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sexta-feira, 22 de março de 2013

SORTESCO 246 - RESULTADO

Na extração de 16/03 da

Loteria Federal
a dezena do 5° prêmio foi 86,
de grupo não escolhido e,
por aproximação, a vencedora é
ERIKA!
Parabéns!

domingo, 10 de março de 2013

NIETZSCHE


Caí na grande asneira de ler outra obra de Nietzsche.
Sim, eu também cometo asneiras.


- Por que asneira, tesco? Nietzsche é um filósofo consagrado.

Consagrado, com certeza é, mas filósofo, e sagrado
principalmente, isso é exagero dos que não entendem a sua
escrita.


- Outra vez você vai contra a maioria, tesco.

Sim, e neste caso, dou graças a Deus, por não comungar com
a maioria. Nietzsche é abominável em todos os sentidos. Ao
contrário de Voltaire, que visava desconstruir uma situação
dominante  extremamente injusta e irracional, Nietzsche
exercita seu desejo de destruir, mas sem nada de benévolo
em vista. Quer dizer, benévolo até que  tinha, mas só para si
e sua "casta", os outros eram "má casta".


- Mas que leitura foi essa, que lhe despertou tanto furor?

Na verdade, reacendeu, eu já havia lido "O anticristo", e já
tinha sorvido minha dose de asco pela "filosofia" do rapaz.
Agora li "Assim falava Zaratustra", ou "Assim falou Zaratustra",
como preferem outros.


- E o que falou Zaratustra, que lhe doeu tanto?

O Zaratustra de Nietzsche, na verdade, acredito que nada tem
em comum com o (ou os) Zaratustra histórico. O personagem
nietzscheano é um indivíduo anti-social, que blatera contra o
Estado, contra o comunismo, contra o ensinameno de Jesus,
contra os "virtuosos", aos quais considera todos hipócritas,
contra os "sábios", que considera como desservindo o povo,
contra...


- Chega! Assim você vai escrever o livro de novo.

É provável. Esse Zaratustra era contrário à quase tudo, creio
que refletindo a visão de Nietzsche ante o mundo.
Ele fala mal de tanta coisa que, a única coisa que me lembro
de que ele fala favoravelmente, é a guerra!
Decididamente belicista, sem metáforas:

"Deveis amar a paz como um meio de novas guerras, e mais
a curta paz do que a prolongada.
Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho
a paz, mas a vitória. Seja o vosso trabalho uma luta!
Seja vossa paz uma vitória!
Não é possível estar calado e permanecer tranqüilo senão
quando se têm flechas no arco; a não ser assim, questiona-se.
Seja a vossa paz uma vitória!
Dizeis que a boa causa é a que santifica também a guerra?
Eu vos digo: a boa guerra é a que santifica todas as coisas.
A guerra e o valor têm feito mais coisas grandes do que o

amor do próximo. Não foi a vossa piedade mas a vossa
bravura que até hoje salvou os náufragos.".
(Primeira parte - "Da Guerra e dos Guerreiros").


- É, apreciador da guerra mesmo, pelo menos o Zaratustra.


Mas este é, claramente, um "alter-ego" do próprio Nietzsche,
em total desacordo com os registros historicos, cita ndo
eventos futuros como se fossem passados:


"Em verdade, morreu demasiado cedo aquele hebreu a quem
honram os pregadores da morte lenta, e para muitos foi uma
fatalidade ele morrer cedo demais.
Esse Jesus hebreu só conhecia ainda as lágrimas e a tristeza
do hebreu, juntamente com o ódio dos bons e dos justos; por
isso o acometeu o desejo da morte.
Por que não ficou ele no desterto, longe dos bons e dos
justos?
Talvez houvesse aprendido a viver e a amar a terra e também
o riso!
Crede-me, meus irmãos! Morreu cedo demais! retratar-se-ia

da sua doutrina se tivesse vivido até minha idade!
Era bastante nobre para se retratar!".
(Segunda parte, "Da morte livre"). 


- Verdade, nada a ver com sincronia.

Também se expressa anti-fraternalmente:

"Acaso vos aconselho o amor ao próximo?
Antes vos aconselho a fuga do "próximo" e o amor ao remoto!".
(Primeira parte - "Do Amor ao Próximo").


E francamente contraditório:

"No entanto, que te dizia um dia Zaratustra? Que os poetas
mentem demais? Zaratustra, contudo, também é poeta.
Julgas então que eu falava verdade? Por que julgas isso?"
(Segunda parte - "Dos poetas").


Além de disparar afirmações sem nenhuma argumentação:

"Deus é uma conjectura; O imutável é apenas um símbolo!
[...]
"Se existissem deuses como poderia eu suportar não ser

um deus?! Por conseguinte, não há deuses." 
(Segunda parte, "Nas ilhas bem-aventuradas").


Só posso concluir que essa obra de Nietzsche, que nada
tem de filosófica,  não é poesia nem conto. Sua leitura é

uma grande perda de tempo. Bobagem pura!
Recomendo: Evitem-na!

Abraço do tesco.

SORTESCO 246

Obras de
JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS
Lvros em formato bolso


O MEU PÉ DE LARANJA
LIMA
Amplamente conhecida em todo o
Brasil, conta a históra do menino Zezé
e seu confidente, um pé de laranja.
Zezé tem um irmão mais novo e três
irmãs "grandes", mas passa a conhecer
a solidariedade, o companheirismo e a
ternura, através de um caixeiro-viajante
português. A obra ja foi transformada
em filme e telenovelas de sucesso.

 

CORAÇÃO DE VIDRO
Há quem ache que hstória sobre criança
é história para criança, e muitas vezes
o é. Porém, muitas vezes também, são
coisas agradáveis de ler, afinal
sempre fomos crianças.

 


DOIDÃO
Aqui já não há mais crianças (pelo menos
é o que eles pensam) pois enveredamos
pelo mundo dos adolescentes. Zé Mauro
conta coisas inspiradas na sua vivência
de adolescente em Natal, RN.

 


INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar esta sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 16/03/2013.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio.

sábado, 9 de março de 2013

SORTESCO 245 - RESULTADO

Na extração de hoje da

Loteria Federal
a dezena do 5° prêmio é 78,
de grupo não escolhido e,
por aproximação, a vencedora é
JAQUICELI!
Parabéns!

domingo, 3 de março de 2013

PROTESTANDO

RUMI

Terminei de ler o livro de Rumi, que está no sortesco 245, em
dezembro passado e considero os poemas admiráveis. Porém,
no final de cada um, quando Rumi atribui todas as virtudes e
qualidades a Shams de Tabriz, achei que tudo se torna
estapafúrdio!


A atribuição de todas as qualidades a outro ser humano é
inteligível e admissível quando o poeta é um jovem de nos
seus 20 anos, mas num teólogo de mais de 40, é contraditório:
São principalmente estes que já perceberam que tudo no
mundo é transitório e efêmero.


Esta mesma impressão eu transmiti a Laura, no blog
"Leituras de Laura", 
(infelizmente demora para carregar a
página), onde a blogueira havia acabado de ler o mesmo livro
e expunha sua resenha, elogiando o livro.
Isso pode ser visto acessando-se:
http://leiturasdelaura.blogspot.com.br/2012/12/poemas-misticos.html

Ela respondeu ao meu comentário, dizendo que:
"...é preciso entender que como sufi Rumi não vê Shams
apenas como outro ser humano notável, ele é uma forma de
entrar em contato com Deus, assim como Rumi o é para os
seus discípulos, assim como outros mestres são para outras
pessoas".


Tudo bem, isso é verdade. Afinal são poemas místicos,
não é mesmo?
Mas não pude deixar de notar a efemeridade atribuída aos
versos, no poema "[O pão do meu verso]" (os colchetes
identificam título dado pelo tradutor, Rumi não pôs títulos
nos poemas).


[O PÃO DO MEU VERSO]

Meu verso é como o pão do Egito:
a noite passa sobre ele e já não podes mais comê-lo.


Devora-o enquanto está fresco,
antes que o recubra a poeira do deserto.


Seu lugar é o clma cálido do coração,
ele não sobrevive ao gelo deste mundo.


É como um peixe na terra seca:
estremece por um instante e logo perece.


Se queres comê-lo e o imaginas fresco,
terás de invocar muitos ídolos.


O que agora bebes é tão somente tua imaginação.
Isto não é uma ilusão, companheiro!


----------------

Eu, que não sou místico nem nada, não entendo a relatividade
dos versos do poeta, e apenas alcanço alguma coisa da poesia
romântica do século 19 e início do século 20. Minha
'sensibilidade' ficou chocada (e revoltada) com essa
fugacidade atribuída pelo poeta a seus versos.


Consequentemente, tentei compor um soneto refutando essa
fugacidade da poesia.

Infelizmente, não consegui acertar com a métrica desses
versos e mesmo o sentido da 'coisa' é desconjuntado.
Mas foi só o que me veio â mente. Vejam o "monstro":


RENOVANDO

Se o verso de Rumi é como pão,
De preferência a ser comido fresco,
Meu verso, qual vinho do coração
Quanto mais velho mais dará refresco.


Você que nunca leu um verso meu,
Não vê o transbordar de alegria,
Como Sol ao romper de um novo dia
Trazendo liberdade a Prometeu?


Doce encanto traz agora esse meu verso,
Inebriando como taça de sucesso,
O coração que se aqui renova.


Não quero desde já prometer nada,
Mas receber o golpe da enxada
É o passo pra ser fértil em toda prova.


----------------------

Bem, meus versos não rivalizam com os de Rumi, claro,
e vocês devem tentar a vitória no sortesco.
Mas, de qualquer forma lancei meu protesto.
Risos.


Abraço do tesco.

SORTESCO 245

POEMAS MÍSTICOS
(DIVAN DE SHAMS DE TABRIZ)
de JALAL UD-DIN RUMI

Rumi foi um teólogo e poeta sufi persa do
século 13. É considerado um dos maiores,
(se não o maior) poetas místicos do mundo,
ao lado de Juan de la Cruz, Omar Khayam,

Teresa de Ávila, Hafiz,  e outros. A maior
parte de sua obra poética é o divan (termo
persa para coleção de poemas de um
autor) traduzido neste livro. Este exemplar é uma doação
do Chico.
Obrigado, Chicão!  

INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20,
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05.
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00.
Basta indicar isto sua escolha nos comentários.
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal
(link no ítem 2 do Regulamento), em 09/03/2013.
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL,
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio
.

sábado, 2 de março de 2013

SORTESCO 244 - RESULTADO

Na extração de hoje da

Loteria Federal
a dezena do 5° prêmio é 74,
de grupo não escolhido e,
por aproximação, a vencedora é
ERIKA!
Parabéns!