridas 
adivinhamos os olhos da população fitos em nós. 
O vento sopra, 
levantando pequenos redemoinhos de poeira. 

Ah, este vento! 
Este vento!  
Quantas vezes nos viu caminhar lentamente, 
de costas para o sol nascente? 

No fim da rua, Alonso nos espera. 
Quer mesmo morrer, este mexicano. 

Colocamo-nos frente a ele. 
Vê um pistoleiro de olhar soturno, o mexicano. 
Seu riso se apaga. 
Vê muitas mortes em nossos olhos. 
É o que ele vê. 

Nós vemos um mexicano. 
Pobre diabo. 
Comia o pão de milho, já não comerá. 
A viúva e os cinco filhos o enterrarão ao pé da colina. 
Fecharão a palhoça e seguirão para Vera Cruz. 
A filha mais velha se tornará prostituta. 
O filho menor ladrão. 

Temos os olhos turvos. 
Pobre Alonso. 
Não se devia nos ter dado suas bofetadas. 
Agora está aterrorizado. 
Seus dentes estragados chocalharam. 
Que coisa triste. 

Uma lágrima cai sobre o chão poeirento. 
É nossa. 
Levamos a mão ao coldre. 
Mas não sacamos. 
É o mexicano que saca. 
Vemos a arma na sua mão, 
ouvimos o disparo, 
a bala voa para o nosso peito, 
aninha-se em nosso coração. 
Sentimos muita dor e tombamos. 

Morremos, diante do riso de Alonso, o mexicano. 
Nós, o pistoleiro, não devíamos ter piedade. 
=================
Moacyr Scliar 
(“Contos fantásticos”, volume 2)