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segunda-feira, 8 de julho de 2013

SORTESCO 262

NIRVANA
pela EDITORA CANAÃ
Biografia ilustrada da que denominam 
"A última super banda de rock". Pra
quem 
é aficionado, pois, além da
trajetória da 
banda, suas formações e
discografia,
traz também a lista de todos
os shows. 
Deve ter vindo para meu
acervo como 
brinde de alguma revista,
não curto este 
som, e só conheço
"Smells like teen spirit" 
porque fizeram
uma video-charge com 
George W. Bush. 

ROQUE SANTEIRO
de DIAS GOMES
Ums das telenovelas de maior sucesso no 
Brasil, sem dúvida, devido ao texto de
Dias 
Gomes. Adaptação de "O berço do
herói", 
de 1963, que falava de um militar
tido como 
morto na Segunda Guerra, e
que retornava 
à cidade natal. O tema foi
 transposto para 
a esfera civil, a fim de
não 'incomodar' tanto 
os militares no
período da ditadura, em 
1975, mas a
novela foi censurada, mesmo 
assim,
sendo exibida apenas em 1985. 


O ROUBO DO GARUDA
de MAX ARTIS
Aventura juvenil, envolvendo dois
garotos 
e o roubo de uma estatueta
de ouro maciço, 
representando o
deus indiano Garuda. Os 
jovens são
um francês e um cambojano, e 
a
perseguição aos ladrões transcorre
em 
Bornéu. Muita movimentação
 em 200 páginas. 





INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, 
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. 
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. 
Basta indicar isto sua escolha nos comentários. 
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal 
(link no ítem 2 do Regulamento), em 13/07/2013. 
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, 
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 

sábado, 6 de julho de 2013

SORTESCO 261 - RESULTADO

Na extração de hoje da 

 Loteria Federal
a dezena do 5° prêmio é 78,
de grupo não escolhido e,
por aproximação, a vencedora é
HISCLA!

Parabéns!

domingo, 30 de junho de 2013

O SÉCULO DA GENTE - 87

 
"Minha intenção é viver para sempre.
Até agora estou me saindo bem.
"
(Compilado por Marion Kaplinsky
em "1001 razões para você sorrir")

VIVER PARA SEMPRE?


Com esta frase, já bastante conhecida, encerra-se a série
"O século da gente", pelo menos, valendo-se dos ditos e
'causos' compilados por Marion Kaplinsky.


Se encontrar frases ou anedotas curtas, interessantes o
suficiente para serem divulgadas, e que retratem as
contradições de nossa época, não terei dúvidas em
ressuscitar a série.


Mas, a respeito da frase, que, saliente-se, não é deste
nosso século, pode-se ressaltar que representa bem, a
filosofia materialista.


Pois que o espiritualista já vive eternamente, se levarmos
em conta que a existência material é passageira e, muitas
vezes, efêmera, não passando além de traço luminoso
que um meteoro deixa na atmosfera.


A filosofia materialista nunca me atraiu, quem quer viver
para sempre nessas sociedades instáveis da Terra?
Eu não, Deus me livre! E - Graças a Deus! - meu período
probatório já está em vias de terminar. Pois, aos 60, já
passei da metade, pelo menos.


- Que lúgubre, tesco! Você é cultor da morte?

De modo nenhum! Pelo contrário, sou cultor da vida.
Mas da vida verdadeira, entenda-se, não este simulacro
que o vulgo chama de vida. Referencio-me em uma vida
plena, sem os obstáculos materiais, sem a escravidão de
manter um corpo pesado, que exige, no mínimo, uma
refeição diária. Você pode dizer...


- E digo: Sonha, Marcelino!  

Isso! Pode alegar que é apenas sonho, quimera, fantasia...
Mas, mesmo o sonho é muito melhor que a perspectiva
de uma extinção total, que não incentiva para nada de bom.
Além de que, o que pode perder um espiritualista se a
doutrina materialista estivesse correta? Nada, pois não
haveria ninguém para lamentar.


Lamentável seria se o pensamento dos antigos gregos
fosse viável: Uma vida pós-morte num mundo subterrâneo,
sem luz do Sol, sem alegria, sem dinamismo. Convenhamos
que eles tinham pouca imaginação, nesse aspecto. Imaginar
algo assim não faz sentido, uma vez que o universo é
movimento! Tudo se move, tudo flui, nada permanece parado.
Por que haveria exceção para uma das situações num
universo desse tipo?


Há diferenças, porém, entre as diversas doutrinas
espiritualistas. Claro, não poderia ser de outro modo, se um
grupo vislumbra uma terra distante, formará a deia que mais
lhe agrade. Por isso a ideia de prazeres sensoriais é tão a
rraigada na maioria das visões deste outro mundo.


Mas, basicamente, as visões de mundo diferenciam-se em um
aspecto: Reencarnação.


Doutrinas não-reencarnacionistas advogam uma dimensão, se
observarmos detalhadamente, estática, sem sentido de fluxo, o
que está assim, assim permanecerá.


Com a reencarnação nada permanece no mesmo ponto, há uma
interação entre todas as dimensões, a evolução não para,

ocorre ininterruptamente, acontecem mudanças qualitativas:
O que era ruim está bom, o que era bom ficou melhor, o que era
melhor, melhorou mais ainda. Nada a ver com 'espiral
inflacionária', com 'crescimento econômico', que são coisas
ilusórias e sem bases
reais, mas com a evolução das coisas
que, obviamente, tende a aperfeiçoar sem deixar prejuízo pra
ninguém. E não precisa, necessariamente, de ter limite.


Por isso, minha meta não é 'viver para sempre' fisicamente,
mas, adoto o comando do Coringa, interpretado por Jack
Nicholson, num filme do Batman:


- Vamos lá, moçada,
vamos expandir nossas mentes!


Abraço do tesco.

SORTESCO 261

ASTRONAUTA DA ILUSÃO
de DANILO SAMPAIO

Poesia sem compromisso com estilo
ou formalidades de métrica ou rima:
Misto de modernismo, concretismo,
geometrização e abstração.
Chega-se a duvidar se existe poesia ali.
Não faz meu gênero, por certo, adquiri
o livrinho por se tratar de autor local
e tinha curiosidade em conhecer as
letras sergipanas.
 
CIRANDA DE SONETOS
de  BANDEIRA DA CRUZ

Exímio sonetista, embora, por vezes,
desprezando as regras do soneto,
Paulo Cruz exibe certa nostalgia,
lembrando os sonhos de criança,
seu pai, seu avô. Mas não é somente
poesia saudosista ou romântica,
revela dinamismo e atualidade (da
época) também.
 


NO OMBRO DA NOITE
de GUTA MARQUES PORTO

Haicais na tradição dos
modernos poetas brasileiros.
O haicai tradicional no Japão,
é composto por três versos
sem rima, mas, com cinco,
sete e cinco sílabas,
respectivamente. No Brasil é
frequente o alinhamento de
três - às vezes mais - versos,
sem a mínima preocupação
com métrica. Também o terceto é uma unidade autônoma,
não pedindo qualquer complemento. Guta, porém, chega a
unir três haicais por um mesmo tema, obtendo um belo
efeito poético:

"E a chuva cai
Vó só só sob a terra
Mãe chora chora"

"Vó lá tão tão só
Só pingo e solidão
Mãe tá com pena"

"Não chora, ó mãe
Alma é feita de luz
Chuva não molha"


INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar isto sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 06/07/2013.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.


sábado, 29 de junho de 2013

SORTESCO 260 - RESULTADO

Na extração de hoje da

Loteria Federal
a dezena do 5° prêmio é 85,
de grupo não escolhido e,
por aproximação, o vencedor é
ANTONIO!
Parabéns!

domingo, 23 de junho de 2013

BOBAGENS LINGUÍSTICAS-16

DESORDEM?

O temor, expressado por leitores, como Yvonne e Hiscla,
de que uma flexibilização maior das regras da linguagem
levem à desordem e à bagunça geral (comentários em
Bobagens linguísticas-7 e Bobagens linguísticas-8 ),
fazem-me lembrar da Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire:

Na introdução, que tem por título "Primeiras palavras",
ele diz:
"Não são raras as vezes em que participantes destes
cursos  numa atitude em que manifestam o seu “medo
da liberdade” se referem ao que chamam de “perigo da
consciência crítica (dizem:)  é anárquica” Ao que outros
acrescentam:
‘Não poderá a consciência critica conduzir à desordem?"

Pois é. É uma reação natural. Não gostamos e tememos
qualquer alteração na ordem já estabelecida e à qual nos
acostumamos. Mas devemos nos lembrar que essa era
também a reação dos escravocratas que não queriam, de
nenhum modo, a abolição da escravatura; e a dos homens
que não admitiam que mulher pudesse votar; e também a
reação do clero católico que, ainda hoje, não admite que
mulher possa, como eles, "intermediar" o encontro da
humanidade com Deus. 

Nós, quando conservadores, antes de qualquer mudança,
já advertimos logo:
- Isso vai bagunçar tudo, não é viável!

Creio que não deve ser assim. Temos de flexibilizar,
mesmo não gostando dos resultados, quando a massa
dos favoráveis se torna grande.

Não incluo aqui todos os 'dilemas' ético-morais.
Algumas posições não admitem flexibilização.
Como exemplo, posso falar do aborto, argumentem
quanto quiserem, que "a mulher é dona do seu corpo",
que uma "gravidez indesejada acarreta traumas
psicológicos para todos, inclusive as crianças", creio
que sempre considerarei o aborto como um crime.

Mas, quanto a linguagem: "Qualé, ô mané?
Tás de bobeira!"

Ademais, as mudanças terão o efeito do 'slogan'
do Tiririca: "Pior do que tá, não fica!".


PLEONASMO DE NOVO

Fico muito intrigado com isso que é denominado
'pleonasmo' pelos gramáticos. Já falei disso noutros posts,
mas não me conformo, e torno a falar.

Por que somente os pleonasmos impostos pelos
gramáticos podem passear incólumes no cenário das
letras nacionais?

Por que pronomes e formas verbais exclusivas para as
pessoas podem e devem conviver na mesma frase?

Por que os plurais devem ser enunciados mais de
uma vez?

Por que a tal da 'concordância' só não concorda com
o povo? 

Esta ditadura um dia tem que acabar!

Não sei exatamente a procedência, mas normalmente
creditam a maioria das orientações que circulam pela
internet, ao Pasquale de Cipro Neto.

Por exemplo, que não se deve dizer ou escrever coisas
como: 
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- expressamente proibido
- de sua livre escolha
- exceder em muito .
- multidão de pessoas


Pelo meu modesto ponto de vista (sim, sou um gênio,
mas não precisa espalhar), não existe pleonasmo
nesses termos:

- Nem todo acabamento é o final de alguma coisa.
Como exemplo temos a "vernissage", exposição de
telas de um artista, onde ele pode dar uns retoques
nas telas, teoricamente concluídas, portanto, já
com "acabamento";

- A certeza que tem uma pessoa, pode vacilar com
os primeiros questionamentos:
- Você tem certeza absoluta disto?
- Bem, certeza eu tenho, mas certeza, certeza
mesmo, certeza absoluta, aí...

- Segundo o Aulete, quantia é uma "importância,
soma", o que não implica uma quantidade fixa,
tanto que existe a expressão "determinada quantia".
Se não é fixa, obviamente, pode coincidir com uma
quantidade pré-fixada, um preço, digamos, aí então
passa a ser uma quantia exata. Cadê o pleonasmo?

- Proibidas são muitas coisas (e "demais da conta"
na verdade), mas isso não quer dizer que todas as
proibições sejam obedecidas. Apenas porque seja
proibido não significa nada pra muita gente, agora,
sendo "expressamente proibido", já coibe mais, faz
meditar sobre uma possível punição mais rigorosa.

- Nem toda escolha é livre, ela pode ser restrita por
muitos fatores:
- pode-se escolher "por livre e espontânea pressão",
mormente os que forem empregados;
- o sistema de assistência médica da Petrobrás tem
as opções de "Livre Escolha" e "Escolha Dirigida";
- o Presidente da República escolhe um juiz para o
STF, desde que esteja na lista tríplice, que lhe é
apresentada;
- nós, eleitores, escolhemos, à vontade, o candidato
em quem votar, mas os partdos já escolheram antes
que candidatos se apresentam.
Sendo a maioria de nossas escolhas restritas, não
se pode ver pleonasmo em "livre escolha".

 - se excedeu, fica claro que passou da conta, mas
por quanto foi isso, não está explícito em "exceder".
Pode ser por 0,01 % ou por 90%, e isso é
relevante em termos de previsão eleitoral, por
exemplo. Não há nem resquício de pleonasmo aí. 

- a primeira acepção de 'multidão' no Aulete é:
Grande quantidade de pessoas, animais ou coisas.
Automaticamente, portanto, excluindo 'multidão de
pessoas" de qualquer lista de pleonasmos.

Não seria ótimo que esses que fazem questão de
corrigir o próximo, se não querem se adequar à
atualidade, pelo menos fizessem uma visitinha ao
dicionário mais próximo?


DIÁLOGO

- Você é de Cingapura?
- Não.
- De Anarajapura?
- Não.
- De Majpura?
- Também não.
- De onde é, então?
- Belezapura!
- Ah, você é viajado!

Abraço do tesco.